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Segunda-feira - 8 Junho 2026
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EXCLUSIVO – Contrastes da vida: Ricardo Araújo apresenta a sua visão da arte

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O fotógrafo Ricardo Araújo exibiu pela primeira vez a sua visão única da arte e o Jornal Comunidades Lusófonas esteve à conversa com ele para perceber a importância desta exposição na sua carreira.

“Estou bastante ansioso, mas acima de tudo estou muito feliz! São sensações novas porque é a minha primeira exposição a solo. Já fiz outras partilhadas, mas penso que a concentração do meu trabalho no mesmo espaço é uma sensação nova para mim e estou muito feliz com isso”, conta Ricardo Araújo com emoção na voz.

No primeiro andar da Casa do Alentejo, situada na rua Dupont do centro de Toronto, uma sala parecida com uma galeria de artes expõe várias fotografias e dois vídeos nos seus muros. O espaço está dividido em duas partes que representam os dois focos do trabalho do artista: a rua e a moda.

As fotografias de rua são de Toronto e de várias cidades de Portugal. A maior parte das peças estão a preto e branco e algumas têm um ponto central de cor e o resto em preto e branco. Para o artista, as cores são uma forma de guiar as pessoas que olham para o seu trabalho e de lhes mostrar o que ele quer destacar em certa imagem. “É como se um holofote nos mostra um acontecimento. E nas fotografias de Portugal os elementos coloridos são símbolos da nossa cultura como o galo de Barcelos ou os moliceiros de Aveiro”, descreve.

Além das cores minimalistas e dos contrastes fortes, as fotografias seguem todas linhas e estruturas geométricas. Mas este estilo bem distinto que apresenta a sua leitura da arte foi criado através dos anos de experiência. “Demorei alguns anos, bastantes anos aliás, para chegar ao conceito do que é que eu quero ser como artista. Eu sempre tive tendência para as linhas, para os contrastes, mas demorei a apurar e entender aquilo que eu queria mesmo”, explica.

Se as imagens de rua foram tiradas em Portugal e Toronto, as fotografias de moda e os dois vídeos expostos também demonstram a identidade dupla do Ricardo Araújo. “Aqui, especificamente na exposição, temos A Portuguesa. Foi uma criação feita para a celebração do dia de Portugal aqui no Canadá”, detalha o artista. Para ele, este projeto que mistura fotografias e vídeo foi inspirado pelas mulheres portuguesas que misturam tradição e modernidade.

Do outro lado do projeto A Portuguesa, encontra-se o Blossary. Segundo o Ricardo Araújo, este projeto conta uma história de resiliência em que duas mulheres “estão a brotar e a tirarem todas as coisas que carregam com elas e que as prendem à vida”. Este projeto foi inspirado na sua própria experiência, apesar de ser transmitido através de imagens com mulheres.

No primeiro andar da casa portuguesa transformada em galeria de arte, pessoas de vários horizontes vêm apreciar a exposição do Ricardo Araújo. Que sejam portugueses ou não, não importa para o artista que quer fazer passar uma mensagem simples: a necessidade da arte para a humanidade.

Andreia Portinha Saraiva (Correspondente em Toronto)

Andreia Saraiva / Correspondente em Toronto (Canadá)
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