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Terça-feira - 19 Maio 2026

EXCLUSIVO: (Parte II) Conselho da Diáspora: O Envelhecimento “Final Remarks” Marcelo fez o balanço

Destaques

Decorreu no dia 17 e 18 de novembro o Fórum EuroAméricas na Nova Business School of Economics, em Carcavelos. Durante dois dias foram debatidos vários assuntos, desde democracia, inteligência artificial, novas tecnologias, desenvolvimento humano, na sua generalidade e outros temas que dizem respeito ao envelhecimento e como pode ser enfrentado, ou pelo menos retardá-lo. As várias Democracias que se encontram nos diversificados países, o seu estado e a sua fragilidade, e como temos vindo a assistir alguns anos a esta parte, países democráticos que estão a ser palco de guerra e destruição, material e humana.

António Calçada de Sá, nas suas notas referenciou que estiveram inscritas mais de 500 pessoas para o Fórum, de várias geografias e mais de 80 nacionalidades que estiveram presentes na Nova SBE. Foram debatidos temas muito quentes, como as guerras nos palcos internacionais, as diferenças entre Norte-Sul, e Sul-Sul. A vaga de instabilidades sociais e políticas que vieram romper com a velha dicotomia de que a Democracia era como um dado adquirido.

Vivemos em tempos de rápidas mudanças, e o painel levantou questões importantes sobre as fragilidades dos Estados e as suas Democracias, que em alguns casos, como em Portugal conta apenas com meio século de existência, apesar de ter uma história quase milenar.

Apesar de tudo o que se está a passar pelo mundo, o Embaixador de Portugal Domingos Vital, referiu que “a Democracia é o melhor dos sistemas políticos e que Portugal registou, um dos maiores progressos da Democracia nestes últimos 50 anos”.

Vivemos na era do “Desassossego”, ao qual Fernando Pessoa dedicou longas páginas sobre este tema.

A supremacia Norte-Americana e a computação quântica aliado à Inteligência Artificial fazem dos Estados Unidos a sua longevidade, pois foi a primeira Democracia na nossa era.

A China vem do outro polo e o Dragão despertou, conseguiu o que muitas democracias ainda não conseguiram, afirmar-se internacionalmente, quer seja através da sua tecnologia e Inteligência Artificial.

Na Europa temos uma democracia que se está a evidenciar, e o envelhecimento tem-lhe passado pelos pingos da chuva, estamos a falar da Polónia, com apenas 35 anos de Democracia, já conseguiu alcançar o que muitas outras democracias mais “velhas”, como é o caso de Portugal ainda não conseguiu.

Para contrapor estas posições, José Azevedo, Professor de Direito da Universidade Católica, acredita que a Democracia pode morrer. A corroborar esta crença estão as guerras a decorrer nos vários países onde imperava a democracia.

Élise Racicot lembrou que a longevidade das Relações Internacionais, especialmente em Portugal tem esse legado, e que o Canadá terá que ajustar também a sua diplomacia externa, a sua estratégia económica com o exterior para que casos como os que estão a acontecer não se repitam, ou pelo menos não afetem o país, para uma sustentabilidade do futuro do Canadá, e fortalecer a Democracia e aliarem-se a parceiros que ajudem a agregar valor.

A embaixadora do Chile proferiu a sua intervenção dando enfoque à semelhança entre Portugal e o Chile, ambas as democracias partilham do mesmo denominador comum, e têm uma visão do mundo muito semelhante: Preocupação com o meio ambiente, a economia, e da sociedade em geral.

O uso das tecnologias limpas, o tema da economia entre Chile e os Estados Unidos, e a Europa, bem como a oriente com o gigante Asiático.

O narcotráfico é um problema recorrente e de tudo estão a fazer para parar com este flagelo, que delapidam as economias de um país.

De Portugal falou a Embaixadora Isabel Brilhante Pedrosa, onde referenciou, que o desafio da nossa história remonta do ponto de partida da nossa história, mas não deve estar estagnada por esse facto, a estagnação não é a solução e deve ser atualizada. Para a Embaixadora a longevidade das relações já andam pelo mundo a dar respostas aos desafios de hoje, é necessário encontrar novos atores e parceiros.

Há uma necessidade imperativa de criar pontes de convergência como evidenciou Élise Racicot. Os países não podem viver nas suas conchas de proteção, devem ser mais arrojados e construir mais pontes, se uma não for necessária, construir mais e diversificadas.

Para fechar o Fórum houve dois momentos muito fortes, um foi o discurso final com o Presidente Honorário do Conselho da Diáspora Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, que fez um lamiré sobre as atividade do Conselho da Diáspora, saudou a iniciativa ao seu antecessor, Presidente Cavaco Silva. Deu os parabéns a toda a equipa do Conselho da Diáspora.

Falou da longevidade (Tema central do Fórum), fazendo referências históricas de Portugal com a viragem para a Democracia, dizendo que até 1974, havia séculos anteriores de longevidade, e que não se apaga a história.

E que o mundo hoje está bipolarizado, entre Estados Unidos e China, finalizando com uma frase: “É pelo sonho que vamos e vamos para ganhar.”- (“It is through dreaming that we move forward – and we dream to succeed.”, Termina desta forma o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

O outro momento alto foi finalizar o Fórum com um momento musical conduzido pelos “The Camerata Atlântica”. Onde embalou os presentes, com belíssimas melodias, pois a música apazigua até os corações mais duros.

Lígia Mourão
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