Daniel Guedelha é o CEO e fundador da GenH, uma consultora estratégica na área da saúde e da indústria farmacêutica, que realizou uma conferência no dia 17 de março, em Lisboa, ligando Portugal a Boston, um dos mais avançados ecossistemas mundiais de life sciences, com o objetivo de reforçar o papel da ciência na criação de valor económico sustentável através da circulação estratégica de talento e conhecimento na indústria farmacêutica.
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A GenH divide-se em três grandes verticais: consultoria a grandes empresas farmacêuticas/medtech, startups (com avaliação acima de 50 milhões de euros); educação executiva, ou seja, liderança de formações executivas, como por exemplo na Católica Medical School e outras instituições, dirigidas a quadros com mais de 10 anos de experiência; e networking. E acima destes dois verticais, existe uma grande missão e ambição: tornar Portugal um dos clusters farmacêuticos mais relevantes da Europa. “Estamos a aproveitar o talento em Portugal e na diáspora”, salienta o CEO da GenH.
A GenH é uma empresa que conta com sete pessoas que colaboram nos diferentes verticais. A grande área de negócio da GenH é a consultoria, onde “trabalhamos com executivos de topo das várias farmacêuticas mundiais”, salienta Daniel Guedelha.
Oferece um conjunto abrangente de serviços cuidadosamente concebidos para trabalhar com as grandes empresas farmacêuticas, startups, executivos da área da saúde e profissionais que procuram crescimento profissional internacional.
Se uma grande empresa multinacional fizer uma fusão ou uma aquisição, ou comprar outra grande empresa, tem de ser implementada. É um processo que “lideramos com estas empresas”. O CEO da GenH disse ao Jornal Comunidades Lusófonas que não podem revelar com que empresas trabalham, mas assegurou que são “das 15 maiores empresas farmacêuticas do mundo”.
“A nossa geografia é sobretudo europeia, com um grande pendor entre o eixo Suíça-Portugal”. A nossa rede de contactos na diáspora lusófona é fortíssima, sobretudo nesta área, e quando estes projetos aparecem, nomeadamente projetos holísticos, recorremos a quadros altamente qualificados,
muitas vezes com ligação a Portugal.
Como decorreu o evento do dia 17 de março e quantas empresas estiveram presentes?
Foi um enorme sucesso, revela Daniel Guedelha. Estiveram mais de 150 pessoas e “estamos a falar de portugueses e portuguesas altamente diferenciados e qualificados, que ocupam posições de elevado nível nas empresas onde trabalham”. Estiveram representadas cerca de 30 a 40 empresas, incluindo algumas das maiores farmacêuticas do mundo, através de profissionais que nelas trabalham – uma riqueza absolutamente excecional”, refere o CEO da GenH.
A energia que se sentiu naquela sala era verdadeira e genuína, com vontade de fazer mais e melhor, de quebrar os velhos estigmas de fragmentação que ainda existem em Portugal. Juntos podemos acrescentar – e foi isso que senti, diz-nos Daniel.
Já fizeram mais eventos deste tipo?
Já tínhamos feito um evento em Basileia; este foi o segundo, em Portugal, na capital. Optámos por começar por Basileia, na Suíça, porque é um dos maiores hubs do mundo da indústria farmacêutica.
Ligámos primeiro com Basel e agora com Boston. Em maio vamos fazer algo ainda mais denso e profundo. Estamos a organizar o Basel Immersion, que é uma imersão em Basileia. Vai ser uma imersão de três dias num dos ecossistemas mais avançados da saúde no mundo. Não será apenas uma mesa-redonda — vamos muito além disso.
Vamos ter quadros altamente diferenciados a interagir com os participantes, muitos deles portugueses. Haverá debates, contacto com biotechs, investidores e muito networking. Esse será já o próximo evento. Temos uma missão e estamos a executá-la.
Projetos de futuro
“Muitas coisas vão acontecer. Vamos começar uma formação executiva com a Católica Medical School, o Global Pharma, que já conta com a sua quarta edição. Estamos a juntar quadros diferenciados a trabalhar em Portugal – diretores, responsáveis de departamentos, doutorados altamente qualificados – e vamos proporcionar uma jornada pela indústria farmacêutica com os
líderes de hoje.”
O CEO da Pfizer, a CEO da Johnson & Johnson, quadros de topo da Roche na Suíça, e dos Estados Unidos virá Ana Cadete, que estará em Portugal a falar com os nossos líderes. “Este é mais um passo, porque com liderança conseguimos que Portugal possa ambicionar ser um dos hubs farmacêuticos mais relevantes da Europa. Esse é o nosso grande objetivo, a nossa visão e a nossa direção”, termina o CEO da GenH, Daniel Guedelha.




