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Sexta-feira - 7 Agosto 2026
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EXCLUSIVO – Gil Azevedo “Vamos inaugurar o Hub na área da saúde com uma rede de 5 Hubs”

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Estivemos à fala com Gil Azevedo, Diretor Executivo da Unicorn Factory, que nos fez um balanço de um ano de trabalho. Avançou que este ano consistiu em continuar a alargar a atividade. Lançaram pela primeira vez uma área que se chama “inovação social”. Que se traduz em identificar startups que têm soluções que possam melhorar a vida dos residentes da cidade de Lisboa, e ajudá-las a implementarem as suas soluções dentro da cidade e obter benefícios. Venceram o prémio da Capital Europeia da Inovação em Novembro de 2023. E pela primeira vez, conseguiram juntar o mundo tecnológico ao dia a dia das pessoas, traduzindo-se no maior prémio de inovação social na Europa.

Tiveram ao todo 400 candidaturas, escolheram 9 projetos internacionais, alguns portugueses, outros de outros países, e permanecerem em Lisboa durante 6 meses e implementarem as suas soluções com a cidade. “Foi um dos grandes marcos do ano” salientou Gil.

O segundo foi a rede de Hubs que criaram, neste momento têm 5 hubs em funcionamento, de salientar: o de inteligência artificial, de sustentabilidade Web Gaming Web 3, e ontem inauguraram o hub na área da saúde com uma rede de 5 Hubs, com comunidades para criar outras comunidades fortes de inovação no nosso país, nestas respetivas áreas. Foi o segundo passo, o terceiro foi o que vai ser o “nosso futuro em que começámos a dar os primeiros passos este ano. Ligar-nos ao exterior, e conseguirmos criar comunidades que vão além-fronteiras, trabalhar com outros mercados, com outras geografias e conseguir expandir Portugal para além daquilo que é o nosso espaço físico para todo o mundo.” revelou.

Para que países enviam mais Startups?

Enviam para cerca de 4 a 5 países onde têm feito um esforço maior. Em primeiro lugar, Espanha, por ser o nosso vizinho, é um caminho natural para as startups portuguesas expandirem-se para Espanha, em segundo para o Brasil, que é um mercado muito grande, e as startups portuguesas que tiverem oportunidade de escalar para o Brasil, podem ter uma escalada muito interessante. Em terceiro lugar, os Estados Unidos, por serem o mercado de eleição para a inovação e, um futuro unicórnio tem que estar nos Estados Unidos. E em quarto lugar, o Reino Unido, que continua a ser também na Europa um centro importante em alguns dos setores e que temos uma parceria, e por fim, o Médio Oriente, onde também tem havido muito investimento, países como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, e estão a criar pontes para ter apoio, ajudar “as nossas startups a terem acesso a esses mercados, mas também ajudar startups desses mercados a terem acesso a Portugal,” explica o Diretor Executivo.

Quantas Start-ups já ajudaram e quantas pessoas é que empregaram desde então?

Ao longo dos últimos anos, já apoiaram mais de mil Startups. Dessas mil traduziram-se em mais de cinco mil postos de trabalho, que se somarmos aquilo que são empresas internacionais que vêm para se estabelecer em Portugal, já ultrapassou as largas dezenas de milhares, nos últimos 4 anos instalaram-se em Portugal 83 empresas tecnológicas internacionais, relevantes ao nível de dimensão, e criaram dezasseis mil postos de trabalho. “São números muito significativos, é uma forma de reter jovens, e de consegui criar emprego qualificado e atrair investimento para o país,” adianta.

Uma vez que estamos no epicentro da inteligência artificial, de que forma é que esta pode ajudar a difundir ou alargar o mercado nacional e internacional?

Segundo o Diretor Executivo, Gil Azevedo, a inteligência artificial hoje em dia já é uma necessidade, já não é um “Nice to have”, se se pretende que as startups tenham sucesso, tem que se incorporar a inteligência artificial no seu modelo de negócio, porque é a única forma de poderem preparar-se para o futuro e escalar rapidamente. E os investidores olham por aí. Olham como é que a inteligência artificial está incorporada e como é que faz parte do plano de expansão de uma “Scale Up”? Questiona Gil Azevedo.

Uma palavra aos nossos leitores, nomeadamente aos nossos emigrantes.

Conexão, “eu creio que o ecossistema de inovação em Portugal tem crescido muito e tem capacidade de conectarmos com empresas, pessoas, e startups, a nossa comunidade Internacional tem aqui um papel muito relevante de se conectar, e desta forma conseguimos em conjunto criar mais oportunidades para as nossas startups crescerem. Mais oportunidades de nascerem novas ideias, novas oportunidades de investimento, conexão para nós tem sido a palavra chave do crescimento do ecossistema português e as comunidades internacionais portuguesas, são uma chave desta conexão.” Finaliza o Diretor Executivo.

Lígia Mourão
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