A Emigração do Espírito da Cultura – Literatura
Advento e Natal –
Época de fascinantes Contos e inesquecíveis Histórias. Ficcionais ou reais. Obras e Autoria deixaram Pegadas na História e deram a Volta ao Mundo. Como seria encontrar as Personalidades que influenciaram e influenciam a Vida da Humanidade?
Viajar no Tempo possivelmente causava um verdadeiro Caos no Universo, porque cada Decisão, Acontecimento, Reação etc. dá origem a diferentes Resultados. Não esquecendo, que todo o Ser Humano apresenta sua própria Individualidade. A descrita Diferenciação escrevia dessemelhantes Metas na Vida. Nem sempre – como um antigo Ditado diz: “Todos os Caminhos chegam a Roma.” Acontece, que por vezes precisa-se de mudar os Planos e procurar outro Destino. Caminhar nas existentes Pegadas e deixar Novas na História. A Vida é um Mistério, cujo Futuro não levanta o Véu. No entanto, incentiva a procurar Respostas, a fim de se conseguir desvendar para onde a Vida nos pretende dirigir. Uma Viagem de Aventura, porque Ninguém sabe o que o espera, quando começa a caminhar na Estrada da Vida. No presente Caso um Misterioso Conto, que solicita Coragem para a Viagem de uma pequena Heroína, que na Noite de Natal realiza no Tempo. Boa Leitura.
A Misteriosa Biblioteca –
Um Conto para a Noite de Natal
(1. Parte)
Após um longo Dia –
Cansada sem Alegria,
a Neve suave caía,
o Caminho quase nem via.
Porém –
Ao longe Janelas iluminadas.
Tão belas – pareciam pintadas.
Procurei, onde estava.
Um Lugar acolhedor me encantava.
Era a Antiga Biblioteca.
A esta Hora ainda aberta?!
Devagar me aproximei.
Silenciosa à Porta cheguei.
Vozes e Música ouvia.
Um pequeno Sininho comovia.
Decidi o Mistério desvendar.
Como uma Detetive investigar.
No meio de Livros “naveguei”.
“O que ia encontrar?”, perguntei.
Sem esperar –
Um Espaço com Luminosidade.
Maior a Curiosidade.
Surpreendida fiquei.
Um Sonho de Aventura avistei.
Parecia Realidade Clandestina:
“Boa Noite, minha Menina.”
Charles Dickens????
O próprio me cumprimentou
e do seu Conto de Natal falou:
“Escrevi muitas Histórias,
Scrooge e Tim –
Para sempre nas Memórias.”
“Inesquecíveis Personagens –
Suas Palavras influentes.
Ainda hoje presentes”.
Quase nem conseguia acreditar.
Abraham Lincoln a falar.
Com um olhar suave me contemplou.
Um Lugar junto à Lareira me indicou.
Realmente estava cansada –
Com Flocos de Neve molhada.
“Está uma Noite muito fria.
Recordo –
Como o meu Coração sofria.
Guerras e Injustiças criam frieza.
Paz e Respeito – Que Riqueza.”
O Presidente acenou.
Pensativo abalou.
A uma Dama apresentou Referência.
Harriet Beecher Stowe –
Ambos lutaram contra Intolerância.
Os seus Olhares segui.
Democracia e Direitos Humanos vi:
A jogarem ao Xadrez –
Duas Mentes com Lucidez:
Alexis de Toqueville e Martin Luther King.
Beatrix Potter minha Timidez reparou.
Ao lado de Anne Frank me sentou.
Somente seu Diário escreveu.
Ninguém esquece, o que viveu.
Duas Vidas diferentes. Com Espíritos independentes.
Uma – Crianças encantou.
A outra – para o Valor da Vida alertou.
“A Bola continua a rolar.”
Albert Camus da Existência a falar.
Perante um Antigo Público:
Aristóteles, Platão e Sócrates –
Filosófico e não angélico.
Grandes Pensadores jamais morrem.
Graças ao seu Legado vivem.
Na Mente até ao Passado viajei.
