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Sábado - 2 Março 2024

“Até um tijolo quer ser alguma coisa”

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Em entrevista com o arquiteto Paulo Martins revelou-nos como tudo aconteceu até chegar a ser Arquiteto. Nunca ponderou ser arquiteto, mas desde criança esteve sempre ligado às artes, e pelos “espaços e construção”. Recebeu prémios internacionais, mas é em Portugal que vive.

Nasceu em Aveiro e desde muito cedo que esteve ligado às artes, primeiramente através do desenho e posteriormente na música, ao mesmo tempo que nutria já uma paixão pelos espaços e pela construção desses mesmos espaços, na altura como mero espectador.

Após concluir o secundário “percebi, inequivocamente, que queria continuar ligado às artes através da arquitetura, passando a ocupar o papel de criador dos espaços e lugares.” Refere o Arquiteto.

A arquitetura foi algo que, “não fazendo parte dos meus sonhos de criança”, sempre esteve bastante “entranhada em mim e na minha forma de ver e de estar no mundo”, ao ponto de se mostrar como primeira opção no momento em que foi necessário decidir. Sou arquiteto há 20 anos, e após terminar a formação “exerci durante 5 anos na Catalunha”, o que moldou bastante a arquitetura que faço ainda hoje, que considera mediterrânea com muitas influências modernistas da América.
Trabalhou durante 5 anos na Catalunha, Espanha e desde que abriu o próprio escritório já realizou projetos no Brasil, Espanha, Angola e Reino Unido.

Já teve o prazer de receber algumas premiações internacionais, algo que é bastante motivador para “mim e para toda a equipa com quem trabalho.”
Fazer arquitetura é criar espaços, sensações, emoções, lugares, relações de vários tipos e dimensões. E quando testemunho que essas criações funcionam e melhoram a vida das pessoas é quando “sinto que toda a dedicação e esforço valeu a pena. Toda a dedicação do gabinete permite-nos assistir a vários momentos destes, e isso é extremamente gratificante.”

Sente que existe ainda um longo caminho a percorrer, muito para aprender, para experimentar, para falhar, “vejo a arquitetura como uma profissão inquietante e sempre incompleta, muitas vezes, senão sempre, bastante angustiante, o que me deixa na dúvida se me sinto realizado ou simplesmente motivado na busca dessa realização que provavelmente tardará a chegar.”
“Tenho vários projetos futuros que já estão a ser trabalhados no presente, sendo o mais ambicioso a solução “chave na mão” que estamos a oferecer aos nossos cliente mais ambiciosos e motivados que procuram soluções de valor acrescentado.”

É um projeto que envolve promoção imobiliária, projeto de arquitetura e engenharia, construção e, finalmente, decoração dos espaços. “Tudo isto já está a acontecer e prevemos que durante o próximo ano a grande maioria dos nossos projetos sejam realizados nesta modalidade.”

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