A empresa TLG Global, foi fundada em 1983, tem mais de 40 anos, sempre na parte da promoção imobiliária na Índia. São de ascendência indiana, uns com nacionalidade americana, outros canadiana e os mais recentes nasceram em Portugal, nomeadamente o filho do CEO já é português. Têm autorizações de residência e alguns a receber os cartões de cidadão. A sua área de atuação é na imobiliária, promoção imobiliária, desde 2018 em Portugal, vieram todos num encontro a Lisboa.
O negócio da família continuava na Índia, nos Estados Unidos, no Canadá e em Lisboa reuniram-se todos. Na altura apaixonaram-se pela capital do nosso país e pelas oportunidades que viram que existia em Portugal e decidiram mudar-se todos para cá, em Lisboa no ano de 2018.
Encantaram-se com o retângulo Ibérico e viram o seu potencial, bem como as oportunidades que existiam no mercado e de lá para cá o grupo começou também a expandir-se para outros setores, nomeadamente na Hotelaria.
Neste momento estão a abrir três hotéis, um em Fátima, em Alcácer do Sal, e está programada a abertura do Hotel na Guarda e mais cinco Hotéis, com parceria com a Wyndham Hotels & resorts, que é um dos maiores grupos hoteleiros mundiais.
Também são gestores de ativos, de fundos de investimento, devidamente associados e regulados pela CMVM, onde fazem uma gestão do portfólio, que neste momento está avaliado em cerca de 200 milhões de euros e gestão de fundos de investimento, com fundos na fase de capitalização na ordem dos 150 milhões de euros.
A sede, como já referenciado é em Portugal, em Lisboa e têm escritórios no Dubai, Letónia, China e Índia. Os negócios correm bem, mas há um fato que não se pode negligenciar, o fator mão-de-obra, que sofre do mesmo em muitos outros países.
“E nós temos a nossa própria empresa de construção, com equipas formadas desde engenheiros, arquitetos, técnicos portugueses, e também mão-de-obra menos especializada, mas não é fácil encontrar, mesmo com alguns protocolos que fazemos com as comunidades de Industão, Índia, e Paquistão, que estão neste momento nas nossas obras e alguns técnicos e até engenheiros também dessa comunidade,” explica Quirin.
Porquê investir em Portugal?
Segundo nos adiantou Quirin, ( Diretor de Business Development Group) têm o seu Business plan com abertura de três Hotéis na Letónia, mas em Portugal, há várias geografias, para que não seja apenas só em Lisboa, Porto e Algarve, como a maior parte dos promotores. “Nós temos hotéis, no Sabugal, na Guarda, no Fundão, na Póvoa de Lanhoso, estamos muito diversificados um pouco por todo o país, e isto porquê? Questiona o Diretor.
Porque a nível da aprovação dos projetos, tende ser mais rápido e com “o nosso Business Plan, conseguimos fazer coisas interessantes e fazer com que uma marca Internacional vá para o interior do país.”
Quirin também referiu que há uns anos conseguiram canalizar bastantes investidores ao nível do Golden Visa, através das ligações internacionais que têm e “trouxeram para Portugal muitos milhões de euros de investimento.” Afirma.
O governo mudou essa lei com o investimento do Golden Visa que causou um impacto, mais para as comunidades do interior, “do que para nós”, enfatiza o Diretor, porque acabaram por perder esse investimento quando todos os dados o indicam para fechar com o investimento imobiliário dos chamados Golden Visa, o mercado imobiliário estava a subir e isso acabou há dois anos, mas o fato é que continua a subir, ao nível 4 a 5 por cento ao ano.
Na altura podem ter perdido boas oportunidades de dinamizar o interior do país. As próprias autarquias também estavam alinhadas no investimento. De facto, “essas terras acabam por perder investimentos, e criar postos de trabalho, ajudando a economia local a ter hotéis com marca internacional.” Ao qual Quirin lamenta.
Mas neste momento estão a abrir hotéis de três e quatro estrelas, um com 75 quartos, em Alcácer do Sal, o outro com 85 quartos, em Fátima e um Resort com 36 moradias, e o “Country Club”, também têm o Hotel no Sabugal, com 60 quartos.
Todos os Hotéis são de 4 estrelas e podem ser operados pela marca Wyndham, uma grande marca Internacional, que já opera em Portugal, “não em hotéis nossos”, mas noutros, mas com o nosso plano de expansão podemos entregar os próximos dois anos pelo menos cerca de mil Chaves, mil quartos para a marca Wyndham, que serão os operadores em Portugal.
“A nossa empresa tem cerca de 450 colaboradores diretos. E temos várias empresas no grupo ao nível de trabalhos indiretos, desde subcontratados para as obras, parceiros de negócio, serão cerca de 500 ou 600 pessoas,” finaliza o Diretor.




