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Terça-feira - 13 Janeiro 2026

EXCLUSIVO: “A minha grande batalha todos os dias é levantar a nossa bandeira bem alto e vender o que há de melhor em Portugal”

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Com uma elevada vaga de emigração portuguesa espalhada pela diáspora ainda ficamos perplexos dos feitos dos emigrantes portugueses nas mais variadíssimas áreas. O Grupo Helena, nasceu além-fronteiras, aliado a um espírito irrequieto e com vontade de conhecer mais e mais, e aperfeiçoar-se constantemente, esta aventureira portuguesa, com a fervura dos 21 anos, conseguiu chegar ao topo com muito esforço e capacidade de iniciativa. Com formação na sua área, Helena Loureiro chegou ao Canadá em 1988. Trazia no corpo a aventura e na e mente fazer sempre bem e melhor.

“Tive a sorte de nascer e crescer na restauração. A minha avó era uma excelente cozinheira, e a minha paixão pela cozinha vem muito dela” inicia desta forma a Chef Helena.
Logo que pisou solo canadiano, arrepiou caminho e deixou-se levar por aquele que estavam desejosos de ensinar: a arte da cozinha. Começou com a cozinha francesa, mas deixar de usar o azeite e juntar a manteiga foi um esforço acrescido.

Não estava habituada, mas assim que abriu o seu restaurante, quem conduzia os tachos era ela, e o azeite começou a escorrer pelas panelas. Inscreveu-se em Hotelaria no Quebeque, onde completou a sua formação de cozinha profissional, mais a base da cozinha francesa.

Mais tarde, foi mãe de duas crianças, dois meninos, o que veio de certa forma atrapalhar um pouco a sua carreira profissional.

Foi Chefe executiva no Jardim escola, porque não tinha onde deixar os filhos, mas sempre fez um part-time, num dos restaurante portugueses da Comunidade onde passou em vários sítios, em 2003, com os filhos na adolescência, decidiu abrir o seu primeiro restaurante, no bairro português, ao lado do Parque Portugal, perto do Centro Comunitário da Igreja Santa Cruz. “Foi aí que abri o meu primeiro restaurante, que se chamava Portuscal em 2003.”

Tiveram o restaurante durante 12 anos, que começou a aumentar a sua reputação. “Sempre estivemos de vento em pompa. Trabalhei muito, porque acho que o segredo do sucesso está atrás o trabalho!” Explica Helena.

Como descreve a sua culinária?

É uma cozinha de fusão, várias influências, mas quem sai a ganhar é a gastronomia portuguesa. O restaurante continua a importar peixe e nem a água e o sal escapam. “Como eu costumo dizer, o que nós fazemos todos os dias é vender a marca Portugal, portanto o “meu dilema é e será sempre a minha grande batalha todos os dias, levantar a nossa bandeira bem alto e vender o que há de melhor em Portugal. Vendemos só vinhos portugueses. Temos cerca de 12 mil, 13 mil marcas de vinhos portugueses de todas as regiões.

Em 2016, mudamo-nos para o terraço do Hotel, na torre do hotel, onde fica o Portus360, que é um restaurante giratório, e tem uma vista magnífica sobre a cidade.” Explica a Chef.

Como funciona a cozinha Internacional, é obrigatório ter a escola francesa? Ou não?

“Não é necessário fazer a escola francesa.” Diz com prontidão a Chef Helena. Quando chegou a uma província na América do Norte, muito europeia, tinha um estilo muito francês, as escolas de hotelaria naquela zona tinham bases francesas, e a cozinha ia nesse caminho, para Helena foi uma maneira muito fácil de se integrar mais facilmente na cidade e de conhecer um pouco mais os clientes.

“O que é que o mercado pedia e o que eu fazia era, e é cozinha portuguesa. Com muita inovação e certas bases francesas, mas com chefes portugueses, como fazem em Portugal.

Eu vendo Portugal todos os dias, vendo o nosso peixe, o nosso bacalhau, o porco. Portanto, vendo os nossos produtos portugueses com muita inovação, temos a melhor cozinha, sem dúvida nenhuma.” Diz a Chef.

De onde vem o peixe fresco?

Recebem dos Açores diretamente duas vezes por semana, de São Martinho do Porto e da Nazaré. Berbigão, Robalo, Dourada, dos Açores e Continente.

Os clientes que frequentam o restaurante da Chef Helena é muito exigente, são políticos, empresários, e a nata de Quebeque.

Já comeram no restaurante da Chef pessoas ligadas à política, do Parlamento, e do Governo português e Canadiano. Também já fizeram uma receção ao ex-primeiro-ministro, António Costa, fizeram o catering, também esteve na casa o Presidente Marcelo, e os políticos locais são clientes novos, e “fazemos um jantar uma vez por mês na casa do primeiro-ministro do Quebeque”.

A nossa culinária é muito variada e com muitas texturas e sabores, que nos distingue da culinária de outros países, temos a morcela, normalmente gostam, o bacalhau, que é confecionado de mil maneiras diferentes.

Os vinhos portugueses que estão muito bem cotados, portanto, “acho que estamos a fazer um trabalho excelente. A nossa cozinha portuguesa e tudo o que é Portugal, e a marca Portugal, está na moda e nós temos que ser inteligentes e continuar a fazer boas coisas, a vender os bons produtos os que são de excelência é fácil vender, a qualidade é boa. E é isso que nós temos que continuar a ter em Portugal e nós sermos bons embaixadores da marca Portugal, porque incentivamos muito o turismo a irem a Portugal. Temos tido muitos canadianos a visitar Portugal, e os restaurantes portugueses na cidade ajudam muito, são uma boa carta de entrada para o nosso país.” Termina a Chef.

Lígia Mourão
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