Dedicatória ao Querido Pai
Hoje é um Dia muito especial.
Dia do Pai em Portugal.
Amor de Pai é Protetor.
Da Vida carinhoso Cuidador.
Que São José ofereça Bênção.
Resguarde – para sempre – Paterno Coração.
Recebe um Ramo de Reconhecimento.
Repleto de Palavras de Agradecimento.
Um Abraço de Obrigado.
Quando o Mundo nasceu.
Guardiãs e Guardiões ofereceu.
Adoram viajar.
Do seu Ser contar.
Da Tinta aos Monumentos –
Da Mente aos Sentimentos.
Conhecem Alegria e Tristeza.
Apresentam Beleza e Riqueza.
Desespero –
embora desejam mandar,
mas também Vitórias conquistar.
De modéstia à
magnificência da fantasia à ciência.
Requerem Eternidade.
Nem sempre recebem Felicidade.
Deixam o seu Legado.
Enigmático Fado.
O Relógio da Vida a bater.
Caneta Pena a escrever:
Da Antiguidade ao Modernismo –
Representam Realidade e Idealismo.
Do Tempo escreve a História.
Abstrata a Aura da Poesia.
A Arte – Espelho da Cultura.
Orquestra das Artes sua Partitura.
A Memória da Humanidade a recordar.
Coração das Nações a guardar.
Da Poesia para o Desenho. Um “Salto” para o Canadá e o Regresso a Portugal.
“Salto” –
Enquanto as Três Damas se debatiam sobre a questão se a História influenciava as Artes Visuais, Ciências, Literárias e Musicais ou vice-versa, fiquei pensativa parada e a refletir sobre a Palavra “Salto”: Recuei ao princípio da Emigração nos anos 60, quando no meio do Desespero e da Ansiedade, com o objetivo de encontrarem melhores Vidas, os Portugueses davam o “Salto” para a Emigração. “Dar o Salto” – Expressão para a Viagem na Clandestinidade. Não existia nem Romantismo, nem Poesia. Era uma Realidade por vezes repleta de Amargura e Crueldade da Vida, que exigia severos Sacrifícios. Sempre na Expetativa de um melhor Futuro para a primeira Geração e seus Descendentes.
Ficaram muito conhecidos os Bidonvilles em França. Símbolos do Desespero da Emigração e ao mesmo Tempo a Hora de Esperança, que fundamentou o Futuro da Comunidade Lusitana em Terras Francesas. Da triste Poesia do Salto para as Conquistas da Coragem, de quem não perdia a Esperança e a Fé, de se conseguir caminhar no meio de arbustos repletos de Espinhos e no fim com muito Trabalho chegar à sonhada Meta. Nem sempre os Sonhos se realizaram, porque emigrar é uma Viagem incógnita e o Destino nem sempre se consegue moldar como a Humanidade deseja.
“Incógnita” – conteúdo a condizer com a presente Aventura.
Voltei à Realidade – bem, para ser sincera. ainda não estava bem ciente sem era Sonho ou Realidade, mas as minhas Companheiras de Viagem – bem vivas a darem Ordens. Com um Sorriso contemplei a Arte, História e Poesia, verificando, que olhavam para o Relógio com uma Expressão, que não deixava a mínima dúvida, que estava a atrasar os seus Planos. Peguei na Caneta e no Caderno para dar Sinal, que não esquecia a minha Promessa de ser Historiadora da Viagem.
Após a Visita à Livraria “Tinta nos Nervos” a História apresenta seu Saber, ao mencionar, que existe um Dia dedicado ao Livro – 23 de Abril. Sem hesitar, como quem está a celebrar uma Festividade, conta, que Terras Lusitanas apresentam vários Monumentos, onde o Livro é celebrado como o Rei da Casa. A História segura que conseguiu chamar a Atenção de todos para o seu Discurso e apresenta uma Pausa teatral. A Arte e a Poesia somente acenam. Porém – a Arte não deixa passar de sublinhar, que os próprios Monumentos simbolizam a Arte da Arquitetura. E a Poesia? Quebra o Silêncio ao dirigir a Atenção para o abstrato do seu Ser:
“Construíram e guardam Poesia, porque eu não só vivo por intermédio da Palavra, também da Apresentação. Uma Escada Encarnada no meio de Obras da mais Alta Literatura: Livraria Lello no Porto, cuja data de Fundação remota a 1869.” A Arte levanta a voz para ser ouvida: “Seu Edifício hoje é classificado como Monumento Nacional. Não esquecendo a Galaria de Arte no seu interior.” Quase triunfante faz entoar a gloriosa União: “Um Laço entre Arte, História e Poesia.”
A seguir remete-se novamente ao Silêncio e com um olhar generoso dá a Palavra à ilustre Poesia: “Uma outra, quase como a Azinheira da Canção “Grândola Vila Morena”, onde se canta, “Que já não sabia a idade – Jurei ter por companheira”, não é tão antiga como certas Azinheiras, que conseguem chegar aos Mil anos, mas é uma verdadeira Dama Antiga – considerada como uma das mais Antigas do Mundo. Uma Dama, que “jurou”, como uma fiel companheira, ser Guardiã dos Livros: Livraria Bertrand em Lisboa – 1732, Ano da sua Fundação. Não é poético caminhar nas Pegadas de quem salvou e salva Saber para futuros Gerações?” –
Durante um pequeno momento reinou o Silêncio. Para mim quase uma Salvação – que verificava como a Caneta Pena corria atrás dos Discursos de três Espíritos cujas Memórias remontam a Tempos de Outrora – possivelmente quando o Mundo ainda não era Mundo e somente existia na Mente de Deus. Olhei à minha volta e constatei que me
encontrava junto ao “Chafariz da Esperança”. Um olhar para a História e quase adivinhei. Fim do Descanso. A História ao desafio com a Arte revelaram os seguintes Factos:
“Uma verdadeira Obra de Arquitetura, que data de 1768. Seu Autor foi Carlos Mardel. Talvez soa conhecido – não é para admirar: Foi também um dos principais Responsáveis referente à magnífica Obra do Aqueduto das Águas Livres e do Palácio do Marquês de Pombal. Não esquecer, que participou na Reconstrução da Rainha Lisboa após ser devastada na sequência do infernal Terramoto de 1755. Realmente …”. O que pretendia dizer, ficou no ar, porque a Poesia sem demora, pedindo 1001 Desculpas, para atenuar a descortesia de ter interrompido, disse: “Compreendo o teu Entusiasmo, acontece que ainda existe muito para planear e ver. Seria melhor deixar para o Dia da Arquitetura em Outubro. Apesar de precisar de admitir, que a Poesia dos Monumentos é digna de ser honrada. Não é fácil separar Poesia, Arte e História.” Consentiram e olharam, referente ao exigente Trabalho de Protocolista, para o meu Desespero em conseguir escrever com a Velocidade que falavam. Reconheceram a dificuldade. No entanto de forma unânime solicitaram: “Não esquecer de apontar todos os detalhes da nossa Viagem!” Fez-me lembrar uma Ordem Militar. Talvez inspiradas no Senhor Engenheiro Carlos Mardel, que foi Oficial do Exército Português.
Sentei-me e procurei ordenar os meus Pensamentos entre Sonho e Realidade.
Autora: Isalita Pereira
Para continuar …..




