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Sábado - 24 Janeiro 2026

Emigrou mas sente-se em casa, as saudades pesam, vir para Portugal…

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Inês Almeida, foi para Londres há três anos, adora lá estar e não se sente arrependida, mesmo na época do confinamento, quer em Portugal, quer em Londres, no ano 2020. Disse-nos que tem sido uma excelente experiência e também nos fala com alguma “mágoa” o fato de não conseguir arranjar emprego, logo que terminou o mestrado em Jornalismo em Portugal. Foi esse o fator decisivo para fazer as malas e lançar-se à “aventura”.

“Sou Diretora de comunicação”, começa desta forma a Inês da Parsuk. A Parsuk fez 15 anos este ano no mês de abril, e no início da atividade a Parsuk tinha mais a ver com a parte científica, com o objetivo de unir a Diáspora cientifica no Reino Unido, e fortalecer a relação entre o Reino Unido e Portugal.

Mas este ano houve uma pequena alteração na comunicação, para abranger também outros portugueses graduados, no Reino Unido, não só a parte cientificas, qualificados nas áreas científicas, mas também noutras áreas. Como por exemplo na área, comunicação, disse Inês. Para não serem apenas dirigido a médicos, investigadores cientistas, etc.

Este ano o encontro LUSO vai celebrar os 15 anos da Parsuk e o trabalho feito até agora. “E o que esperamos para o futuro”, refere Inês.

Vamos ter muitos convidados de outras áreas, sem serem da área científica, que é um ponto de mudança para a Parsuk.

O LUSO é um encontro anual da Parsuk, todos os anos, há sempre um tema, e convidados e também há pessoas que não pertencem à Parsuk que também querem estar presentes, e adquirem o bilhete. Também há uma rede facilitada pela comunidade portuguesa e as outras áreas representadas no evento. No dia 28 de outubro, o encontro LUSO celebrou os 15 anos da Parsuk, em Londres.

A minha ida para Londres”

Foi para para Londres há três anos durante a pandemia. Na altura ia acontecer o Brexit, “eu estava em Portugal na altura, e achei que seria uma boa ideia vir para Londres antes do Brexit, e fazer a inscrição do estatuto através da União Europeia, do acordo que eles tinham. Foi uma decisão há última da hora porque vim durante a pandemia e era o confinamento cá, e foi uma decisão de cabeça quente.”

Não está nada arrependida, “foi a melhor decisão que tomei”, as coisas na altura não estavam a correr da melhor da forma em termos de emprego, tinha terminado o mestrado há pouco tempo, (fez mestrado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa).

Concorreu a várias ofertas de emprego, infelizmente as ofertas na área do jornalismo são estágios não remunerados, estágios do IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional).

Quando chegou a Londres não conseguiu emprego imediato, teve oportunidade de ficar com uma família, como uma espécie de intercâmbio cultural. A família era Belga, “e fiquei com eles cerca de seis meses”, depois do confinamento fez a inscrição para ter o direito de poder trabalhar no Reino Unido. Quando recebeu essa autorização, foi quando começou à procura de emprego, e conseguiu logo um trabalho, “sete meses depois de estar cá.”

Trabalhava numa agência de Consultoria de Recrutamento, um mercado misto, trabalhava com clientes “Ultra High Network”, celebridades, geria um pouco a parte internacional, um nicho de mercado que a Agência cobria.

Como Chegou à Parsuk?

A Parsuk chegou em novembro do ano passado, por convite do Presidente Diogo Martins. Através do seu convite, ficou a conhecer a Parsuk. Não sabia da sua existência e também foi positivo porque conheceu outros portugueses em Londres, e manter uma relação com a língua portuguesa e com a nossa comunidade, e aceitou o convite para o mandato deste ano.
Tem sido uma experiência muito enriquecedora, já tinha feito voluntariado antes, e quando “cheguei a Londres também fazia voluntariado na minha Associação local, do bairro, e é sempre bom para conhecer outras pessoas, outras experiências, ajudar a nossa comunidade, ajudar pessoas que querem vir para cá. Temos uma plataforma grande de contactos, de pessoas que procuram ajuda através da nossa associação, e é uma experiência enriquecedora.”

Como tem sido a experiência Londrina?

No início é sempre um pouco mais desafiante, em termos das burocracias, como é que funcionam as coisas, nomeadamente, como arranjar uma casa, ou ir ao médico. Tudo se resume ao fator adaptação. A parte burocrática, é outro desafio, perceber como é que as coisas funcionam como começar uma vida, ou começar do zero e fazer novas amizades.

Confessou que no início o mais desafiante foi construir uma rede de amigos. Porque apesar de esta cidade ser multicultural, as pessoas acabam por ter os seus grupos, não são tão abertas. Para novas amizades -, mas através do trabalho, do lazer, de ir ao ginásio, frequentar alguns grupos de interesse em comum, nas redes sociais, devagar acaba-se por construir um novo grupo de amizades.

Tive a sorte de ter duas colegas portuguesas no meu trabalho. Ajudou um pouco à integração. “A minha empresa também era muito multicultural, tínhamos pessoas de vários países, e isso acaba por unir mais porque ninguém, ou quase ninguém era Inglês”.
Considera Londres uma cidade segura, é muito europeia. Não há muitas diferenças culturais, é tudo uma questão de tempo, para uma pessoa assentar e conseguir organizar a sua vida.

“Adoro Londres, é uma cidade que oferece muitos eventos culturais, a nível financeiro, também é atrativa. Os transportes públicos são ótimos, pode-se conhecer o Reino Unido facilmente, não é por acaso que é eleita muitas vezes a cidade melhor do mundo”.

Planos de futuro

Ficar por Londres, construir uma carreira aqui, “na minha área de comunicação, tentar manter sempre manter ligação a Portugal. Tenho um negócio próprio que está registado em Portugal, mas quero ficar em Londres mais uns anos, e mais tarde regressar a Portugal.

Lígia Mourão
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