A Luso-Angolana Airosa Bento, iniciou o seu percurso académico e profissional em Angola onde desenvolveu a sua atividade nos Recursos Humanos, acumulando experiência em diferentes contextos organizacionais e níveis de responsabilidade. Na Pegasus Energy exerceu funções como técnica administrativa na área dos Recursos Humanos. Também trabalhou para a Wood Grupo Angola, empresa integrada no Grupo Internacional John Wood Group. De seguida foi para a OPPlda, exercendo as funções de Responsável pela direção dos Recursos Humanos. Em 2014 abraçou a área de Consultoria Administrativa de Recursos Humanos.

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Encontra-se em Portugal há nove anos. É formada em Gestão de Empresas e fez o seu percurso académico ao nível de mestrado em Portugal no ano de 2019, no ISEG, em Recursos Humanos, área que sempre trabalhou e o mestrado nesta área específica proveu-lhe mais valias no contexto laboral, sobre o funcionamento desta área de conhecimento, enriquecendo e aumentando as suas competências para poder ajudar as empresas e trabalhadores no seu desenvolvimento.
Foi fazendo algumas formações na área comportamental, para tentar equilibrar entre as técnicas, estratégias e aquilo que é o administrativo, que é humano. O seu foco, para consolidar uma experiência conseguido no terreno, permitindo-lhe aprofundar a compreensão dos sistemas organizacionais, reforçar competências estratégicas e questionar a eficácia dos modelos tradicionais de gestão de pessoas. Pois, muitas empresas têm processos bem desenhados mas as pessoas não se reconhecem nesses sistemas, nem na própria organização.
Com a pandemia em 2020, revelou-se determinante para o seu reposicionamento profissional. A interrupção da atividade presencial levou-a a uma reflexão profunda sobre o desenvolvimento pessoal, comportamento organizacional e o papel dos Recursos Humanos em contexto de crise. Entre 2020/2021 passou a fazer trabalhos à distância, entre Portugal e Angola, o que levou a repensar o seu modelo de atuação.
Neste contexto em articulação com o seu orientador de mestrado, o professor Catedrático do ISEG, Jorge Gomes, escreveram um artigo de opinião sobre o papel dos diferentes “stakeholders” no processo do “Autoplacement”, porque via muitas pessoas desempregadas sem ferramentas para se reorientarem. Interrogou-se qual seria o papel do estado e dos diferentes intervenientes neste processo. Desta reflexão resultou um artigo de opinião sobre o papel dos diferentes “Stakolders” no processo do “Autoplacement” publicado na IRH Magazine.
Em 2022, participou num projeto de incubação de aceleração e impacto social, centrado na criação e impacto real nas comunidades, avançou com a criação da “UnderstadingCode”, uma consultoria especializada em capital humano liderança e desenvolvimento organizacional, com atuação em Angola e Portugal.
A fase do trabalho
A “UndersatingCode” dispõe de formações estruturadas adaptáveis às necessidades específicas de cada organização, sempre com foco no desenvolvimento humano. Um dos três pilares da sua metodologia de trabalho é o Core 3 (Identify Build and Development High Performance Teams”), que assenta num princípio claro: não intervir sem diagnóstico prévio.
Antes de qualquer proposta, a equipa analisa quem integra a organização, quais as competências existentes os gaps identificados e os objetivos estratégicos definidos. Pois, “antes de pensar em contratar, é essencial perceber se a equipa atual tem capacidade, ou potencial para responder aos desafios da organização.”
Outro elemento distintivo da abordagem da empresa, é a mensuração de investimento em capital humano. Para a Empresária, Airosa Bento, cuidar das pessoas é essencial, mas as organizações precisam de dados concretos que ajudam nas tomadas de decisão. Se a empresa investe em recrutamento ou formação tem de perceber se esse investimento se traduz em resultados para à organização.
Atualmente, a metodologia encontra-se em fase de teste, com o objetivo de ser replicada noutros países da CPLP, formando consultores locais, preparados para responder aos desafios específicos de cada contexto cultural ou organizacional.
Uma visão para a Lusofonia
A médio prazo, a “UnderstadingCode” pretende estabelecer parcerias com Universidades e Instiuições de ensino para a criação de protocolos, certificação e reforço à capacidade técnica local. Para Airosa Bento, a língua portuguesa representa um ativo estratégico capaz de unir conhecimento, história e experiência contribuindo para um desenvolvimento mais justo e sustentável. Num mundo cada vez mais tecnológico, defende que processos e inovação devem servir as pessoas e não o contrário. “Pessoas, processos e produtos só funcionam quando estão verdadeiramente alinhados.” Finaliza a Empresária, Airosa Bento

Lígia Mourão
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