A Sheree, é uma incubadora que teve o seu inicio no final de 2023, liderada por Higor Esteves, juntamente com mais cinco profissionais. É fruto de um Rebranding da incubadora “Espaço Bazaar”, que existia desde 2019. Em 2020 passaram a fazer parte da rede nacional de incubadoras e depois do programa Startup Visa, um programa de acolhimento de empreendedores estrangeiros que pretendam desenvolver um projeto de empreendedorismo e/ou inovação em Portugal. Quando mudaram a marca, já iam para o quatro ano, então, a Sheree fez a evolução “do nosso próprio “Espaço Bazaar”, que iniciou dentro da nossa empresa de consultoria” Explica Higor Esteves.
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Pretendiam criar um espaço de troca de ideias para empreendedores, ou seja, não eram clientes habituais, nem pequenas empresas, que era o “nosso perfil”, pretendiam trabalhar com jovens, com empreendedores que trouxessem outras novidades. Daí a criação de uma oficina, ou seja uma rede de negócios, um espaço para darem apoio e foram evoluindo para um espaço no qual formatam e formalizam enquanto incubadora.
Higor é brasileiro e encontra-se em Portugal há 22 anos, fruto de um programa de intercâmbio que era para durar seis meses, mas durou um ano, depois foi ficando por cá a trabalhar na área da Gestão, do Marketing e depois Consultoria. Em 2016 saiu da empresa que estava a trabalhar para abrir a sua própria empresa de Consultoria: a Bazaar, focada em processos de internacionalização de empresas.
Dentro da Bazaar “nós criámos alguns espaços, uma oficina que foi dar origem à incubadora, no qual começámos a trabalhar no empreendedorismo, que nos foi levando para a parte de inovação e tecnologia. Em 2023 fizemos um Rebranding, tirando o Espaço Bazaar e passamos a ser Shereer The startup place.” Explica.
Têm sede no Brasil ou em Portugal?
A sede é em Portugal, “somos uma empresa portuguesa, em Sete Rios, Lisboa”. Dão enfoque no mercado brasileiro em termos de presença de empreendedorismo e startups pois existe um fluxo muito grande neste momento entre Brasil e Portugal, porque não somos uma empresa portuguesa de raiz, começámos em 2016 por apoiar empresas portuguesas para o mercado internacional, era esse o nosso objetivo. E o Brasil era um dos mercados de destino por ser um mercado de escala, mas sempre com o foco de Portugal para fora,” salienta o empresário.
Quantos clientes apoiam neste momento?
Em termos de startup, estão a acompanhar cerca de 15 projetos. “É o nosso número médio que pretendemos acompanhar por ano.” Onde participam no programa de mentoria que começa no diagnóstico de mercado, avaliar e fazer o MVP ( Minimal Value Product) para depois fazer subir.
Em termos de Startup quando “conseguimos uma ideia” ou uma proposta, o MVP, o Minimal Value Product, identificam qual é o serviço, qual é a estrutura mínima que conseguem oferecer para o mercado no sentido de validar que determinado negócio é viável através de um teste de mercado com os requisitos mínimos, para se tornar numa startup, desenvolver-se e tornar-se num Unicórnio
Vão às cimeiras internacionais, como é o caso do Web Summit?
“Temos participado sempre e feito algumas interações junto com a própria Startup Portugal, no qual estamos sempre presentes”.
O mercado tem mudado muito ao longo dos últimos anos e a Gestão de empresas acompanham essa tendência. Hoje a própria forma de estar no mercado é muito diferente do que era há 5, 6, 10 anos. “Há 20, quando cheguei a Portugal, a minha perceção é que estamos a viver uma nova, “revolução industrial”. O conceito de Gestão de empresas está muito diferente, não pelos resultados que se quer obter, mas pela forma de gerir para atingir esses resultados.” Salienta.
Há um fluxo de informação muito maior hoje, ferramentas de capacitação muito mais disponíveis do que antigamente, para podermos ter mais profissionais criou-se um ambiente ao nível mundial para a produção e incentivo do empreendedorismo e até da criação do próprio emprego.
Hoje ser empreendedor e ter o seu próprio negócio, exige muito do profissional. Por exemplo no caso da Sheree, quando “ fizemos a transformação do Espaço Bazaar para a Sheree, que está muito focada em apoiar os jovens residentes locais e leia-se, portugueses, no caso dos imigrantes, também temos em Portugal muitos bem qualificados para um mercado que não consegue absorvê-los, porque o mercado português não é um mercado de grande escala.” Revela.
O mercado no Brasil, é muito mais amplo. Mas os mercados são flutuantes e os seus mentores que pretendem vir para Portugal viver e trazer a sua família, muitas das vezes é por uma opção mais pessoal do que profissional, porque sabem que o mercado em Portugal não vai ter escala como tem por exemplo São Paulo e a partir de Portugal trabalham no mercado que está no Brasil, para poder garantir o seu e sustento e rendimento.
“E nós começamos a perceber a linguagem do imigrante que, às vezes, não se auto intitula imigrante, mas expatriado. Por vezes somos olhados de forma pejorativa, mas a Sheree, olha para esse imigrante e tenta perceber que tipo de capacidade profissional poderá criar o seu negócio ou posto de trabalho local. Ao fazermos essa estratégia, começamos por atender esse público imigrante qualificado e é onde a mentoria entra em “ação”. Revela
Uma Mensagem aos seus clientes, quer sejam imigrantes ou não?
No ecossistema português hoje “somos, uma rede de mais de 130 incubadoras registadas e são todas portuguesas. Em termos jurídicos, personalidade jurídica, são instituições e empresas de portugueses e estrangeiros a trabalhar nessas incubadoras, a interagir e a criar ecossistemas muito valiosos, porque a interação é grande.
Portugal tem dado essa abertura e tem sido apetecível para o empreendedor ou para quem está no ecossistema a nível mundial, olhar para Portugal como um hub de empreendedorismo, onde a maior parte que estão cá são empresas de origem portuguesa, incubadoras portuguesas, muito ligadas ao poder local e a instituições de ensino. Mas também há muitas que vieram de fora e começaram a montar base em Portugal e trazem o seu know-how de outros lugares, como Inglaterra e Estados Unidos, “hoje vivemos numa comunidade Internacional que se tem desenvolvido em conjunto com profissionais locais, com empreendedores locais, uma comunidade muito forte,” reitera e termina o empreendedor Higor Esteves.




