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Terça-feira - 13 Janeiro 2026

EXCLUSIVO: “Quero uma dose grande, à portuguesa”

Destaques

Nome: João Barbosa

Idade: 60

Profissão: Gestor

Onde vive: Reino Unido

Há quantos anos está fora de Portugal: 20 anos

O que é que faz para matar as saudades de Portugal: Para matar as saudades vou a Portugal.

Tenho lá os pais, irmão, sobrinhas, primos, cunhados, cunhadas, uma parte da família muito relevante a viver em Portugal e, por isso é muito importante para mim ir com frequência lá.

A segunda questão é que eu não deixo de seguir o que se passa no país. Interesso-me por saber como é que as coisas estão a evoluir politicamente, socialmente, economicamente, desportivamente. Sigo atentamente aquilo que se vai passando no país nas várias áreas. E sendo casado com uma portuguesa, que é muito boa cozinheira, é evidente que a gastronomia portuguesa nunca faltou em casa e, aliás, devo dizer que apesar das minhas filhas terem já vindo pequeninas e de haver uma tendência para, progressivamente, poderem ir perdendo um pouco da língua materna, devo dizer que em minha casa é rigorosamente proibido falar outra língua que não seja português.

Temos que tentar preservar a nossa identidade, quando temos jovens a sair de Portugal, uns que vão arrastados pelos pais, como é o caso das minhas filhas, mas há outros que saem por livre vontade. Depois há sempre o “perigo” de poderem começar a ficar mais afastados e distantes do país e isso não é bom.

Por isso, uma das formas que eu tenho, penso que é uma boa forma de tentar, que as saudades também se matem, é preservando o idioma, porque permite que nunca deixemos de pensar, quando falamos português, estamos a pensar em Portugal, e é uma forma de nos mantermos unidos à origem.

Vou com alguma frequência, eu diria que de dois em dois meses, talvez seis a sete vezes por ano.

E quando vamos ao restaurante aqui, costumo dizer, na brincadeira, eu quero uma dose grande, à portuguesa!

Sou um grande fã de bacalhau, de todos os tipos. Adoro bacalhau, mas aqui para comprar o bacalhau seco é particularmente difícil, porque só em lojas de produtos portugueses, aqui come-se muito bacalhau fresco.

Há uma loja portuguesa de produtos portugueses que normalmente tem. Eu, a minha mulher vamos lá comprar.

Também há um outro prato que gosto imenso, polvo à lagareiro. Também não se encontra com facilidade, portanto, e lá temos que recorrer à loja portuguesa.

Quando estou em Portugal, gosto de matar saudade com os pratos de bacalhau, que é mais difícil de encontrar aqui.

Lígia Mourão
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