Nome: Cristina de Ataíde
Idade: 57 anos
Onde vive: Puket, Tailândia
O que para matar as saudades de Portugal: Sinto falta do marisco de Portugal. O resto não sinto falta de nada. Porque eu já não vivo há muito tempo em Portugal. Estudei em Portugal e vivia com os meus pais, depois fui trabalhar para a Zara, em Espanha, a minha mãe é de família espanhola e o meu pai é português, mas há já muito tempo que estão separados. Sempre passei muito mais tempo em Espanha do que em Portugal. Vivi na Corunha e depois conheci o pai da minha filha em Florença, Itália, e voltei para Portugal.
Sinceramente, eu não tenho grande afinidade com nenhuma parte de nenhuma do mundo, a não ser com Hong Kong. Não gosto “disto” (Tailândia). Ou seja, a Tailândia é maravilhosa, as praias são fantásticas, o clima é fantástico, tudo é muito bom, mas, por exemplo, não gosto muito de certas coisas. Não há regras para conduzir, o lixo sempre espalhado.
Tenho uma casa muito gira, mas à porta está a tudo cheio de lixo durante cinco ou sete dias. Ou seja, há aqui uma estrutura, uma dinâmica que não gosto da Tailândia que me desestabiliza.
Não gosto deste “subdesenvolvimento” da Tailândia. Se alguém vier para aqui para um hotel de cinco estrelas, e estiver aqui 15 dias, é “top”, depois vai “àquela” praia “top” e depois vai àquele restaurante “top” e vai àquele sítio “top” e volta para o Hotel, tudo isso é muito bonito. Mas, não é a Tailândia. A Tailândia é outra coisa.
É uma Terra em desenvolvimento. Atrai imenso turismo que gera dinheiro e que qualquer negócio que aqui se abra, aqui prolifera dinheiro, mais do que em qualquer parte do mundo, por exemplo. A China está com uma crise financeira terrível, ainda esta semana fecharam 40 Bancos. A China teve um colapso financeiro. Não tem rendimento per capita como pensavam que iam ter. Cresceu e não acompanhou a dinâmica do rendimento per capita. A Tailândia não, a Tailândia está em franco desenvolvimento em termos de turismo, porque a Tailândia vive do turismo.
Aliás, a Tailândia, vive do turismo e de serviços. É o maior produtor de arroz do mundo. O Governo de Tailândia quis montar um metro em Puket e a população votou toda contra, foi à rua manifestar. Porque as pessoas aqui vivem todas dos táxis e motas.
A comida é barata, a comida local. As casas não são baratas. A minha casa, por exemplo, se eu quisesse alugar, teria que pedir 2000 euros por mês.
Pode-se ir à praia de manhã, dar um passeio. O tempo é bom, está sempre sol, e isso é muito bom, está sempre calor, que é uma sensação que eu adoro. Por exemplo, vou para a Piscina, está a chover, é uma sensação fantástica.
Há coisas que são menos boas, mas é como qualquer outro lugar. Acabou de abrir aqui um restaurante português que se chama “Tuga”. Ainda não fui porque abriu ontem. Aliás, eu estava para ir, mas depois surgiu um imprevisto
É bonito para vir de férias, está-se muito bem aqui e há muitos sítios muito bonitos na Tailândia, muito mais paradisíacos do que Puket.




