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Sexta-feira - 17 Abril 2026

EXCLUSIVO: Clube UNESCO do Porto, Portugal

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Informático de Profissão trabalhou na IBM Portugal. Também fez Engenharia Química. Fernando Guedes Pinto é um amante da cultura portuguesa, e como membro do Clube da UNESCO do Porto é o Presidente desde 2015. As atividades do clube inserem-se em temáticas lúdicas, quer em Portugal quer além fronteiras, com Clubes Europeus. Está aposentado e dedica-se 100% ao Clube.

No fim da Segunda guerra, havia um desejo intrínseco de todos os países europeus em ter a paz e uma vontade de trabalhar nesse sentido. Um conjunto de Associações e Organizações brotaram nessa direção, e a Europa foi reconstruída quase do zero.

Apesar de Portugal não ter entrado diretamente na Guerra, também sofreu os seus efeitos. A exaltação dos valores humanos e patrimoniais eram uma realidade. A UNESCO brota dessa vontade em 1945, finda a Segunda Guerra Mundial.

Um pouco por toda a Europa, havia dois tipos de organizações, uma governamental, tomada pelas comissões nacionais da UNESCO, na qual cada país tem a sua Comissão Nacional e depois os clubes de toda a ordem da sociedade civil. Através do uso do próprio logótipo, da própria simbologia da organização, e como tal, uma série de regras, e formas de prosseguir os objetivos que se foram alargando. Embora sempre no sentido de trabalhar para a paz.

Há 17 objetivos sustentáveis para os povos e para o planeta, e que são de uma maneira geral, uma discriminação de tudo aquilo que seja a pobreza, cultura, ciência, e o conhecimento entre os povos, e Nações. Para Fernando Pinto, Presidente do Clube UNESCO do Porto “nós podemos gostar daquilo que conhecemos e esse conhecimento, poderá em apercebermos das diferenças, aceitar e respeitar essas diferenças.”

O clube UNESCO da Cidade do Porto, foi criado há 34 anos. O Presidente que foi durante 25 anos, faleceu em 2015, e foi nessa altura que Fernando Guedes Pinto assumiu a Presidência. Tentou prosseguir o legado, “através de atividades relacionadas com o património, quer com conferências de especialistas, quer visitando o património concreto no caso do património histórico, e arqueológico.” Salienta o Presidente.

Em termos do clube, têm três grandes linhas, concretamente o conhecimento com outros clubes, ao nível internacional.

O anterior Presidente chegou a ser Secretário da Federação do Clubes Europeus. E daí terem ligações ao Clube de Itália, em Modena, de Espanha, em Barcelona, e também foram a Bilbau.

“Procuramos manter e desenvolver, a nível nacional atividades, de referir “A Campo Aberto”, uma organização ambientalista, com quem têm uma atividade forte. Os jardins que ainda existem no país e que merecem a conservação e o usufruto desse património quer artístico, quer botânico das espécies, e a ligação que permite complementar o conhecimento.

No fundo todas estas atividades são destinadas aos associados do clube, uma entidade não lucrativa, e que depende de si próprio, ou seja, “não temos nenhum apoio, vivemos das contribuições dos associados e atividades desenvolvidas.” Refere o Presidente.

Quantos associados tem o Clube UNESCO?

O número tem variado ao longo do tempo. Até as próprias atividades têm a incidência sobre isso, neste momento, têm cerca de 100 associados, “ temos uma rotatividade contínua, porque, a maioria de idade média dos associados é da ordem dos 60 e tal anos, porque é necessário ter tempo disponível para as atividades.”

É evidente que as pessoas em idade laboral, têm mais dificuldades, e as nossas atividades decorrem sobretudo ao sábado.” Revela. Mas também ocorrem durante os dias da semana. Vão perdendo associados e ganhando novos, é uma dinâmica constante. Desenvolver várias atividades onde se citam os caminhos a Santiago de Compostela.

Quando o clube começou com os caminhos a Santiago, ainda não existiam em Portugal, em 1991, quando foi fundado o Clube, e passado um ano ou dois começaram a estudar e a visitar esses caminhos que não existiam, nem sequer estavam marcados, e a equipa da direção do clube, ia antes das caminhadas, chamadas assim, porque faziam o caminho dividido em etapas. Caminhavam cerca de 20 quilómetros por cada etapa, normalmente uma vez por mês. Depois caminhavam mais 20 quilómetros na direção a Santiago e depois regressavam a casa, e no mês seguinte faziam mais outra etapa até chegarem ao destino.

Quanto tempo demorou essa caminhada a Santiago de Compostela?

“Fizemos cinco vezes, por etapas ao longo dos ano, de 1992/93 até 1997, a ideia era chegar sempre no Jubileu.” Menciona Fernando Guedes Pinto.

Presentemente tiveram um encontro no dia 4 de Junho, com outros clubes em Cabeceira de Basto, onde esteve presente a Comissão Nacional da UNESCO do MNE, (Ministério dos Negócios Estrangeiros), com a responsável Anna-Paula Ormeche. Ela está mais ligada aos clubes, e “vai-nos transmitindo as iniciativas e atividades internacionais,” explica.

“As coisas mudaram quer lá fora, quer aqui. Digamos que somos 50 ou 60 clubes, na realidade são Associações ou entidades um pouco diferentes da nossa, na medida em que ou estão ligadas a Câmaras ou às Juntas de Freguesia, e têm muitas vezes atividades específicas na música e no teatro.” Termina o Presidente.

Lígia Mourão
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