O Jornal Comunidades Lusófonas esteve à conversa com a Pipadouro, que teve início em 2007, com o intuito de mostrar o Douro de uma forma exclusiva. Recuando a 2007 o turismo fluvial no Douro não era tão desenvolvido como é nos dias de hoje. E para poderem mostrar o Douro de forma exclusiva, optaram por barcos clássicos de charme, em que a missão é proporcionar experiências inesquecíveis a quem os visita, aliando a excelência e qualidade de serviços à beleza e à autenticidade de uma região única no mundo, que é o Douro. “Nós acreditamos que aquilo que distingue o Pipadouro de todas as outras empresas é o detalhe e a experiência, ou seja: nós fazemos com que cada visita seja mesmo personalizada.” Esclarece Ana Silva.

Para dar mais detalhe a tudo aquilo que os diferenciam, começam por dar a conhecer os parques, que são únicos, dando enfoque também à gastronomia, e aos vinhos de excelência. Têm uma equipa focada na hospitalidade, pois o objetivo é que cada cliente se sinta a viver algo único, alinhado com aquela que é a missão de criar experiências inesquecíveis no Douro.

A viagem por norma, começa no cais base no Pinhão, no Coração do Douro. Mas podem navegar, em toda a sua extensão, sendo que começa a embarcar em Alva até à Foz no Porto.
Se a viagem até ao Douro superior, até Barca D’Alva mesmo até à fronteira com Espanha, a duração da viagem é de cerca de 7 horas, só para subir o Rio, e para descer, vindo do Pinhão até ao Porto, é exatamente o mesmo tempo.
Para quem quer fazer uma viagem por toda a extensão do rio, precisam, no mínimo de 2 dias. Programam viagens com conforto, com charme, sem pressa, em que seja possível parar, se for necessário, para que as viagens não sejam tão extensas. Sobre a duração das viagens na Pipadouro, como trabalham com o conceito Taylor made, feito à medida, para cada cliente, podem fazer viagens com a duração de uma hora, ou de 7 horas de duração, vai depender muito daquilo que o cliente vai pedir.

Quais são os turistas que vos procuram mais? Há emigrantes nesse leque?
Ana Clara Silva, revela que trabalham sobretudo com o mercado Norte-Americano, seguidos do mercado brasileiro. Mas, também recebem muitos emigrantes, e isso, de facto é, algo que os orgulha imenso, “porque sentimos que é uma oportunidade de se reconetarem com as suas raízes. Muitas vezes vêm mostrar novos amigos e à família o que de melhor há em Portugal, e o que tem para oferecer. Os emigrantes vêm na expectativa de poder proporcionar uma experiência única, mostrando a riqueza que o seu país de origem tem,” enfatiza Ana.

Quantas pessoas é que cada barco consegue levar?
Neste momento têm dois barcos, o Friendship one e o Pipadouro II, sendo que a lotação máxima do Friendship leva 16 pessoas, mais a tripulação, e o Pipadouro II, leva 12 pessoas mais a tripulação.
É muito difícil conseguir dar um valor de referência, porque, trabalham sobretudo com programas feitos à medida. Há uma variedade enorme de programas, quer no Frienship I e no Pipadouro II, são experiências únicas.
Têm dois tipos de programas exclusivos, e dentro dos programas exclusivos têm um leque de propostas alargado que contemplam a maioria dos pedidos que pode ser um almoço a bordo, um pequeno almoço, um fim de tarde, um jantar, uma prova de vinhos. Uma dormida e esses são todos programas exclusivos que “nós vendemos única e exclusivamente com caráter privado”. Exemplifica.
Também têm um único serviço, sem exclusividade do barco. Realizam apenas na embarcação mais pequena o Pipadouro II. “Que nós chamamos de partidas regulares. As partidas regulares têm um trajeto predefinido, uma duração predefinida, e esses são os únicos que têm um valor fixo, de 75 euros por pessoa. Sendo que é o valor mais baixo que nós temos na empresa, temos este tipo de programas porque acreditamos, que todas as pessoas devem conhecer e ter a oportunidade de conhecer a região de uma forma única, autêntica e de elevada qualidade, e por isso temos essa proposta na nossa oferta,” menciona a responsável.
A que é que se deve o aumento do mercado Norte-Americano?
Segundo Ana Clara Silva, acha que é o trabalho de divulgação que está a ser feito sobre Portugal enquanto destino turístico de excelência. E que dá garantia de segurança. Esses dois são os fatores que trazem mais pessoas até Portugal. Aqui conseguem ter uma oferta turística de elevada qualidade. “É mesmo único no mundo, isto é transversal a todas as pessoas que se cruzam connosco dizer, nós trabalhamos no mercado alto. Pessoas com um elevado poder de compra que já viajaram por todo o mundo. Que estiveram nos melhores hotéis, nos melhores restaurantes, e que tiveram as experiências mais extravagantes que pode haver, e é transversal e unânime, que o Douro tem uma magia, uma autenticidade.
Faz com que cada pessoa fique apaixonada pela região. E depois, partilham com os seus amigos, com os seus familiares e aconselham vivamente que venham a Portugal, e eu acho que é isso que faz com que as pessoas continuem a vir e repitam o destino”, reitera Ana Clara Silva.
A perceção de todos os portugueses e no geral, é que Portugal continua a ser um país seguro, porque “nós não nos podemos deixar influenciar só por letras gordas, e às vezes mais alarmistas, porque em todos os outros países questões como aquelas que se falam em Portugal também existem e às vezes muito mais graves. Claro que nós sentimos aquilo que é nosso. Mas, ainda assim, não vejo que seja a questão dos imigrantes que possa estar a influenciar essa tendência de Portugal estar a ser visto como menos seguro, mas sim com a evolução que as sociedades têm vindo a sofrer no geral. Penso que é comum a todas as pessoas.” Explica.
De todas as conversas que vão tendo com os turistas que nos visitam e o facto de “sermos uma empresa muito pequena de recebermos grupos muito pequenos em caráter privado. Também faz com que exista uma proximidade muito grande entre nós, a nossa tripulação e as pessoas que temos a bordo, e naturalmente conversamos muito com eles sobre todas as questões e nomeadamente questões políticas e de segurança. E nós continuamos a sentir que as pessoas ainda veem Portugal, como um destino muito seguro e que recebe muito bem as pessoas. Sempre fomos conhecidos por saber receber e isso não está em questão, porque é algo tão intrínseco a ser português, o saber receber e que vamos conseguir continuar a passar essa imagem.” Clarifica.
Uma pequena mensagem aos nossos emigrantes e a todos os turistas que visitam no Pipadouro, o que recomenda?
“Eu recomendo que façam qualquer uma das nossas propostas, damos a garantia de satisfação, porque na Pipadouro, cada visita é pensada para se tornar inesquecível. Cada pessoa que nos visita vai conseguir viver o Douro de forma única, porque o nosso objetivo não é só mostrar o Douro, é criar memórias nos nossos clientes. Os nossos emigrantes que venham até nós. Que levem consigo esta a experiência que viveram connosco e que partilhem com outros.
Isso torna-os verdadeiros embaixadores da região, e sobretudo um emigrante que se torna embaixador da região faz com que a sua ligação a nós fique ainda mais forte. E é um orgulho imenso e faz com que eles regressem, voltem, recomendem,” apela Ana Clara Silva.




