Criada em 1988, por Carlos Monjardino, a Fundação Oriente, é uma instituição de âmbito cultural, que teve o seu inicio em Macau e prossegue o seu caminho da cultura desde então. É contemplado com o museu que apoia tudo o que são manifestações culturais e que tenham a ver com a cooperação nessa área entre Portugal e o Oriente: China, Índia, Tailândia, Coreia, Japão. A sua imponência física é de registo, encontra-se em Lisboa, na margem e virada para o Tejo. Conta com bastantes visitantes, nacionais e estrangeiros, oriundos na sua maioria de França, Estados Unidos, Espanha, entre outros.
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A Fundação conta com um largo espectro de atividades culturais, mais centrada nas artes, com exposições de pintura, música e outros. Há uns tempos atrás teve lugar no museu, um espetáculo ligado a Goa, com a atuação de um cantor de ópera Goês, que foi acompanhado por um pianista português, “um acontecimento interessante, nós fazemos praticamente tudo o que sejam manifestações culturais e que consideramos que tem qualidade, a Fundação patrocina. É uma entidade privada, gerida com fundos próprios, onde trabalham cerca de sessenta pessoas.” Revela-nos o seu Presidente Carlos Monjardino.
Quando se fala em Oriente remete-nos de imediato para culturas milenares, e a Fundação Oriente, abrange essas culturas, pois tem uma relação estreita com os Ministérios da Cultura desses países, para poder funcionar. Contam com uma delegação na Índia, em Macau e outra em Timor-Leste.
Vão acompanhando a vida cultural desses países e tentando, nomeadamente no que diz respeito à língua portuguesa, apoiando o ensino da língua de Camões nesses três sítios, talvez mais em Macau, mas também na Índia e não desconsiderando Timor-Leste.
A Fundação, em termos financeiros consegue sustentar-se com o fundo inicial da Fundação, que é posto a render. “Temos gestores dos nossos dinheiros, que são vários, dos quais alguns são Bancos e que fazem uma gestão, há anos bons e outros menos bons, depende muito dos mercados financeiros.” Desvenda o Presidente.
Carlos Monjadino é Presidente e fundador há 38 anos. Segundo o mesmo trata de “papéis”, um trabalho burocrático, sempre rodeado de vários dossiês, mas também dá o seu parecer “na parte cultural e investimentos”.
A parte dos investimentos, pode desvendar um pouco?
Segundo o Presidente, depende muito como é que estão os mercados, “temos um grupo de pessoas que me aconselham também e vamos escolhendo quais são os nichos melhores para investir numa determinada altura. Estamos a tentar reforçar as receitas garantidas que normalmente provêm de investimentos no imobiliário, compramos determinados edifícios e alugamos de imediato, dá uma rentabilidade, que não é nada de extraordinário, mas anda na ordem dos 6%, 7%, que não é comparável, com a numeração de um depósito no Banco, que ronda os 2% do máximo. Vamos mantendo e vendo qual a melhor opção, de acordo com o mercado, quando é melhor investir e fazemo-lo de seguida. E estamos a passar por esse processo neste momento. Vamos investir mais em rendas que nos deem uma garantia de que são pagas e nos garantam um rendimento certo todos os anos para cobrir os custos da Fundação.” Adianta Carlos Monjardino.
O museu é a Fundação, e a Fundação, coordena tudo
O número de visitas ao museu da Fundação não é tão elevada como o Presidente desejaria. Por vezes é difícil “encaminhar para cá os turistas”, mas mesmo assim temos muitos franceses, americanos e espanhóis, que vêm regularmente. Estamos a tentar aumentar este número e há muitas escolas que vêm cá com os alunos. Mas o caminho faz-se caminhando.
A Fundação Oriente tem uma ligação muito forte com os Ministérios da Cultura da China. Temos um acordo com este país e também temos acordos feitos com a Índia, com a entidade que tutela as instituições culturais deste país e que nos dá o aval para estarmos lá. Praticamente quem executa a política cultural de Goa somos nós e temos, sobretudo, tudo o que vem de fora, e em Timor é a mesma coisa.
Uma mensagem aos Portugueses
A emigração não é uma novidade para o Presidente da Fundação, também ele esteve nesse papel quando trabalhava em França, num Banco que era direcionado à emigração “tive o privilégio de contactar de perto com os emigrantes portugueses em França. Aprendi muito com eles e gostaria que os que vêm de França e de outros países, como por exemplo os que estão na Alemanha e outros, viessem mais aqui ao museu. Até porque iam conhecer um pouco mais uma parte da história de Portugal, através dos objetos que nós temos expostos no museu, de Timor, Macau, Japão etc. Tenham a certeza de que serão sempre bem-vindos aqui ao museu.” Finaliza com um apelo, o Presidente da Fundação do Oriente, Carlos Monjardino.




