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Sexta-feira - 17 Abril 2026

ESPECIAL: Centro Cultural de Belém – Guardião da Cultura

Destaques

Centro Cultural de Belém.
Teu Nome de outrora vem.
Com Pedras construído.
Para a Vida acordado.
Sabedoria da Vida proteger.
Guardião da Cultura ser.
Do Mundo inteiro Anfitrião.
Recebes Nações com Saudação.
Lisboa à Humanidade te consagrou.
Madrinha –
Para a Eternidade te batizou.
Saber pretendes oferecer.
Recordação para agradecer.
Xaile Preto invisível.
Teu Fado –
Como Guardião visível.

O nosso aventureiro Trevo chegou ao Centro Cultural de Belém e decidimos fazer Escala, como invisível Público, para ouvir a Entrevista. Porém – como o Relógio “dizia”, que ainda era um pouco cedo, determinamos ir passear e conhecer um dos Guardiões da Cultura em Lisboa, situado no Bairro de Belém.

“Belém”, pronunciou a História. “Conhecem sua Origem?” – “Não! Mas tenho a certeza, que vais contar”, retorquiu a Arte, sabendo bem, que a História adorava ser Professora e ensinar à Humanidade a Fascinação do Saber. A História não ficou magoada, porque estava bem consciente, que por vezes exagerava com as “Aulas”. De vez em quando também se precisa de um pouco de Descanso da Aprendizagem. Porém – História era para a História Lazer. E assim com um olhar sério e ao mesmo tempo enigmático começou a discursar:
“Sua origem é religiosa: uma Referência ao local de Nascimento do Jesus Cristo. Ao mesmo tempo sublinha a designada e presente Fé na Era dos Descobrimentos.”

A Poesia que apresentava um fino pressentimento para a Existência de Poesia na História olhou para a Oradora, que adivinhou o que pretendia. “Interessante é o seguinte Facto que soa como um Dueto de Partida e Chegada”, interrompeu a Poesia. “Nos Séculos XV e XVI era em Belém, que as Caravelas se despediam quando partiam para as perigosas Aventuras da Era dos Descobrimentos na Expetativa de chegaram a “Porto Sagrado”. E a Palavra Lisboa, que deriva de Origem Fenícia e Romana, significava: Allis-Ubo, que se traduz com a Expressão de “Porto Seguro ou Encantador”. Mais tarde os Romanos alteraram as Letras para Olisippo ou Olisipo. Porém – demorou ainda Tempo até vir a ser a Capital de Terras Lusitanas. As Caravelas partiam de “Porto Seguro” e pretendiam chegar a “Porto Sagrado”. Que Estranha Vida – O Nome da Cidade Natalícia chegou à Cidade do Fado. O Destino escreve a sua própria História, onde se encontra a Poesia da Humanidade”, finalizou a Poética Viajante.


Após um pequeno momento de Silêncio, que nem deu para respirar, a Arte, que se revelava cada vez mais como o Relógio da Viagem, entoou: ““Bailarina da Caneta Pena””, chamou a Arte, “vai ser um excecional Dia, espero que escrevas uma bela História sobre o Guardião da Cultura”, e sorriu de Humor ao ouvir as minhas Palavras. “Bailarinas – agora compreendo – não me contaram, que pretendiam quase dar a Volta ao Mundo e percorrer as Grandes Esferas Culturais da História da Humanidade. Creio que não trouxe nem Tinta nem Papel suficiente. “Não te preocupes. É um Sonho – Tinta e Papel não se esgotam.” “Claro! Erro meu! Nos Contos de Fada não preciso de fazer compras, somente desejar o que falta.” “Caso contrário não fazia sentido”, adiantou a

História. “Pensava que a História devia de ser racional”, retorqui. “Evidentemente que sou. No entanto os Contos e a Magia também pertencem à História da Humanidade.”
Desisti. Contra as Sábias da Cultura não valia a Pena competir. Saía sempre a perder. Resignei com boa Disposição e comecei a escrever, enquanto contemplava o magnífico Monumento:
Centro de Reuniões, Espetáculos e Exposições, não esquecendo os Jardins, Jardim dasOliveiras, da Água e do Rio – muito para ver e contar. Da Pintura à Música, da Arte à Dança, das Reuniões às Atividades para Famílias oferecem uma Programação que convida para um fascinante Mundo da Cultura.

