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Quinta-feira - 14 Maio 2026

EXCLUSIVO: Homem de negócios faz a diferença do lado de lá do Oceano Atlântico

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Jack Prazeres nasceu em Portugal, na Pinhôa, Concelho de Lourinhã. Foi para o Canadá com 12 anos, decorria o ano de 1974, tendo completado o secundário naquele país. “Sempre foi muito distraído nas aulas, pois estava constantemente a pensar em fazer negócios, ganhar dinheiro, e a escola não lhe permitia por em ação o seu sonho.

Deixou de estudar quando terminou o 12º ano, e foi para a construção, depois abriu a sua primeira empresa a “Senso Group” em 2011. Uma empresa que distribui materiais de construção, e conta com três localizações e 70 empregados. Fazem obras públicas e privadas e o setor está em alta. O empresário não se queixa.

A empresa tem como objetivo a distribuição de materiais de construção para construtores, empresários e donos de casa, e conta com três localizações, com uma secção de aluguer de máquinas na zona da construção em Malton e duas em Toronto, escritório em Mississauga.

A ideia de abrir um negócio nesta área tem a ver com a falta muito grande de empresas mais pequenas a servir a zona de baixa de Toronto. Há várias empresas nesse ramo, mas são empresas grandes, internacionais e “nós abrimos uma para servir o público, especialmente na grande área de Toronto.

Segundo o empresário luso, “nós servimos todas as pessoas em geral, grandes empresas, pequenas empresas e até donos de casa, por vezes precisam de uma máquina mais pequena para fazer os seus trabalhos. E para todos aqueles empreiteiros grandes e pequenos e construtores de prédios grandes e altos, casas particulares, todos vêm ter connosco, o nosso serviço é impecável, estamos situados dentro de Toronto, com excelentes acessos, e o tempo de entrega é muito mais curto, ao contrário de outras empresas que se encontram longe. As comunidades que nos procuram mais são muito variadas, são portugueses, italianos, judeus, etc, um sem fim de comunidades que oferecemos este tipo de serviços.”

Que tipo de máquinas estamos a falar?

Desde escavadores até uma máquina de cortar madeira, serrote, enfim, talvez para cima de 6000 maquinarias.

Estão preparados para construir prédios de grandes dimensões. Neste momento estão com um centro de desporto, ou o aquário na baixa Toronto, têm enviado para lá materiais, vendido ou alugado, incluindo também caixas de lixo. Contentores para depositarem o lixo das obras que estão a ser feitas.

Também estão envolvidos nos projetos públicos e projetos privados. “É muito facilmente ver o nome Senso num saco ou numa máquina.” Diz com orgulho Jack Prazeres.

Apesar de estar há mais de 50 anos no Canadá, sente-se 99% português e 99% canadiano.

Quando chega a Portugal, fica contente de chegar, quando volta também fica contente, pode dizer-se que se sente como filho de duas pátrias. Está dividido.

Tem filhos e netos que vivem no Canadá, e dois dos filhos estão envolvidos na empresa, a filha, e o filho, Jason, que de certa forma lidaram a empresa Senso.

“Eu estou mais envolvido na área dos investimentos, de compras e vendas, de propriedades e noutros projetos. E temos um projeto grande, a começar em Portugal. Um parque de campismo na praia da areia Branca, fica ao pé da Lourinhã.

Vamos começar lá um projeto, desenvolver o parque. O parque estava parado há 40 anos, só que umas barraquinhas velhas, bungalows e piscinas fechadas e centros de conferência, portanto, estou envolvido nesse projeto. Os meus filhos estão mais envolvidos nos negócios da Senso Group.

Os pais queriam muito que Jack estudasse, mas o seu apelo aos negócios vem desde muito cedo e não gostava de estar na escola, pois estava constantemente a pensar em negócios e como fazer dinheiro. Estava-lhe na alma e no espírito, era um empreendedor nato, já fazia parte dele.

Não tinha paciência para os estudos, para o empresário “sentia-me sempre uma espécie de empresário desde pequenino e por vezes não me sentia bem na escola porque não prestava atenção aos que os professores diziam. Sentia-se um peixe fora de água.”

Com mais de cinquenta anos de vida no Canadá só se sentiu discriminado uma vez, na escola primária, porque os seus colegas olhavam para a maneira de vestir e a comida que a mãe de Jack enviava, era muita, ao jeito português, e eles (seus colegas), não levavam quase nada!, e por vezes havia discriminação. “O primeiro ano foi muito, muito chato. Mas a partir daí nunca mais tive problema nenhum,” termina Jack.

Lígia Mourão
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