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EXCLUSIVO: Sem Correntes – Todos os caminhos foram dar à Web Summit

Destaques

16 novembro 2025

Depois de alguns anos de interregno voltei a Lisboa para a Web Summit. Reencontrei um mundo que reconheço, com os primeiros robots que vi há anos, e outro que já me ultrapassa, com máquinas novas, promessas novas e erros velhos. Vi testes de inteligência artificial a falharem, uma lembrança de que o futuro não é tão estável como o imaginamos.

Continuamos a pensar pouco no analógico. Não desenhamos soluções para falhas energéticas. Num mundo onde tudo é digital ficamos dependentes de uma realidade que precisa de estar ligada à corrente para existir.

E nós, humanos, não temos tomada.

Entre o sol, a lua e os elementos, a vida deveria ser sempre a nossa prioridade. Falamos tanto de usar tecnologia, mas não a usamos para aquilo que realmente importa, que é repensar o mundo em si mesmo. Será que não podíamos viver sem a economia que criámos? Precisamos de consumir tanto? Ganha a vida ou ganha o sistema?

A apresentação da Amazon mostrou progresso, sim, mas em ambientes onde nenhum humano deveria ter de trabalhar. Cenários sem plantas, sem beleza, sem vida, com humanos robotizados.

E nas notícias, como sempre, mais corridas. A corrida para a fusão a frio. A corrida para a inteligência artificial. Tudo é uma corrida, tudo é uma crise. Corremos para onde e por quê?

E depois surgem os robots e as inteligências que queremos dominar, controlar ou até maltratar, como se a relação com o futuro se pudesse basear em violência.

O que mais gostei, no entanto, foram os humanos que vi. Os abraços. Os risos partilhados. Os encontros que valem mais do que todas as máquinas.

A tempestade Cláudia não ajudou, mas trouxe de volta a realidade de pessoas que perderam bens, edifícios e até vidas. A inteligência ainda não consegue parar tempestades. Essa é a vida real neste belo planeta azul.

Que este texto vos inspire ou vos provoque. Não procure concordância, mas romper as correntes da apatia.

Declaração de responsabilidade: Todas as opiniões e reflexões expressas nos textos, entrevistas ou publicações da autora são estritamente pessoais. Não devem ser entendidas como representando posições oficiais de qualquer organização, empresa ou instituição com as quais mantenha ligação profissional ou institucional. Embora desempenhe diversos cargos de liderança, consultoria e direção, as suas reflexões pessoais permanecem independentes e não devem ser atribuídas a essas entidades.

Por Marisa Monteiro Borsboom

Marisa Borsboom / Correspondente no BENELUX
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