Enquanto no Silêncio se ouvia o Fado do CCB, procurei adicionais Informações para delinear o Capítulo sobre Obra tão rara. Porém – fui seduzida por a seguinte Informação: a Realização de um Fórum Portugal Nação Global nos dias 29 e 30 de abril de 2026, no Centro Cultural de Belém (CCB) em Lisboa. O convite atraiu com a chamada de Atenção para os Organizadores, Ministério dos Negócios Estrangeiros e Fundação AEO, assim como seu objetivo: Desenvolver Laços entre a Diáspora Portuguesa e Portugal. As Viajantes repararam, que me atrasei, por estar contemplando
o Display do Telemóvel. Espreitaram e compreenderam minha Saudade de Lusodescendente entre duas Pátrias – Terra Natal do País de Acolhimento e Raízes Lusitanas.

Quase esquecida no Tempo, ouvi a Voz da Arte e resignada disse: “A Pressa com o Relógio!”. A Arte respondeu: “A Noite não é longa e a Viagem para Berlim também precisa de seu Tempo.” “Berlim?!”, realmente estava quase a desistir, quando a Poesia me encorajou: “Uma Escritora, que se encontra no meio de uma Aventura digna de um Romance, pretende entregar a “Espada” – clara Metáfora para a Caneta Pena – e capitular? Não acredito!” – “Magana!” – Realmente apanhou o meu fraco de Curiosidade de Escritora! Sorri e acenei, que não desistia tão facilmente, mas precisava de um pouco de respirar, para continuar a viajar, atendendo que não era abstrata como as minhas Companheiras.

A Arte e a História trocaram uns Olhares de Segredo, o que me deixou muito ansiosa. Sem demora partimos para Berlim – Cidade da “Elsa Dourada”, Berlinale, do antigo Urso, da East Side Gallery, da Fórmula de Radbruch, Muro e Faixa da Morte … Porém – não se deixou Lisboa. Realmente as Três “Mosqueteiras” – “Todas por uma, e uma por todas!” – me surpreenderam:

“Uma Iguaria, que é uma Poesia. Saber e Sabor – que Harmonia.”

Não consegui mais resistir e entrei na famosa Fábrica-Pastelaria de Pasteis de Belém. Fiquei sem saber o que dizer – era o ano 1837. A Revolução de 1820 deu origem ao que aconteceu em 1834: Encerramento de todos os Conventos e Mosteiros. A Doçaria Conventual no entanto conseguiu sobreviver e os Segredos das Tradicionais Receitas foram transmitidos e guardados semelhante a Joias Preciosas, que precisam da mais Alta Proteção. Com o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém a contarem Histórias saboreei os históricos Pasteis. Desconfiada que a Viagem estava longe de terminar, pensei que seria uma excelente Ideia levar um Cestinho contra a Fominha e também para o Espírito contra o cansaço de tanta Escrita. E assim aconteceu. No entanto preciso admitir, que mesmo na Pastelaria a Caneta Pena não parou, porque a “Oficina do Segredo” ditou, sem revelar o da Receita, a sua História. Deliciar e escrever. Enquanto as “Mosqueteiras” estavam nas Suas 7 Quintas, eu contemplava o Monumento. Reparei na Ironia do Destino. Comer para o Espírito e para o Ser. O Saber é infinito e anseia sempre novas Aventuras. E assim após a Entrevista a Viagem seguiu para Berlim.

Cidade, de Apresentação, Rainha como Lisboa a convidar para ouvir sua História.

De Lisboa para Berlim.
Uma Viagem sem fim.
Quase como no Expresso do Oriente.
Históricas Pegadas –
Um Mundo comovente.
No Tempo viajar.
Para a Futuras Gerações contar:
O Passado não esquecer.
No Presente recordar e viver.
Boa Viagem.

Isalita Pereira

Historiadora-Poeta



Isalita Pereira
FonteArquivo
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