Teve lugar ontem no Palácio da Bolsa do Porto, a VI Cimeira Económica de Portugal e Moçambique onde ficou vincado a necessidade e importância da assistência de Portugal na ajuda financeira e investimento naquele país dos PALOP. Ficou assinado um empréstimo de 500 milhões de euros, numa primeira fase a Moçambique. Foi um momento de elevação e ovação onde se aplaudiu o acontecimento. Na sala encontravam-se cerca de 600 empresários, lusos e Moçambicanos. O Presidente da Confederação Empresarial de Portugal, Presidente da Associação Comercial do Porto, o Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, também marcaram presença, ministros portugueses e Moçambicanos.

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, agradeceu aos presentes por estarem ali e começou por referir a importância da língua em comum que ajuda a fortalecer laços de união entre estes dois países. Os 50 anos de democracia em Moçambique, também foram referenciados. Daniel Chapa relembrou a importância desta data para a retoma das relações bilaterais sobretudo relacionada com a diplomacia económica para o desenvolvimento dos dois países. Luís Montenegro não saiu muito desta retórica e salientou que este é o momento de ajudar um país irmão e que também tem dado mostras de estabilidade política e social.
Nas palavras do Presidente de Moçambique, “estamos felizes hoje por estar aqui e queremos fazê-lo como parceiros que partilham connosco. A Visão que partilham connosco os valores e a vontade de construir um futuro para todos, tanto em Moçambique, como em Portugal e Portugal é indiscutivelmente um parceiro estratégico e privilegiado de Moçambique.”

Falou sobre a modernização da economia na criação de um meio ambiente favorável ao investimento privado. Entram num ciclo de governação que pretende pontos de reformas e projetos estratégicos. Pela primeira vez porque querem abrir Moçambique ao negócio ao setor privado. A economia guiada para gerar dignidade. Para a Juventude por ter uma força e ser a força ativa. A melhor, riqueza partilhada e desenvolvimento sustentável, inclusive entre os dois povos irmãos.
“Mas há reformas que estamos a implementar, não são declarações abstratas, são medidas concretas com impacto direto na carteira e no tempo dos investidores” sustenta o presidente Moçambicano. Entre as medidas já implementadas destacamos reformas fiscais robustas, incluindo a redução de IVA 46% e a aplicação de um IRC de 10% para agricultura. “A boa governação económica, com isenção de vistos para empresários ou turistas de 29 países, incluindo o país irmão. Portugal, com uma simplificação administrativa, balcões únicos de introdução de mero registo que acelera substancialmente a aprovação de investimentos em Moçambique.” Referiu o Presidente Moçambicano.

“Não somos uma ilha”
Adianta Daniel Chapo, há vários países do mundo. Se as pessoas não investirem em Moçambique, vão investir em qualquer outra parte do mundo, reforça o seu líder.
E prossegue: Portugal ocupa um lugar especial na nossa estratégia de desenvolvimento. Em Moçambique, como diz, é o nosso parceiro privilegiado e estratégico, não apenas pela história, mas pela proximidade cultural, pela fluidez do diálogo económico e pelo papel que as empresas portuguesas desempenham em Moçambique há décadas.
O momento foi muito apludido quando Daniel Chapo fez referência às empresas portuguesas que têm sido pioneiras em áreas como construção civil em Moçambique, turismo, energia, banca, retalho, tecnologias. Em serviços profissionais muitas empresas aqui presentes iniciaram o seu percurso Internacional em Moçambique e cresceram com o país africano.
Segundo o Presidente da República Moçambicana, Portugal é um parceiro estratégico para o lançamento dos seus alicerces e para o desenvolvimento do seu país e “queremos que as empresas portuguesas estejam na linha da frente das transformações que estamos a liderar em Moçambique. Ao longo desses cerca de 10,11 meses de governação.”
Daniel Chapo também fez referência à importância de Moçambique ser um país jovem, vibrante, com abundantes recursos naturais, energia, água, com uma terra fértil, Costa magnífica, cerca de 2700 km de Ilhas maravilhosas, praias lindas e uma posição estratégica invejável da linha Austral, com três corredores de desenvolvimento: corredor de Maputo, corredor da beira e corredor de Macau.
A agricultura e energia também foram assuntos revelados e evidenciados, dando enfoque e destaque às prioridades área do agronegócio agroindústria, na qual pretendem transformar o potencial agrícola de Moçambique em cadeias de valor estruturadas, competitivas e portadoras, com maior reprocessamento local e tecnologias de ponta na energia e transição energética.
No setor de energias limpas como solar, eólica, hidrogénio verde, o uso de gás natural e também pretendem mais investimento e nas hidrelétricas como fonte principal transição energética, rede de Transmissão soluções offline “Portugal tem empresas com conhecimento capital, experiência para liderar connosco esta agenda.” Reforça o Presidente Moçambicano.
Pretendem com isto a produção de 1500 megawatts, construir uma de 450 megawatts, que é a maior central a gás a construir depois da Independência. Querem modernizar os portos e ferrovias para que sejam mais competitivos.
Montenegro finalizou o seu discurso dizendo que Moçambique merece a confiança de Portugal e não é por acaso que avançou com um empréstimo na sua primeira fase de 500 milhões de euros, “sinal inequívoco que temos uma relação com Moçambique, o país está no bom caminho”. Finaliza o Primeiro-Ministro de Portugal.




