Sistema operativo original criado por uma startup nacional já exibiu potencialidades na segunda maior fábrica do setor automóvel em Portugal. E quer escalar. Uma inovação entre inúmeras que estarão em destaque na feira de tecnologia produtiva e industrial da EXPONOR, nos próximos dias 20 e 21 de maio.

Com assinatura portuguesa e já com tração real e impacto económico no tecido empresarial, o sistema operativo PlantaOS é um dos exemplos do futuro tecnológico que estará em destaque na 360 Tech Industry – feira da Exponor que, nos próximos dias 20 e 21, refletirá o atual panorama nacional da tecnologia orientada para a eficiência, inteligência e sustentabilidade dos processos industriais. E que apresentará as mais recentes soluções de 100 empresas, além das inovações de mais de 10 startups portuguesas, integradas no Espaço HubTech.
É o caso do PlantaOS, desenvolvido pela startup portuguesa Planta Smart Homes, que recorre à inteligência artificial para permitir que os edifícios aprendam, se adaptem e evoluam no dia a dia, com resultados já concretos no terreno.
A Horse Aveiro – a segunda maior fábrica do setor automóvel em Portugal (produz motores elétricos para carros híbridos) e uma das unidades estratégicas do Grupo Renault, que exporta a totalidade da sua produção para mais de 100 países – foi um dos casos de estudo. E onde o sistema operativo da empresa criada por Gonçalo Melo (especialista em design de produto digital, sistemas baseados em IA e inovação arquitetónica) permitiu gerar poupanças de 18% em energia e 27% em custos de manutenção.

O PlantaOS possibilita otimizar o consumo energético, antecipar necessidades de conforto e funcionalidade e evoluir continuamente a partir dos padrões de utilização do edifício. Trabalha como um verdadeiro cérebro digital, integrando sensores, dados e atuadores para gerir, de forma autónoma e inteligente, energia, climatização, fluxos de pessoas e workflows operacionais diversificados.
O sistema é uma plataforma altamente escalável, aplicável desde habitações particulares a edifícios industriais, e até a ambientes urbanos. O impacto da solução torna se, aliás, ainda mais relevante em escala. Quando 100 edifícios residenciais operam de forma integrada com o PlantaOS, os resultados estimados são: 280 mil kWh de energia poupada por ano, correspondendo a cerca de 98 mil euros; 140 toneladas de CO₂ evitadas na atmosfera, o equivalente ao plantio de 6.300 árvores; e uma redução de 40% do consumo energético nos picos máximos de procura da rede elétrica.
A empresa apresenta atualmente um pipeline superior a 26 milhões de euros, parcerias com entidades como a Airbus, a Santa Casa da Misericórdia e a Ecotainer Factory – especializada em construção modular sustentável a partir da reciclagem de contentores marítimos e excedentes industriais – e tem acesso ao supercomputador nacional. Uma base sólida para acelerar a expansão do PlantaOS nos mercados de Smart Homes, Smart Industry e Smart Work.
A 360 Tech Industry afirma se como o ambiente dedicado à tecnologia, inovação e indústria que, ao longo de dois dias, reúne em Portugal uma das maiores concentrações de engenheiros, decisores de diferentes áreas fabris e empresários.
O evento permite acompanhar de perto as tendências emergentes da Indústria 4.0 e 5.0, inspirar a transição digital, ecológica e produtiva das empresas e facilitar o estabelecimento de parcerias com fornecedores tecnológicos. E assume um papel relevante na partilha de conhecimento e no debate setorial, com dois auditórios a receber sessões técnicas e conferências com especialistas. Ao todo, estão previstas cerca de 20 sessões.
No Auditório Let’s Talk serão abordados temas como a rastreabilidade e digitalização na indústria alimentar, a automação e o controlo inteligente da qualidade, a gestão inteligente de equipamentos de medição, a evolução das plataformas de garantia da qualidade e a industrialização do fabrico aditivo.
Em paralelo, o Auditório Tech For Industry é dedicado às tecnologias aplicadas à indústria, onde estarão em destaque assuntos como a implementação da inteligência artificial nas organizações, a cibersegurança em ambientes de tecnologia operacional, a aplicação da IA à eficiência das operações e às decisões de investimento, a orquestração inteligente de processos e os desafios colocados pelo enquadramento legal da Diretiva de Segurança das Redes e da Informação (NIS2).




