Na Sexta-Feira Santa o ensaio contemplou sobre a pergunta: “Para onde vais?”. Também se fez a ligação com a emigração. A verdade é que, como ninguém conhece o seu Destino, jamais se sabe, quando escreve pro linhas tortas direito. Somente quando se procura descobrir para onde o caminho a vida dirige. Assim surgiu a ideia para a lenda do pequeno coelhinho, que começou com uma ideia e no fim com contas “tortas”, no presente caso “erradas” chegou a uma inesperada meta.
Quantas vezes se começa com um objetivo e ao meio do caminho alteram-se os planos e o inicial pensamento é repensado, a fim de mudar o planeado itinerário. Quando se verifica que o caminho não apresenta saída e vai na direção do abismo, o Ser Humano precisa de perguntar, se no fim as linhas tortas se alisam ou deve recuar e começar de novo. Sabemos, que a vida não é assim tão fácil de viver.
Acontece muitas vezes, que somente quando se chega ao fim, é que se descobre a verdade. Nem sempre é uma meta que nos espera com a vitória. Infelizmente o desespero das linhas tortas, que não se endireitam, também pertence às “Paginas do Livro da Vida”.
Para nosso desespero não existe uma “borracha” para as apagar. Precisa-se de virar a página e continuar a escrever na expetativa, que a resposta à pergunta “Para onde vai/vais?” no fim surpreenda com a realização dos designados objetivos.
O “pobre” Coelhinho do seguinte conto, chegou sem esperar ao “Cestinho da Páscoa”. Como seria bom, se todas as “Estradas da Vida” oferecessem soluções para preocupações ou acontecimentos de desespero. Somente existe a certeza, que parar não é a solução. Desistir somente quando se pretende procurar uma nova solução, porque a anterior não resultou.
A Páscoa é a Festividade entre Morte e Vida. Creio, que não existe maior simbolismo entre Cruz e Luz Pascal.
Na Hora do Desespero nasce uma Hora de Esperança.
A Lenda do Coelhinho & dos Ovinhos de Páscoa
Era uma vez um pequeno coelhinho
que ao longe ouviu um sininho.
Como era muito curioso
não foi nada cuidadoso.
De repente a raposa apareceu
e pensou: “O coelhinho é meu!”
Já estava a pensar no jantar,
quando alguém ouviu gritar.
Quando um grupo de crianças viu,
sem demora a raposa fugiu.
Uma menina foi a primeira a chegar.
E viu a raposa, furiosa abalar.
O coelhinho com medo tremia.
Porém, um grande alívio sentia.
Ouviu as crianças cantar:
“O coelhinho conseguimos salvar!”
Toda a tarde com ele brincaram.
À despedida “Muita sorte!” desejaram.O coelhinho as crianças conhecia.
Muitas vezes à escola ia.
Por trás dos arbustos se escondia.
Nas aulas e no recreio as via.
Quando a casa chegou,
à família sobre a aventura contou.
Felizes por causa da salvação,
queriam agradecer com todo o coração.
Todos começaram a pensar,
o que às crianças podiam dar.
O coelhinho disse: “Eu sei o que fazer!
Bolas para brincar vou oferecer!”
Com a ideia todos concordaram.
Com alegria e auxílio ajudaram:
A Mamã-Coelha o cestinho ofereceu.
O Papa-Coelho as ferramentas deu.
Os irmãos tintas e pinceis trouxeram.
No Bosque a madeira encontraram.
O coelhinho começou a trabalhar:
Precisava de medir, cortar e pintar.
Dia após dia o cestinho se encheu.
O seu entusiasmo não escondeu.
Até que um dia o trabalho acabou.
A hora da verdade chegou.
Como radiante o viram,
a verdade – dizer – não conseguiram.
Assim no Domingo de Páscoa aconteceu.
O artístico cestinho às crianças ofereceu.
“Tão bonitos que os ovinhos ficaram!”
“Ovinhos????” foi a admiração do pobre coelhinho.
E olhou para dentro do “misterioso” cestinho.
É preciso admitir, que o coelhinho não se lembrou:
Na Matemática –
a medir e contar … sempre se enganou.
Como Artesão em Madeira falhou.
Porém, como Coelhinho de Páscoa ganhou!
A Vida com um agradecimento e contas erradas ao mundo ofereceu:
E assim a Lenda do Coelhinho de Páscoa, que oferece os lindos ovinhos pintados, nasceu.
FIM
Uma Abençoada Páscoa 2026
Isalita Pereira
Historiadora-Poeta




