4. Vela de Advento – Amor

A faltar “Poucas” Horas para a mais Sagrada Noite do Ano pensei não escrever uma Ensaio, mas sim oferecer um “Conto de Natal”. Viajar até à Infância, quando os Contos faziam a Imaginação voar e sonhar com a Magia de Natal. Porém – o Mistério da Noite de Natal, que começou em Belém com o Presépio é na Realidade um religioso Contexto, que somente ao longo da Vida se começa a compreender e desvendar. A Festa Natalícia não é somente para as Crianças, mas sim também para os Adultos, porque o Ser da Sagrada Noite não é o Pai Natal que deixa as Prendas junto à Árvore de Natal. O Ser é tão modesto como sofisticado, real como imaginado, materialista como transcendente … – A Fé e a Esperança, que Deus Senhor ofereceu ao Mundo por intermédio da Noite de Belém. Preciosos Valores, que somente com a Idade conhecem a sua Valorização. Por conseguinte, não é um Conto sobre o Pai Natal que desce a Chaminé, mas sim sobre Família, Amizade e Pessoas que querem Bem. O Amor e Carinho, que se encontra, quando uma Hora de Desespero se transforma em Esperança, porque se vive o Bem da Magia de Natal.
Uma Noite aconteceu, que uma pequena “Arca Musical de Natal” perdida no Tempo, mas com carinhosa Nostalgia guardada, decidiu voltar à Vida. Foi na Sagrada Noite que um Misterioso “Milagre” se viveu. Meia-noite passava e o Pai Natal já tinha oferecido as Prendas. No meio da Alegria junto à Árvore de Natal entoou uma suave Melodia. Um Presente. Ninguém sabia para quem estava destinado. E assim a Curiosidade levou a desvendar o seu Conteúdo. Uma magnífica “Arca Musical de Natal” surpreendeu. Levantou-se a tampa e no lugar de uma Bailarina, uma pequena “Caneta Pena dançava sobre o Papel”. Ao lado uma Antiga Chave a enfeitiçar a Atenção. Era para abrir a Gaveta da frente da Arca de Natal. Em Silêncio a Chave desvendou o “Segredo da Arca”.
Estava repleta de Folhas escritas em Tempos de Outrora com Caneta Pena à Luz da Vela: Pequenas Pérolas de Letras, Palavras e Frases. Um “Colar” feito de Poemas, que contavam fascinantes Histórias sobre a Vida: davam origem a Lágrimas de Tristeza e de Alegria. Entre Letras e Linhas transpareciam vividas Ilusões e Desilusões, que contavam sobre a Coragem de se conseguir no meio de Espinhos caminhar com Fé, Esperança e Coragem até ao Jardim das Rosas. Inesperadamente entre as pequenas “Rosas, como Jóias de Arte” brilhavam pequenos Postais com graciosos Desenhos, que transferiam as Palavras para Poéticos Quadros.
Enigmáticos Sonhos pintados com suaves e leves cores, semelhantes a Fotografias. Refletiam os Tempos de Outrora da Pequena Poeta. Folha após Folha, o conteúdo da Arca desenhava a imagem da Solitária Escritora. A Leitura de esfíngicos Poemas & incontemporâneas Histórias, assim como a Contemplação dos esquecidos Desenhos, confidenciava querer conhecer a real e ao mesmo tempo sonhadora Autora, que dedicou toda a sua Obra aos Dias e Tempos Festivos, assim como aos Temas sobre Amizade e Amor. Vividos e imaginados Sentimentos, que escreveu e desenhou para encantar de forma impressionante Alma, Coração e Mente.
Na Noite de Natal perante o Presépio procurava-se desvendar o Segredo da Autoria da Poética Escrita. Uma Aventura que não revelou a quem a “Dançante Caneta Pena” pertencia. Somente se descobriu um misterioso Poema. Contava a História de uma pequena Poeta, que à Luz da Vela no Silêncio da Noite segurou a Coragem da Fé e Esperança para escrever os seus Poéticos Sonhos. Quando na última folha escreveu “Fim” – Deus sua Alma levou. Sua Humildade deixou o seu “Eu” para sempre se desvanecer como Rosas perdidas na Neve. Somente sonhou dar à sua Poesia Asas para Voar e encantar, quem algures no Tempo lesse seus Poemas. Seu Adeus assinou com enigmáticas palavras: Misteriosa Poeta. Não se sabe quem és. Levaste para a Eternidade o Segredo da tua Identidade. Mas ofereceste um Enigmático e Solitário Colar Literário. Será um Tesouro de Pérolas ou Cinzas de Papel? O Futuro o dirá, se a tua humilde Mensagem para sempre na Mente, na Alma & no Coração de quem a ler como Recordação de Memoráveis Palavras viverá. Uma Prece oferece ao Mundo um Poético Colar:
“Que Deus Senhor ouça tua Oração e recebas a Chance que no Passado não conheceste. Que a Misteriosa e Poética Arca Musical de Natal encante com o seu Conteúdo e presenteie suaves, cristalinos e mágicos momentos de Leitura. Abençoado Natal”
Após a pequena Prece um inédito Silêncio de Paz abraçou a Sagrada Noite. O Pai Natal ofereceu um pensativo Presente, repleto de Fé e Esperança. No meio das Luzes, Prendas e Doces reconheceu-se o verdadeiro Valor do Natal: Família, Amizades e todas as Pessoas que querem Bem dissolvem a Solidão e oferecem à Vida não o Esquecimento, mas sim a Recordação para viver. Quando o Dia de Natal amanheceu surgiu a Ideia de escrever a História da Misteriosa Noite de Natal que ofereceu a Arca Musical, a fim de a adicionar ao existente Conteúdo. Continuar o que Outrora a Nostalgia da Pequena Poeta na Solidão começou. Não deixar que os Tempos difíceis apaguem Crença e Coragem. Mesmo que não seja fácil e se precisar de solicitar Auxílio. Desistir é perder. Porém – a Sagrada Noite ofereceu a Mensagem da Esperança: Procurar uma Luz, que acenda outra Luz.
E a Misteriosa Arca de Natal? –
Deixo ao Critério de cada Leitor/a decidir, se é real ou somente um belo Conto.
Abençoada Sagrada Noite e Feliz Natal
Isalita Pereira
Historiadora
Secreta Poeta
Natal 2025



