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Segunda-feira - 24 Junho 2024

“Braga Romana”: Recriar o universo romano

Destaques

Decorreu na passada semana entre os dias 17 e 21 de maio, o evento Braga Romana – Reviver Bracara Augusta, na cidade de Braga. As celebrações duraram cinco dias tendo atraído muitas pessoas, onde mal se conseguia andar com a elevada quantidade de visitantes que por lá passaram e assistiram aos vários eventos, e que conta já na sua 19º Edição. Os organizadores da festa deram-nos um lamiré sobre o evento.

Estivemos a sentir o pulso a alguns visitantes no evento e todos eram unânimes “a festa estava muito bonita”. As tendas estavam muito compostas e alguns pareciam mesmo que tínhamos recuado no tempo. Vítor Oliveira, de Famalicão, disse-nos que era a segunda vez que ia ao evento, gostou muito de poder ver “as vestes e as barraquinhas”. Também estivemos a falar com um turista Brasileiro, Paulo Alexandre, dizendo-nos que a festa estava muito bem, e que já lhe tinham falado muito dela.

Joaquim Silva, vende colares e o balanço dos cinco dias era positivo, e que o negócio estava mais um pouco mais fraco no domingo, “mas o dia ainda tinha muito a oferecer”.

Também falamos com uma jovem vendedora, Gabriela Machado, que nos contou um pouco sobre a história de Braga.

“O evento Braga Romana – Reviver Bracara Augusta tem o propósito de comemorar os primeiros tempos de vida daquela que foi a Opulenta Cidade Bracara de Augustus. Terminadas as Guerras Cantábricas que puseram fim à conquista da Península Ibérica, e instalada a pax romana, o Imperador Romano César Augusto funda três cidades no Noroeste da Hispânia, Bracara Augusta, Lucus Augusti e Asturica Augusta”, refere Isaura Costa, da Divisão de Cultura e Comunicação.

Bracara Augusta terá sido presumivelmente fundada entre os anos 16/15 a.c. na região dos Bracari, situada entre os rios Lima e Ave. A nova Cidade Imperial deve o seu nome de BRACARA ao povo indígena que ocupava o território, e o epíteto de AUGUSTA, em homenagem ao Imperador que a fundou, tendo sido sede do Conventus Bracarensis, inserido na provincia Tarraconense.

Ao longo dos séculos, Bracara Augusta vai ganhando preponderância, chegando mesmo no século IV, com o Imperador Diocleciano, a Capital da nova província da Galécia.

Como cidade imperial, desenvolveu gradualmente importantes funções comerciais, jurídicas, religiosas, políticas e administrativas, propiciando o aparecimento de variados espaços públicos de caráter lúdico.

Neste sentido, a “Braga Romana” pretende recriar o universo romano, em particular o quotidiano dos denominados Bracaraugustanos.

Ao longo de cinco dias, foi recriado todo o bulício das urbes romanas, partilhando o legado cultural dos antepassados, a história, o património e os costumes que fazem hoje a identidade coletiva de Braga. Esta edição trouxe uma programação repleta de novidades, com uma aposta no teatro clássico, nas media arts e na presença de grupos internacionais de arqueologia musical. Para além de variadíssimas propostas de viagem pelo conhecimento com visitas guiadas e encenadas, oficinas e encenações a Braga Romana proporcionou mais de 72 horas de programação ininterrupta e cerca de 200 espetáculos em palco. Do vasto programa destaque para a Florália “Ludi Florei”, que abriu o evento com mais de três mil crianças e uma multidão de cores e aromas, que perfumaram a cidade e honraram a Deusa Flora. O Rito Fundacional voltou a prenunciar o nome Bracara Augusta de uma forma mágica e eterna, protegida pelo fogo sagrado. O Cortejo Triunfal percorreu as ruas da cidade numa verdadeira e fascinante aula de história ao ar livre. O Batizado e Casamento Romano voltaram a conquistar o coração e a atenção de todos os presentes proporcionando momentos dos mais queridos do programa. O Circo Maximus regressou com grande emoção e entusiasmo. E o Funeral Romano saiu em cortejo chorado por “carpideiras” e embelezado pela pompa.

“As expetativas foram superadas. A Braga Romana atraiu muitos milhares de pessoas que participaram entusiasticamente no programa”.

O balanço “é extraordinário. Este evento faz já parte da agenda dos bracarenses e de muitos turistas que aproveitam esta altura do ano para visitar a cidade”, termina Isaura Costa.

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