Ontem, dia 18 de dezembro, teve lugar na Cidadela de Cascais, o Congresso Anual da Diáspora Portuguesa que reuniu mais duas centenas de conselheiros vindos um pouco de todo o mundo. O Presidente honorário Marcelo Rebelo de Sousa fez o seu último discurso, para um sala recheada de talento que se encontra a trabalhar fora do país. O tema principal desta edição contou com a importância da diplomacia económica, e o impacto que ela causa por esse mundo fora. António Calçada de Sá fez a abertura da sessão e agradeceu a todos os presentes e todos os que não puderam fazer parte deste Conselho, que aumentou exponencialmente nos últimos três, quatro anos.

Calçada de Sá dirigiu-se à plateia e salientou que já são mais 370 Conselheiros, em mais de 40 países, e com potencial de crescer ainda mais. O Presidente da Câmara de Cascais também esteve presente e agradeceu a todos os presentes por estarem em Cascais e que era um honra receber os presentes vindos de quase todos os cantos do mundo.
Referiu que vivemos tempos incertos em que as guerras atuais que tendem a desaparecer dão lugar a outras mais emergentes, o mundo está a mudar e a diplomacia também. Referenciou que Portugal tem talento, e que por vezes é preciso sair do “ninho” e voar para destinos mais desafiantes, e que estes últimos não deixam ficar mal o país, pois são eles os verdadeiros embaixadores de Portugal.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros não pode estar presente, mas deixou uma mensagem gravada, referindo que a diáspora portuguesa é uma prioridade na política nacional.
Portugal está a viver momentos desafiantes à escala global, com a sua candidatura ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. É um marco importante não só para a geopolítica, geoestratégia e diplomacia portuguesa nos fora internacionais na captação de votos em todas as geografias do mundo em que Portugal tem mais ligação, e não só. A eleição para um lugar como não permanente das Nações Unidas para o biénio 2027/28, é um patamar que todos os membros, à exceção dos permanentes anseiam sempre.

Também esteve presente, como é de tradição, o Secretário de Estados das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e o Secretário de Estado da Economia.
Quanto ao primeiro, dirigiu a sua intervenção a todos os presentes Conselheiros, e referiu que são eles os verdadeiros embaixadores de Portugal pelo mundo, pois dão a conhecer o país, mesmo em terras longínquas.
Também se dirigiu aos Presidentes das Câmara de Cascais, dizendo que são eles que conhecem o local onde presidem, os pontos fortes e menos fortes, os lugares e sítios com maior e menor potencial, e conta com o seu apoio, para fazer investimento. E que no dia 29 e 30 de abril dev2026, decorrerá um congresso no Centro Cultural de Belém.

O Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, orientou o seu discurso no compromisso de nunca nos deixarmos na nossa zona de conforto, dar ideias, propostas e desafios.
O crescimento económico é um fator essencial em época de incertezas.
A cultura também marcou presença ao lado da diplomacia com o Embaixador João Vale de Almeida, que esteve ao serviço na União Europeia 40 anos. Dizendo que Portugal era visto com os três “P”: Pequeno; Periférico e Pobre, e que era imperativo a mudança destes três “P” para o triplo “A”: Ágil; Atrativo e Ambicioso.
Mas o país não se pode caraterizar no plano político-diplomático, o plano cultural também se assume de elevada importância, pois leva o estandarte do plano cultural além-fronteiras.
Durão Barroso também deixou a sua opinião como sendo um dos portugueses que ocupou a liderança da Comissão, e não nos podemos esquecer também de António Guterres, no centro da diplomacia a nível mundial na ONU, e de António Costa como Presidente do Conselho Europeu.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa fez o encerramento do Congresso, relembrou o Conselho da Diáspora desde o seu início, até ao momento presente. Falou de diplomacia, e o que ela representa lá fora, dos nove séculos que estamos habitados a fazê-la, e a reforçar a ideia dos outros oradores que destacam os emigrantes portugueses como sendo os verdadeiros embaixadores de Portugal, e o quão orgulhoso sente neles.



