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Sábado - 2 Março 2024

Em estreia nacional: “Não Sou Nada”

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O cinenigma sobre Fernando Pessoa. “The Nothingness Club”, (o título internacional da obra), do realizador Edgar Pêra, chega às principais salas de cinema do País, na quinta-feira da próxima semana, pela mão da Nitrato Filmes. A obra conta com um elenco de luxo, de que fazem parte Miguel Borges, Victoria Guerra, Albano Jerónimo, Vítor Correia, Miguel Nunes, Paulo Pires e António Durães. “The Legendary Tigerman assina parte da banda-sonora”.

O imaginário de um dos maiores vultos da cultura portuguesa é, reconhecidamente, um manancial cinematográfico. “Ou não estivéssemos também perante um ser humano perturbado pela sua lúcida esquizofrenia, que o levou inclusivamente a proteger o respetivo mundo interior atrás de uma mão cheia de (conhecidos) heterónimos e dezenas de (menos explorados) semi-heterónimos, pseudónimos e até personagens fictícias.” Distribuidora pela Nitrato Filmes, ficaremos a conhecer a partir de quinta-feira da próxima semana (26 de outubro) “o tipo de homem” que Fernando Pessoa é, na visão do realizador Edgar Pêra, em versão cinenigma, como “Não Sou Nada – The Nothingness Club” é propositadamente designado.

A sinopse sinaliza o desafio que, nas principais salas de cinema do País, teremos pela frente nesta estreia nacional da película: “Um thriller psicológico que decorre dentro da cabeça de Fernando Pessoa. No seu Clube do Nada, habitado por heterónimos, o poeta consegue concretizar todos os seus sonhos em vida. Mas a entrada em cena de uma mulher sofisticada, muito diferente da Ofélia do mundo real, vem destabilizar o Clube, enquanto o ultrajante heterónimo vanguardista, Álvaro de Campos, disputa a autoridade de Pessoa de forma violenta”…

O elenco, é de luxo:  Miguel Borges (é Fernando Pessoa), Victoria Guerra (Ofélia Queirós), Albano Jerónimo (Álvaro de Campos), Vítor Correia (Ricardo Reis), Miguel Nunes (Alberto Caeiro), Paulo Pires (Barão de Teive) e António Durães (António Mora). O filme conta ainda com a participação do músico Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) como ator (numa outra pele de Pessoa).

Esta obra é, “de longe”, o projeto “em que mais me projetei”, graças às “questões fundamentais” que atravessam o imaginário de Fernando Pessoa, reconheceu Edgar Pêra durante a apresentação do filme em janeiro último, quando esteve em competição no festival de cinema de Roterdão. “O Pessoa tem a capacidade de tocar muitas pessoas, porque ele abarcava muitos pontos de vista. Quem ler as cartas dele a Ofélia, a questão fundamental dele tem a ver com dinheiro, trabalho e amor”, declarou então.

O filme foi desenhado a partir de uma ideia do realizador, “mas os diálogos assentam em 90% da obra pessoana.” Luísa Costa Gomes esteve na base do argumento. No enredo, a mente de Pessoa aparece-nos sob a forma de um escritório, ou uma redação de um qualquer órgão de imprensa, onde trabalham as suas múltiplas personificações.

Rodrigo Areias (Bando à Parte) assumiu a produção e a rodagem decorreu em clima de quase confinamento, por conta da pandemia de Covid-19, na Vila das Aves (Santo Tirso), num armazém da antiga fábrica do Rio Vizela.

“Não Sou Nada – The Nothingness Club” colheu já, entretanto, elogios variados da crítica especializada.

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