A APE (Associação Portuguesa de Energia”, cuja Diretora é Ana Sousa, revelou ao Jornal Comunidades Lusófonas que a Associação conta com mais de 35 anos de existência afirmando-se hoje como um espaço de referência para o diálogo e reflexão no setor energético. Abrange toda a cadeia de valor da energia em Portugal, reunindo empresas, associações, entidades públicas e especialistas para promover conhecimento, debate e soluções, em estreita articulação com o World Energy Council, no qual representa Portugal.
A Diretora assumiu funções em 2024, tendo uma ligação forte à APE desde 2020, momento em que foi uma das fundadoras do programa Future Energy Leaders.
O maior desafio tem sido promover a literacia energética e a participação ativa neste processo de transição energética. Isso implica conciliar sustentabilidade com competitividade, num contexto de forte volatilidade nos mercados internacionais e de exigência crescente por parte da sociedade.
A APE é a representante portuguesa do World Energy Council, sendo a ponte entre Portugal e a discussão global sobre energia. “A nossa missão centra-se na promoção da reflexão, do conhecimento e do debate qualificado sobre a transição energética e digital sustentável em Portugal,” refere a Diretora.
Uma parte essencial da missão passa por impulsionar a transição energética e digital, incentivando o papel ativo do setor energético na criação de valor económico, social e ambiental.
Portugal em termos energéticos, tem vindo a destacar-se como um dos países europeus mais empenhados na transição energética. “Somos pioneiros na aposta nas energias renováveis, em especial hídrica, eólica e, mais recentemente, solar,” destaca a Diretora. Contudo, o desafio passa agora por reforçar a segurança do abastecimento, a resiliência das redes e a capacidade de armazenamento, assegurando que a sustentabilidade energética se traduz também em competitividade económica.
Estamos preparados para as energias limpas e renováveis?
Portugal já dispõe de uma base sólida, mas é essencial manter o investimento em inovação, redes inteligentes, interligações internacionais e novos combustíveis renováveis e de baixo carbono. A transição energética é um processo contínuo, que exige visão de curto, médio e longo prazo. O país está no bom caminho, mas o sucesso dependerá de um esforço conjunto do Estado, das empresas e dos consumidores.
Na mobilidade, nomeadamente os carros elétricos, este verão houve falhas no abastecimento de viaturas elétricas um pouco por todo o país.
A questão da mobilidade elétrica é central para a descarbonização, mas o desafio da infraestrutura de carregamento ainda existe. A APE não tem uma intervenção operacional sobre a rede de carregamento. Contudo, assumem a responsabilidade de promover o debate e dar voz a estas temáticas, por forma a permitir acelerar a resposta.
Recomendações aos utilizadores de viaturas elétricas, para que as falhas de abastecimento não voltem acontecer?
Segundo a Diretora da APE, sustenta que o caminho da mobilidade elétrica é importante, principalmente nos centros urbanos, e os problemas de abastecimento que ainda ocorrem podem ser entendidos como desafios temporários de um setor em rápido crescimento.
A APE tem objetivos alinhados com a sua missão de promover a reflexão, o conhecimento e o debate qualificado sobre a transição energética e digital sustentável em Portugal. “Queremos continuar a impulsionar a transição energética, incentivando o papel ativo do setor energético na criação de valor económico, social e ambiental.” Refere Ana Sousa, afirmando a atuação em três pilares estratégicos:
Promover a literacia energética e o investimento, capacitando os diversos públicos para uma participação informada e ativa na transição energética;
Desenvolver o potencial humano, através da formação, do debate e da criação de redes de conhecimento;
E “promover as relações institucionais e aumentar o impacto da Associação, reforçando o papel da APE como interlocutora relevante junto dos principais stakeholders nacionais e internacionais”, remata a Diretora.