Em Atenas e Roma a Mitologia encontrei.
Feitiço, Magia ou Ilusão.
Ouvi o bater de um pequeno Coração.
“O Aprendiz de Feiticeiro” –
Da Vida de Goethe me contou.
No Grande Salão se materializou –
Acompanhado de outro Senhor Germânico:
Friedrich von Schiller.
Com Obras de Valor histórico.
Quando o pequeno Feiticeiro avistaram –
Até se assustaram:
“Escondem a Vassoura!
Para não inundar a Leitura”
Pobre Aprendiz –
“Não aconteceu, porque quis.”
Todos o consolaram ao dizer:
“Paciência – muito vais aprender.”
Após o pequeno Humor –
Uma Sombra Preta! Foi assustador:
Um Corvo a voar –
No meu ombro decidiu pousar:
“Peço desculpa se estou a incomodar –
Não tenha medo –
Seu Poema quer recitar.”
Durante a recitação –
O bater do meu Coração.
Estava a viver um Conto Mágico.
Ao mesmo Tempo trágico.
Um Sonho da Realidade.
Como contar a Verdade?
Edgar Alan Poe e Jules Verne –
Criaram Mundos não existentes.
Porém –
Fundamento para Ideias nascentes.
Muitos Espíritos baniram.
Novos Mundos nasceram.
O Silêncio reparei –
Do Pensar à Sala voltei.
Um sorriso não foi possível esconder –
Jane Austen e Sophia de Mello Breyner.
Escritoras do Mundo que escreveram.
Seu lugar – na História receberam.
Meninas que seu Saber – valorizaram.
O Caminho –
Para futuras Gerações conquistaram.
Meu olhar navegou.
Ao lado da Árvore de Natal ficou:
O Mundo Lusitano a brilhar.
“Os Lusíadas” e “Mensagem” a recordar.
Portugal – País da Terra e do Mar.
Nobre Luís de Camões e ilustre Fernando Pessoa.
Valor das Obras – para sempre – entoa.
No meio da Sala uma Coroa de Advento.
Quatro Velas – seu luminoso Ornamento.
Qual a Razão da minha Presença?
Ninguém leu a Sentença.
Como se procurassem tranquilizar.
O Segredo da Biblioteca desvendar.
O Conde de Monte Cristo se aproximou.
Nelson Mandela contemplativo falou:
“O seu Fado? –
Ninguém consegue prever.
Por vezes – como Fénix –
Precisamos de Cinzas renascer.”
O Mistério não se revelou.
O Xaile de Palavras me tranquilizou.
No Silêncio da Sagrada Noite de Natal.
A Literatura –
Ofereceu o florir do seu Roseiral.
Porém –
Algo estranho meu surpreendeu.
O Mundo das Palavras a viver um Apogeu:
Todas as Obras que ouvi.
Em nenhuma Biblioteca jamais as vi ou li.
Repararam minha Admiração.
Contaram com uma Lágrima de Ilusão:
“Obras Poéticas e Literárias –
Etéreas e Solitárias.
No Universo perdidas, esquecidas.
Ou jamais foram escritas.”
Ouvi as Palavras com Tristeza.
Na luz das Velas encontrei Beleza:
“Seria pena perder Literária Riqueza.
Apresentar ao Mundo com Grandeza.”
“O nosso Tempo passou.
A Hora de Novas Gerações chegou.”
A Sabedoria falou naquela hora.
Mas a Vida –
Conhece todos os Dias nova Aurora.
Para o Presépio olhei.
Uma pequena Prece rezei.
Talvez um Dia …
O Destino a Estrada da Vida guia.
A Amargura desvaneceu
e Espaço à Aura Natalícia deu.
“Não é no Sonho vencer,
mas sim em Vida viver.”
Recordando as Palavras
Na Mão segurava umas Folhas.
Curiosos encorajaram.
“Asas para voar” se encantaram.
Sem esperar suave Voz a chamar.
Mais um Mistério para desvendar?
…..
Para continuar
Secreta Poeta
Fotografia de A. Carvalho.
Isalita Pereira



