É Presidente de uma das mais prestigiadas Instituições empresariais que representa grandes empresas portuguesas e brasileiras, a Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro. “A minha carreira tem sido construída na interseção entre a academia e a gestão, sempre com uma forte orientação para a internacionalização”, começa desta forma António Fiuza, tendo iniciado o seu percurso profissional ligado ao ensino, onde foi assumindo, progressivamente, missões de maior responsabilidade. Esta trajetória permitiu-lhe consolidar uma visão estratégica sobre os desafios da educação, da gestão institucional e da ligação ao mercado de trabalho.
Artigo Exclusivo para subscritores
Ao longo dos anos, teve a oportunidade de trabalhar em diferentes geografias, o que contribuiu para uma leitura mais ampla e integrada dos contextos internacionais. O Brasil surge, naturalmente neste percurso, não apenas pela escala do país, mas também pela proximidade cultural e histórica com Portugal.
O principal desafio que tem encontrado ao longo do tempo é, sem dúvida, gerir num ambiente de elevada complexidade, incerteza e pressão permanente por resultados. Hoje, um gestor, enfrenta um contexto global/ mundial marcado por instabilidade económica, mudanças regulatórias frequentes e variáveis difíceis de antecipar, sobretudo pós pandemia do COVID 19, onde as decisões precisam de ser tomadas, muitas vezes com informação incompleta.
No Brasil, essa exigência é ainda mais acentuada. Trata-se de um país com dimensão continental, com realidades muito distintas entre estados (regiões), o que obriga a uma gestão altamente adaptativa e sensível ao contexto local.
A complexidade fiscal, o ambiente regulatório e os ciclos económicos são muito diferentes daquilo que se vivencia em Portugal.
Gerir, neste cenário, é equilibrar risco e oportunidade de forma constante. É conseguir navegar na incerteza, manter as equipas alinhadas e motivadas, e tomar decisões que impactam não apenas na organização, mas também a vida das pessoas.
É Presidente de uma das mais prestigiadas Instituições empresariais que representa grandes empresas portuguesas e brasileiras. Encontra-se na Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, que foi criada por decreto do Presidente da República Portuguesa, Manuel de Arriaga, em 16 de setembro de 1911, é uma instituição centenária e de utilidade pública, reconhecida tanto no Brasil como em Portugal, assumindo há mais de um século um papel estruturante na consolidação das relações económicas luso-brasileiras.
Ao longo da sua história, a Câmara evoluiu de um fórum institucional de representação para uma plataforma empresarial ativa, orientada para resultados, com foco na promoção do comércio bilateral, na atração de investimento e no apoio à internacionalização de empresas.
Hoje, com presença no Rio de Janeiro e em Ponte de Lima, posiciona-se como um hub estratégico que liga o mercado brasileiro ao ecossistema europeu, criando condições para a circulação de capital, conhecimento e inovação entre os dois países.
Neste contexto, a Câmara desempenha um papel relevante na facilitação do ambiente de negócios, apoiando empresas na leitura dos enquadramentos regulatórios, na identificação de oportunidades e na construção de parcerias sólidas.
Atua, como um agente de integração económica, contribuindo para reduzir barreiras, mitigar riscos e acelerar processos de entrada e expansão em mercados distintos, mas historicamente conectados.
Os desafios atuais são exigentes e refletem a dinâmica do próprio ambiente económico global. Destacam-se a necessidade de adaptação a um cenário marcado pela transformação digital, pela sofisticação dos fluxos de investimento e pela crescente exigência de eficiência e transparência. Acresce ainda a importância de gerar valor tangível para os associados, através de iniciativas que promovam negócios concretos, acesso a informação qualificada e integração em redes internacionais.
Paralelamente, impõe-se a renovação contínua da base empresarial, com a atração de novas gerações de empreendedores e a incorporação de setores emergentes, nomeadamente nas áreas da tecnologia, inovação e economia digital. A Câmara tem, por isso, o desafio de equilibrar a sua forte tradição institucional com uma atuação ágil, moderna e alinhada com as novas exigências do mercado.
Em síntese, o seu posicionamento estratégico assenta na capacidade de transformar uma relação histórica e cultural profundamente enraizada entre Brasil e Portugal numa agenda económica contemporânea, orientada para a competitividade, a internacionalização e a criação de valor sustentável para empresas e investidores.




