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Quarta-feira - 22 Maio 2024

“Do vazio à ruína, o Open House Lisboa explora as diferentes vidas dos edifícios” (parte I)

Destaques

Vai decorrer entre os dias 13 e 14 de Maio, 2023, o Open House Lisboa, “um programa de visitas a espaços, sensoriais acessíveis, atividades júnior e passeios pela cidade. Sara Battesti, diretora de Comunicação da Open House Lisboa, partilhou com o Jornal Comunidades em que se baseia esta temática. Regressa no fim-de-semana “com 73 espaços abertos ao público, um passeio sonoro pela voz de Anabela Mota Ribeiro, quatro percursos urbanos, entre muitas outras atividades”.

A Trienal de Arquitectura de Lisboa é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é investigar, dinamizar e promover o pensamento e a prática em arquitetura. As edições que a cada três anos realizam um grande fórum de debate, reflexão e divulgação, são complementadas com uma atividade regular que inclui exposições, conferências e workshops, entre outros eventos.

Todos os anos, a Trienal promove o Open House Porto e o Open House Lisboa.

Com o tema “Matérias do Tempo”, o Open House Lisboa propõe um olhar para as arquiteturas que nos rodeiam enquanto entidades vivas, com um antes e depois, refletindo as diferentes fases de vida dos edifícios: o vazio, a fase de construção, o edifício habitado e a ruína.

Entre territórios expectantes, representados pelo vazio urbano, como o Quarteirão de Entrecampos ou o Vale de Alcântara; espaços em construção, como as Residências Universitárias da Universidade de Lisboa com horário alargado, ou o Hub Criativo do Beato – Oficinas de Manutenção Militar; ruínas, visíveis no Núcleo Arqueológico do Castelo de São Jorge e no Teatro Romano; e por fim os edifícios que inclui palácios, espaços de culto, ateliers, escolas e casas particulares, entre outros, o “Open House atravessa o tempo da arquitetura abrindo portas a uma releitura do que é hoje Lisboa enquanto organismo vivo em constante mutação”, como referido na Newsletter.

A seleção de espaços parte de uma proposta temática do atelier lisboeta Embaixada, liderado por Cristina de Mendonça, Nuno Griff e Paulo Albuquerque Goinhas: “Não existe maior sustentabilidade do que a renovação cíclica do uso que damos à arquitetura que habitamos coletivamente ao longo de séculos. Esta generosa cadeia de gerações transforma, repara e amplia, acrescentando aos lugares novas camadas de tempo e materiais. Bairro a bairro, rua a rua, cada parte contribui para um corpo em constante mutação a que chamamos cidade.”

José Mateus, Presidente da Trienal de Arquitectura de Lisboa, acrescenta: “Os edifícios, tal como as cidades, são feitos da sobreposição de inúmeras camadas temporais, de diferentes matérias e de memórias que se vão acumulando. Paradoxalmente, é precisamente nessa densidade, que assim nos escapa, que reside um dos maiores fascínios da arquitetura.

Há edifícios que são construídos sobre outros, dando mais tarde lugar a outras realidades, como num continuum, num fluxo de transformação sem aparente fim. “Nesta edição, o Atelier Embaixada propõe-nos um seu olhar sobre Lisboa, onde essa densidade e complexidade temporais, são o foco da experiência e do processo de descoberta e compreensão da cidade, e das partes que a compõem.”, refere a mesma.

Em parceria com a Noite Europeia dos Museus, o programa apresenta ainda um circuito noturno que tem lugar no sábado 13 de Maio, com passagem pelo Palácio Nacional da Ajuda, Museu Nacional dos Coches, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Museu do Traje, Lx Factory, Largo Residências – Quartel de Santa Bárbara, que estarão abertos ao público até às 23h. Continuação na próxima edição.

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