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Terça-feira - 13 Janeiro 2026

EXCLUSIVO: “Se não falar português é complicado”

Destaques

Nome: Eduardo Lino

Idade: 54 anos

Profissão: Empregado de escritório e jornalista

Onde vive: Departamento 94 Paris

Há quantos anos vivo fora de Portugal: Há 14 anos, desde junho de 2011, mas em 1990 estive um ano na Alemanha.

O que é que faz para matar as saudades de Portugal: Eu, felizmente, não tenho grandes necessidades de matar saudades de Portugal, em termos físicos, tenho saudades e vou a Portugal. Mas aqui em Paris, quem vive na região de Paris, parece que estamos em Portugal e quem lida, com trabalhos públicos, como eu, tem que falar em português, não pode falar francês. E isto acontece em várias profissões, como por exemplo, para ser cabeleireiro, e outras profissões, nas limpezas, etc. Se não falar português é complicado.

Também temos muitos restaurantes portugueses, muitas associações que mantêm as tradições e que fazem atividades todos os fins-de-semana. Há muitos supermercados com tudo o que é português, aliás, eu sinto-me mais português, ou melhor, dou mais valor a um supermercado português aqui em França do que em Portugal. Aí vamos ao supermercado e tem todas essas marcas e mais algumas. E aqui temos as mesmas marcas portuguesas.

Há muitos restaurantes, há centenas de restaurantes portugueses e cafés e pastelarias. Quem quer comer um bom pastel de nata já quase não precisa de ir a Belém ou ao Porto, aqui há.

Temos duas manteigarias para fazer o pastel de nata. Também não temos necessidade de trazer os chouriços e as batatas na mala, quando regressamos de férias. Esse encanto de sabores, conseguimo-lo fazer aqui, um bom cozido à portuguesa.

Temos um bom chouriço português, há muita escolha, porque os supermercados têm em todas as regiões.

Há charcutarias e queijos, o melhor queijo do mundo do ano passado foi o da Serra da Estrela, e já há aqui também nas lojas. Para matar saudades em termos gastronómicos, há de tudo, mas as saudades físicas, o contacto com o calor da praia, do mar, não há volta a dar temos mesmo que ir a Portugal, e essas fazem-nos mesmo falta!

Lígia Mourão
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