Em entrevista ao Jornal Comunidades Lusófonas falamos com Gilda Pereira, Fundadora da “Casa Portuguesa” e CEO da Ei!. Segundo a responsável avançou que a “Casa Portuguesa” é uma extensão da Ei! Começaram a desenvolver projetos com esta última. Tudo “começou” por uma base de confiança no trabalho da “Casa Portuguesa” e uma série de processos que precisavam e solicitaram muita ajuda no ramo imobiliário para “procurarmos e darmos a nossa opinião.” Explica Gilda Pereira.
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Quando se aperceberam que estavam a dedicar-se muito tempo a essa área específica e a tirar tempo das pessoas que trabalham na Ei! e para se dedicarem a esse ramo na área imobiliária como: marcar visitas, ir com os clientes que não falam português e que muitas vezes também não falavam inglês para verem os imóveis, também começaram a ter muitos pedidos de lusodescendentes. “Não havia mãos a medir, eram mais que muitos e decidimos abrir a “Casa Portuguesa” orientada exclusivamente para esse tipo de serviços.” Salienta a responsável.
Qual é o âmbito do vosso trabalho?
Fazem prospeção de mercado e procura de habitações. Quando lhes pedem um relatório sobre um determinado imóvel, “fazemos uma diligencia de toda a documentação”. Por vezes negociam com estrangeiros e pedem “para nós” negociar-mos o preço com os proprietários ou com as imobiliárias. Ajudamos a fechar contratos e se não puderem estar presentes na escritura, que é o que ocorre na maior parte das vezes, “nós representamos o cliente”. Revela.
Também ajudam na parte da conservação da propriedade e de gestão da propriedade, quando estão ausentes.
“Esta ideia surgiu há muito tempo” adianta Gilda, “e quando digo muito tempo, foi há uns 9 anos.” Só que é um conceito diferente do conceito de imobiliária tradicional, “eu não quero que se transforme numa imobiliária como outras”. Sustenta.
Não quero ser uma imobiliária, nem quero ter imóveis, quero ser uma pessoa, uma empresa independente com trabalhadores independentes que prestem o melhor serviço para o cliente. Não é tão lucrativo como a imobiliária, mas também não é esse o objetivo, o intuito, é fazer algo de diferente e continuar a acompanhar o cliente de uma forma diferente: é olhar mais ao lado humano, em vez de ser o lado material.
O lado Humano
Gilda costuma dizer que toda a sua infância e adolescência conviveu sempre com realidades diferentes. “Vivi num país em guerra civil, que me tornou uma pessoa muito mais resiliente, não dei nada por adquirido, porque ficava uma semana sem luz. Depois uma semana sem água. E muitas vezes havia escassez de alimentos, ou seja: não sou uma pessoa que dê nada por adquirido e também aprendi muitas línguas. Sei falar cinco línguas. E uma paixão muito grande por outras culturas e muita admiração. Sempre li muita coisa sobre imigração. Sobre a diáspora portuguesa e costumo dizer às pessoas: Eu não encontrei o emprego ideal, eu criei-o!” refere.
A “Casa Portuguesa“
Fizeram um rebranding, um novo lançamento da marca Ei!, “temos tido mais procura por lusodescendentes, pessoas que começam a perceber por exemplo, que nos Estados Unidos, os amigos americanos estão a vir para Portugal e “sendo eu português, não vou? Questionam-se, depois telefonam a perguntar sobre a vontade do seu regresso ao país.
Querem passar mais tempo em Portugal e no momento da reforma pretendem viver cá.
“Eu acho que a “Casa Portuguesa” agora, é um braço e um apoio, não só para os estrangeiros.” É muito para além do próprio nome que é português. É uma agência que auxilia os lusodescendentes que estão há muito tempo fora de Portugal e não percebem o mercado, não sabem bem aquilo que querem. E nós fazemos uma consulta, várias perguntas, para saber qual é o valor que pretendem investir”. Explica Gilda.
Se preferem praia, cidade, mais para o Norte, mais para o sul e depois começam a procura e agendam as visitas. Por vezes é presencial, mas outras é por videoconferência e também fazem em filme, enviam e depois ajudam a fechar o negócio.
Quais são as áreas geográficas mais preferidas? Campo cidade, Norte, Sul?
As pessoas estão a fugir muito do Algarve e também das cidades grandes, procuram muito Caldas da Rainha, Nazaré, Aveiro, Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, sítios mais pequenos e uma coisa têm todos em comum e que referem – principalmente os que vêm da América-, que querem uma casa ou um apartamento “onde eu possa andar 100 metros e ter uma padaria para comprar pão!” Não querem ter mais carros, querem fazer tudo a pé.
Também há muita procura na zona de Coimbra, isto falando no litoral. E no interior, Castelo Branco e a zona de Castanheira de Pêra, começa a figurar também a procura em Viseu, “vai um pouco por ondas”, salienta Gilda.
Uma Mensagem
“Dizer que nós temos um posicionamento diferente no mercado, que somos focados no cliente a 100% que pretendemos ter o cliente, quer seja para vir viver pela primeira vez, quer tenha uma Casa Portuguesa. E que podem contar connosco com uma isenção total na escolha da sua habitação.” Finaliza Gilda Pereira.




