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Sexta-feira - 19 Abril 2024

Conselho da Diáspora Portuguesa promoveu webinar e destaca oportunidades de negócios na Ásia

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De mãos dadas à estabilidade política, a economias em crescimento e vasta dimensão populacional, o investimento nos países asiáticos apresenta-se como uma promissora oportunidade para as empresas portuguesas. O Núcleo Regional da Ásia e Oceânia do Conselho da Diáspora Portuguesa promoveu, no dia 21 de março, um debate sobre as oportunidades de negócios para as empresas portuguesas na região.

Webinar do Conselho da Diáspora Portuguesa.

O evento contou com a participação de, aproximadamente, 56 pessoas, de entre as quais se destacam os convidados: o Embaixador António Martins da Cruz, Presidente do Oeiras Investment Valley, Asilah Azil, Parceira e Líder de Sustentabilidade para o Sudeste Asiático da McKinsey, Bernardo Mendia, Secretário- Geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, o Embaixador João Ribeiro de Almeida, Embaixador de Portugal na Índia, João Graça Gomes, Coordenador do Núcleo Regional da Ásia e Oceânia, Jeongmin Seong, Parceiro no McKinsey Global Institute, Mariana Figueiredo, Gerente Jurídica Portugal & Consultora Jurídica Sul da Europa, Eurowind Energy e Co-fundadora do Mulheres na Energia, Pedro Rodeia, Parceiro Sénior da McKinsey, e Renato Roldão, Diretor Executivo da ICF China, Vice-Presidente da Transição Verde e Vice-Diretor do Centro Climático da ICF.

Na intervenção de abertura, João Graça Gomes apresentou os objetivos e o propósito do debate, o trabalho elaborado pelo núcleo regional, destacando a visão única de Portugal na Ásia, graças aos cinco séculos de presença na região, permitindo a liderança no desenvolvimento de uma política pragmática e holística para o investimento na região.

Em seguida, Pedro Rodeia e Jeongmin Seong apresentaram o estudo desenvolvido pelo McKinsey Global Institute, intitulado “Asia on the Cusp of a New Era”, no qual foram salientadas três áreas de grande relevância para as empresas portuguesas: energias renováveis, tecnologia climática e biotecnologia, demonstrando o otimismo existente na região.

Esta etapa do webinar marcou o início de um período de debate moderado por Mariana Figueiredo, durante o qual foram abordadas várias questões pertinentes para o desenvolvimento das empresas portuguesas na região.

Posteriormente, Renato Roldão e Asilah Azil coordenaram um painel sobre o papel das energias renováveis e tecnologia climática (como baterias e carros elétricos) no desenvolvimento da região e na mitigação das emissões. Neste painel, Asilah Azil ressalvou que os mercados secundários fora do radar das empresas portuguesas e europeias, como Malásia e Vietname, podem destacar-se por oportunidades únicas no desenvolvimento de energia eólica offshore e hidrogénio.

No último painel, intitulado “Oportunidades de Negócios para Empresas Portuguesas na China”, António Martins da Cruz e Bernardo Mendia apresentaram várias propostas para facilitar o investimento português na região. Bernardo Mendia recomendou que as empresas portuguesas iniciem a sua expansão na China através de cidades de terceiro nível (com população entre 150 mil e 3 milhões de pessoas) e que não sejam capitais de províncias, pois cidades de maior porte podem apresentar maior competição.

Bernardo também mencionou que uma colaboração efetiva com a China e um mercado mais livre podem levar a uma redução da inflação na Europa, devido aos produtos chineses serem consideravelmente mais baratos.

Na visão do Embaixador Martins da Cruz, certas parcerias específicas devem ser estabelecidas entre Portugal e a China. O embaixador vê Macau como uma etapa importante na expansão das empresas portuguesas para o continente chinês e destaca como o hub de serviços na região de Oeiras pode estar bem preparado para essa expansão. Enfatizou também a importância de nutrir a relação entre os países.

O encerramento da sessão ficou a cargo do Embaixador João Ribeiro de Almeida, vê a Índia como o novo foco do investimento mundial, sendo o país mais populoso do mundo, com estabilidade política e uma diáspora que se destaca pela sua capacidade de adaptação. O embaixador mencionou ainda que a Índia está a reduzir as suas medidas protecionistas e que seu hub tecnológico está a tornar-se cada vez mais importante para atrair investimentos.

O Conselho da Diáspora Portuguesa

O Conselho da Diáspora Portuguesa é uma associação sem fins lucrativos fundada em 2012, sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa. O Presidente da República é o Presidente Honorário do Conselho da Diáspora Portuguesa e o Ministro dos Negócios Estrangeiros é o Vice-Presidente Honorário. O objetivo do Conselho é estreitar as relações entre Portugal e a sua diáspora, (nomeadamente portugueses e luso-descendentes residentes no estrangeiro) para que estes, através do seu mérito e influência contribuam para a afirmação universal dos valores e cultura Portuguesa. O principal instrumento de intervenção do Conselho da Diáspora Portuguesa é a ‘World Portuguese Network’ que envolve um conjunto alargado de Portugueses de influência nas áreas da Economia, Ciências, Cultura e Cidadania. Esta rede é atualmente composta por 241 conselheiros, espalhados por 36 países dos 5 continentes.

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