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Sábado - 2 Março 2024

Governo aplica 12 milhões de euros para promover saúde mental no Ensino Superior

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As candidaturas ao financiamento vão estar abertas entre 15 de novembro e 15 de dezembro. Ana Catarina Mendes, Elvira Fortunato e Manuel Pizarro lançaram esta terça-feira (dia 24 outubro) o Programa para a Promoção de Saúde Mental no Ensino Superior. Um programa de financiamento que promove a implementação de projetos na área da saúde mental e bem-estar.

Atualmente exitem na rede de ensino superior cerca de 430 mil estudantes, maioritariamnete na faixa etária entre os 18 e 25 anos, idades que os especialistas identificam como críticas para o aparecimento de doenças mentais graves.

Embora grande parte das Instituições do Ensino Superior (IES) já possua um gabinete de apoio ao estudante, que inclui o apoio psicológico e a promoção do bem-estar, a oferta ainda não é suficiente para responder às necessidades. Um estudo pedido pelo Governo para servir de base ao Programa para a Promoção de Saúde Mental conclui que 15% das instituições do ensino superior não dão qualquer resposta na área da saúde mental.”

Para mudar este panorama, o Governo vai disponibilizar 12 milhões de euros para ajudar as Instituições do Ensino Superior na criação de uma resposta adequada às crescentes solicitações da comunidade académica nas áreas de desenvolvimento pessoal, social e profissional ao longo do percurso académico, e na transição para o mercado de trabalho, bem como para reforçar as respostas já existentes.

O programa tem como objetivos: Apoiar as IES na criação ou consolidação de mecanismos de apoio psicológico aos estudantes com qualidade e eficácia;

Promover projetos que privilegiem abordagens preventivas que desenvolvam nos estudantes competências sócio-emocionais relacionadas com a resiliência mental e gestão de stress;

Estimular estratégias de intervenção precoce que procurem evitar o desenvolvimento de patologias mais graves, aproveitando o contexto de proximidade para uma maior eficácia;

Fortalecer a articulação entre as estruturas existentes nas IES e no SNS, nomeadamente no que concerne aos mecanismos de identificação de situações de doença mental grave e o seu encaminhamento para os serviços de saúde especializados;

Apoiar iniciativas que deem particular atenção a grupos de estudantes mais vulneráveis tais como os novos estudantes, os estudantes deslocados (nacionais ou internacionais), os estudantes com necessidades educativas específicas, e os estudantes pertencentes a minorias étnicas ou de género.

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