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Quinta-feira - 11 Junho 2026
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DESTAQUE: Fluxos migratórios dos portugueses em vários países desde 1931 até 2024

Destaques

Pequena desaceleração da emigração portuguesa para Espanha em 2024. No ano transato emigraram para Espanha cerca de 11,332 os portugueses, segundo os dados do Instituto Nacional de Estadística. Este organismo espanhol contabilizou um total de 1,288,562 entradas de estrangeiros em Espanha, tendo os portugueses representado 0.9% desse total.

Este desaceleramento por parte dos emigrantes portugueses tem a ver com a instabilidade política e económica que se verifica em muitos países europeus e não só. O fluxo migratório tem abrandado, após o aumento registado em 2023, a emigração portuguesa para Espanha apresenta em 2024 um ligeiro recuo (-1,9%).

Ainda assim, os fluxos mantêm-se elevados: desde 2021, o número de entradas de portugueses em território espanhol permanece acima das 11 mil por ano, apesar das oscilações anuais. Ao longo da série temporal em análise, a emigração portuguesa para Espanha teve um valor mínimo em 2000 (2,955 entradas) e um valor máximo em 2007 (27,178 entradas). 

A situação atual na Europa e as Guerras na Ucrânia, resultam nestas oscilações migratórios, pois nestes territórios há um êxodo em massa para fugir aos conflitos.

Os portugueses quando emigram, regra geral vão para países onde a democracia está bem implementada, e mesmo assim há problemas financeiros a enfrentar e casas a preços justos para viverem condignamente.

Emigrantes portugueses em Marrocos, 1931-1936

Estudo sobre as características demográficas, geográficas e sociais da emigração portuguesa para Marrocos, entre 1931 e 1936. Ao longo do século XX, o Norte de África foi reconhecido como uma região de destino de emigrantes portugueses e espanhóis. Marrocos tornou-se uma terra economicamente atrativa para migrantes laborais e um refúgio para exiliados que fugiram das ditaduras da Península Ibérica.

No entanto, este destino da emigração portuguesa foi pouco estudado na literatura. Alguns estudos mostram a presença de emigrantes portugueses provenientes do Algarve. A escassez de informação sobre a trajetória e a possível pluralidade de origens dos emigrantes motivou a elaboração da presente factsheet.

Para tal, foi constituída uma base de dados com 309 cédulas de inscrição de portugueses residentes em Marrocos, entre 1931 e 1936. Por este meio, é possível identificar as principais rotas migratórias para Marrocos e constituir uma tipologia dos perfis sociológicos destes emigrantes.

Céline do Livramento* e Carlota Moura Veiga**

Menos de mil portugueses emigraram para Angola em 2024

Foram 641 os portugueses que, em 2024, entraram em Angola, segundo os dados dos consulados da República de Angola em Lisboa e no Porto (não está disponível informação sobre os vistos emitidos pelo consulado de Angola em Faro). Este número representa um decréscimo de 37% quando comparado com o das entradas no ano anterior. +

Depois de um máximo de 6,715 entradas em território angolano em 2015, o número de emigrantes portugueses para Angola diminuiu significativamente até atingir o valor mínimo em ano de pandemia, 2020 (377 entradas). Entre 2021 e 2023, as entradas de portugueses em Angola recuperaram, ultrapassando 1,000 em 2023. Contudo, em 2024 verifica-se uma queda acentuada da emigração para Angola (-37%).

Esta quebra estará associada aos efeitos recessivos da crise dos preços do petróleo sobre o mercado de trabalho angolano da imigração, sentidos com maior intensidade a partir de 2016, num contexto mais amplo de deterioração da economia angolana, marcada por contração prolongada, redução do investimento e agravamento das condições de empregabilidade. Os valores utilizados neste destaque correspondem à soma dos seguintes tipos de vistos emitidos pelos consulados de Angola em Lisboa e no Porto: privilegiado, trabalho (o mais comum), trabalho por protocolo, fixação de residência e outros (estudo e permanência temporária).

Jornal Comunidades Lusófonas
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