O Almirante Gouveia e Melo, candidato às eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026, passou um fim de semana na capital francesa. “A situação em Portugal e no mundo exigiram que fosse candidato! Tenho uma preocupação com a mudança internacional e as implicações que terá no nosso país. Sinto que a classe política vive numa estagnação de ideias e de soluções. Desde 2008 que Portugal não cresce devido às sucessivas crises financeiras, um período onde o país perdeu grande parte de decisão e de independência, e onde as pessoas sofreram muito com todos os cortes financeiros, logo seguido de uma crise de saúde.”

Foi com estas razões que o candidato se apresentou aos eleitores da diáspora, acrescentando com convicção “Nós, Portugal, temos de ser maiores porque não estamos no nosso potencial. A Presidência da República tem de ser um sítio de união e não de frações político-partidárias, para garantir a independência e a democracia de acordo com a Constituição. Serei exigente com a governação de acordo com a vontade do povo e vou impulsionar a mudança com vista a aumentar o PIB (produto interno bruto) per capita de acordo com o potencial que devemos aproveitar.”

Gouveia e Melo esclareceu que “Sou totalmente adepto do voto eletrónico! Na verdade, o que há é um receio do peso das Comunidades nas eleições. Tenta-se minimizar esse receio com as dificuldades burocráticas ou fraudes informáticas. Somos todos cidadãos de pleno direito e todos devemos ter acesso a mecanismos acessíveis para exercício do voto. Com o voto presencial obrigatório, é impossível as muitas pessoas votarem em territórios enormes como é caso da França, Alemanha, Brasil ou África do Sul, se existirem apenas 4 ou 5 Consulados”.

Relativamente ao ensino do português no estrangeiro, não hesitou em concluir, “Mais do que um direito, é pouco inteligente o que fazemos. As nossas Comunidades são um potencial económico gigantesco, e até para a segurança interna do país, porque estão bem inseridas nas diferentes sociedades, espalham a nossa cultura, a nossa língua e são pontos de contactos para negócios. Portugal, para mim, é uma grande identidade.”

O candidato alertou os emigrantes para o fraco estado da saúde em Portugal, que é apenas alvo de operações de cosmética por parte do governo, a par da des-hierquização latente. Outro ponto em foco é a saída da força humana, os jovens com formação superior terão de ser incentivados a ficar no país, “estamos a perder talento, quando apenas 40% dos estudantes seguem para o ensino superior, numa sociedade muito competitiva a nível internacional em que o conhecimento faz parte da sobrevivência.”
Durante dois dias, Gouveia e Melo visitou a fábrica de doces e alimentação da famosa marca “Canelas”, com a qual ficou muito admirado e bem impressionado, pois “Saber de grandes negócios de empresários portugueses é uma coisa, mas vê-los in loco é outra”. Também a visita ao supermercado português Primland deslumbrou o candidato com os 1.700m² de área e uma vintena de colaboradores, que o motivou a gravar um vídeo para as redes sociais da campanha. A iniciativa terminou num almoço com mais de uma centena de apoiantes.
Eduardo Lino, dezembro 2025 (Correspondente em Paris)




