A Porto Business School, é uma associação sem fins lucrativos que tem como parceiro académico exclusivo – Universidade do Porto – tendo sido fundada em 1988. O foco da PBS revê-se nas experiências educativas, principalmente na área internacional, “em que a inovação e o impacto positivo são a visão que temos para este ecossistema global como agentes de mudança”, avançou ao Jornal Comunidades Lusófonas o Diretor, João Magalhães.
Artigo Exclusivo para subscritores
Não se trata de uma Faculdade padronizada, pois não há cursos de licenciaturas ou mestrados tradicionais, essa vertente fica ao encargo da Universidade do Porto, da qual são parceiros. No que diz respeito ao número de alunos internacionais, o alcance é cada vez mais internacionalizado. A PBS está fortemente presente nos rankings internacionais, considerada como a melhor posicionada e de mais relevo, como o Financial Times em diferentes tópicos, como por exemplo: “Open Executive Education”, ou seja, os “programas abertos, customizados”, os MBAs, o programa executivo e o Global online MBA, que está na oitava posição de melhor MBA online do mundo.
Em termos de alunos internacionais, é muito disperso. O maior aglomerado são pessoas vindas do Brasil, os países de língua oficial portuguesa é o top de participantes, mas Portugal está em número um, com uma representatividade muito grande. Ao nível internacional contam nos últimos anos, com cerca de 600/700 alunos internacionais nos programas. Têm mais de 160 eventos a nível anual e contam sempre com a presença de nove mil participantes nesses eventos, ao nível dos participantes dos programas contamos sempre com mais de cinco mil, porque , têm um lote de programas que são programas de longa duração como os mestrados executivos e os MBAs e as pós-graduações. Bem como os programas intensivos que são de curta duração, vão desde 12 horas até até 80 horas programa.
Propósitos da Porto Business School
A Universidade Porto Business School, tem um “alvo” específico: Público Executivo, com alguma experiência de trabalho. Não têm licenciaturas nem mestrados, porque a PBS faz parte da Universidade do Porto, na qual tem um leque alargado de licenciaturas. O Alvo da PBS são MBAs, mestrados executivos, pós-graduações e os programas intensivos. Também têm a área corporativa nacional e internacional, que trabalha diretamente com empresas e programas personalizados, reforçando e enriquecendo capacitações, com ferramentas com o objetivo de catapultar academicamente e profissionalmente.
“A PBS, ainda não tem doutoramentos, mas têm isso em perspetiva. Por exemplo, os engenheiros que não têm uma vertente na sua vida académica na área da gestão, economia e finanças e que desejam fazer esse upgrade podem fazer connosco um mestrado executivo ou uma pós-graduação ou MBA. Temos muitos engenheiros.” Reforça o Diretor.
Tendo em conta que a PBS é uma organização não lucrativa, tudo é reinvestido na PBS, na instituição. Ao nível de melhoramento de espaços em adoção de tecnologia, em contratar mais colaboradores, investimento em projetos que façam sentido estrategicamente, “tem uma estrutura de custos que faz com que tenhamos, mesmo que seja uma instituição sem fins lucrativos, temos os nossos próprios gastos e é tudo reinvestido na organização.” Reitera o Diretor.
A estratégia da PBS, o nosso roadmap é educar líderes com um impacto nacional e Internacional com foco na inovação, no empreendedorismo, ligações globais, diversão e inclusão, novas abordagens no ensino e um foco em impacto sustentável.
E para realçar a PBS foi a primeira escola a nível mundial a incluir um pilar transversal a todos os programas como um foco ainda maior nos MBAs para integrar a inteligência artificial. A inteligência artificial está já há alguns anos integrada nos nossos programas de MBA. Como é que se faz aqui esta esta abordagem? Questiona-se: “Os nossos programas conferem um diploma no final, tem equivalência como qualquer diploma português.”
Quantos docentes têm e quantas pessoas trabalham na Porto Business School?
A PBS neste momento está numa fase de transformação, desde o início, da sua criação. O objetivo foi criar uma escola de negócios que não havia no norte do país para colmatar necessidades que as empresas nesta zona do país tinham. Para treinar e formar os líderes das empresas do norte e para isso, uma das forças motrizes foi o Engenheiro Belmiro de Azevedo, que criou esta associação que fazem parte não só a Universidade do Porto, mas também 42 empresas e que desde o início com uma abordagem bastante prática, fez com que os professores fossem os líderes dessas próprias empresas.
Porém, “com a nossa presença no Financial Times e nas acreditações internacionais que a PBS detém, é necessário termos cada vez mais o nosso próprio corpo docente. Estamos numa fase em que já temos um pequeno corpo docente full-time. Por isso estamos em transformação e a criar o nosso próprio curso docente para não estarmos dependentes da parte mais empresarial.” Que para a Universidade é excelente, porque sempre tivemos fama de ter uma metodologia bastante prática que pessoas que estão inseridas no mercado de trabalho e que vêm à PBS partilhar a sua experiência de trabalho numa determinada área ou expertise.
A Bolsa Diáspora
“Temos uma bolsa que se chama Diáspora, a diáspora portuguesa espalhada por todo o mundo, que acolhem Luso-descendentes, portugueses PALOP e CPLP. Já demos 1.2 milhões de euros em bolsas para 209 estudantes, 43% foram mulheres e 27% foram internacionais. Em que a maioria das bolsas, (não todas) foram para a diáspora.” Termina o Diretor da Porto Business School, João Magalhães.




