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Sábado - 2 Março 2024

Celebrou-se o primeiro aniversário do Mercado do Bolhão onde já passaram mais de 5 milhões e meio de pessoas

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No dia 15 de Setembro celebrou-se o primeiro aniversário de reabilitação do Mercado do Bolhão. Estiveram presentes o Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, acompanhado pela sua comitiva, Vereadores e outros membros. Foi feito um périplo pelo mercado onde se falou com os comerciantes, e que de uma maneira geral se mostravam muito satisfeitos pelo resultado. Estava muita gente e o negócio parecia favorável.

Em conferência de imprensa, no Mercado do Bolhão, Rui Moreira falou aos jornalistas sobre o reabilitação do Mercado do Bolhão. O Presidente mostrou-se muito satisfeito pelo que viu, dizendo que estava muito contente, “foi um período de maturação para ver como é que as pessoas iriam reagir ao novo mercado, e que era “o velho mercado com as conveniências modernas.” Disse o autarca com orgulho e satisfação.

“Tem sido um sucesso, as pessoas estão contentes, têm vendido bem, devolvemos o mercado à cidade, que é uma coisa que queríamos fazer nos últimos quarenta anos.”

Fez recurso à memória relembrando que “não nos podemos esquecer que se pretendeu anteriormente construir um Centro Comercial, e as pessoas revoltaram-se contra isso, este é o mercado que as pessoas queriam, é o Mercado do Bolhão.”

Com condições de higiene, segurança, de limpeza, e com uma grande adesão de pessoas, “isso era o que nós queríamos.” Refere o autarca.

Quando os comerciantes tiveram o mercado temporário, por causa das obras, Rui Moreira, durante essa fase, advertiu aos comerciantes de que iriam ficar mal habituados. Porque nessa altura tinham bancas como num centro comercial.

É normal, que haja pessoas que tenham saudades. “Nós não vivemos num regime que temos que viver contentes com tudo. O Balanço que eu tenho que fazer é que as pessoas estão satisfeitas, genericamente as pessoas estão mais contentes com tudo.” É óbvio que as pessoas que estão a vender bebidas gostavam de ter cadeiras, só que esse não é o conceito do mercado. Precisamos de espaço para circular, dizendo que “tudo isso são críticas normalíssimas”.

A identidade do Porto hoje é a identidade contemporânea, é dum mercado que mantém aqui um bem patrimonial importantíssimo e que é patrimonial arquitetónico, que nós queremos preservar, e patrimonial do ponto de vista das pessoas.

Na minha época, quando era criança, eu vinha ao mercado, e a maioria das pessoas que vinham ao mercado eram de fora, de Valongo, de Gaia, e de outros lugares.

O Porto é uma cidade contemporânea e cosmopolita, queremos que as pessoas que cá venham, “desfrutem e que façam compras.”

Hoje em dia as pessoas que aqui têm o seu negócio são pessoas que já passaram por muitas privações, e agora têm um negócio que é atrativo e interessante, que crie emprego, uma economia circular. Nós temos aqui no Mercado muitos produtos que são produzidos em Portugal, e isso é bom para o país também. Tivemos 5 milhões e meio de pessoas que vieram ao Mercado num ano.

Durante o percurso fomos sondando e fazendo perguntas aos comerciantes que tinham os mais variados produtos à venda. O Mercado estava cheio, havia pessoas que andavam apenas a tirar fotografias para mais tarde recordar e outras na azáfama a fazerem compras.

D. Luísa de 54 anos no Bolhão, é dona da Salsicharia. Sobre o negócio disse-nos que está muito bom, “com os turistas isto melhorou, mas não significa que os Portugueses não sejam bons clientes, porque são. Vivemos muito bem com ambos os clientes. Em termos financeiros isto está muito melhor, e vieram muitos emigrantes.”

Alexandre Pires, comercializa Bacalhau e conservas há 48 anos. Conservas, bacalhau e enlatados gourmet, são os produtos de eleição da sua banca. As vendas quadruplicaram, mas temos que contar com a aposta no turismo, que é o ponto número um. Os emigrantes compram muito, mas nesta área é um pouco complicado em relação aos produtos que se vendem nas grandes superfícies, aqui os produtos gourmet são mais caros.

Fernanda Martins, é empregada de balcão. “Vendemos azeite, azeitonas, produtos secos, frutas cristalizadas, caviar, etc. O público que vem mais aqui à nossa banca são os clientes certos, e muitos turistas, bem como muitos emigrantes, que compram mais são frutos secos, azeitonas, azeite, que aproveitam para levarem para os países onde se encontram.

Maria José, vende azeite, fruta desidratada, frutos secos e compotas. Ananás, toranja, maça, vários produtos. “O balanço desde que abriu há um ano tem sido muito positivo, o nosso cliente é mais estrangeiros, os emigrantes também aumentaram. Levam muito azeite e figos do Norte do país.”

Maria Macedo, 63 anos, trabalha há 51 anos no mercado. Antes da intervenção da obra vendia flores, mas agora vendemos, mel, chocolates, tudo sai, são produtos Gourmet. O cliente que compra mais são os turistas, mas os portugueses também compram. Vieram muitos emigrantes e levaram na sua maioria mel.

Maria, trabalha no mercado do bolhão há 72 anos, no mercado do peixe, desde criança. Antes o mercado era típico. “No meu negócio os clientes continuam a ser os mesmos. De vez em quando aparece um turista a comprar marisco, na sua maioria são ostras e camarão. As vendas continuam dentro do normal, os emigrantes ficaram muito espantados com o mercado, e desiludidos, estavam a contar com um mercado mais tradicional.

Também falámos com algumas pessoas (clientes) que andavam pelo Mercado e disseram-nos que o mercado estava muito agradável e que tinham um pouco de tudo e de boa qualidade e que só veio dar uma boa visibilidade à cidade do Porto, pois o mercado antigo já estava muito degrado, e não dava muito gosto ir lá fazer compras. Outros houve que tinham uma opinião um pouco diferente, referindo que o mercado antigo é que estava bem, estava ao estilo da cidade do Porto. Velho, ou Novo, Antigo ou Moderno, o que é certo é que o Mercado do Bolhão está lá pronto para quem o queira visitar, aproveitar e fazer umas compras.

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