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Domingo - 8 Fevereiro 2026

Identidade transmontana vê-se ao espelho do festival literário Raízes

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Sob o mote “Da palavra à Paz”, cartaz de três dias contempla, em Macedo de Cavaleiros, de sexta-feira a domingo, cerca de 20 iniciativas, diversificadas, entre encontros de escritores da região, lançamentos de livros, recitais, exposições e sessões de autógrafos, entre outras-

Há um dia dedicado às Pequenas Raízes, um outro que evoca a Paz e um final que lembra a importância da Natureza. Mas é a identidade transmontana a grande protagonista do festival literário Raízes, que durante três dias transforma Macedo de Cavaleiros na capital cultural da região.

Tendo por tema “Da palavra à Paz”, de esta sexta-feira a domingo, o programa contempla mais de uma vintena de iniciativas (ver cartaz completo em anexo), entre encontros de escritores transmontanos (e não só), lançamentos de livros, recitais, exposições, sessões de autógrafos, homenagens, workshops, debates, e onde caberá também uma vigília poética pela paz.

Os autores Miguel Pires Cabral, João Pedro Mésseder, Idalina Brito, António Carneiro, C. A. Afonso, Nuno Pires, A. M. Pires Cabral, Agostinho Santos, Pedro Branco, J. B. César, Adelaide Monteiro, Concha López Jambrina, Júlia Lello, António Carlos Santos, Alexandre Hoffmann Castela e José Pedro Leite, entre muitos outros, participam nos eventos. Que têm a decorrer simultaneamente uma Feira do Livro.

O auditório do renovado Mercado Municipal é o epicentro dos acontecimentos, mas o Raízes – Festival Literário Transmontano ramifica-se igualmente pelo Parque Urbano Eng. Luís Vaz e convida até os participantes a um passeio por aquele que é um dos bilhetes postais do concelho, a Albufeira do Azibo.

“Este festival, que pretendemos periódico, pretende espelhar a imensa riqueza e diversidade cultural dos diferentes territórios transmontanos e das suas gentes. Quer funcionar como polo aglutinador da criatividade que sai da região, para benefício de todo o País e dos portugueses espalhados pelo mundo”, sublinhou Benjamim Rodrigues, presidente do município de Macedo de Cavaleiros, que alberga um território UNESCO, um Geopark Mundial, uma Reserva da Biosfera e um Património Imaterial da Humanidade.

Na sexta-feira, dia inaugural o Raízes – Festival Literário Transmontano arranca logo às 10h30, no Auditório do Mercado Municipal, com uma Hora do Conto em torno das lendas e tradições de Trás-os-Montes. Um dos pontos altos é o encontro com o autor João Pedro Mésseder, às 16h30, que antecedeu a cerimónia de abertura oficial do evento, às 18h00. Três quartos de horas após, lugar para a abertura da exposição “Livros de Artistas – Raízes da Paz”, de Agostinho Santos, em residência artística.

O Raízes abriu, às 10h30, com uma mesa-redonda sobre poesia e paz, sequenciada com a sessão de lançamento do livro “Natal em casa de Luísa Dacosta”. Segue-se-lhe a abertura de trabalhos do Encontro de Escritores Transmontanos, às 14h30, meia hora após o qual avança o debate sobre “Escrever o interior: literatura e identidade”. Já depois da homenagem ao autor A. M. Pires Cabral (16h30), e da sessão de autógrafos com Idalina Brito, António Carneiro, C. A. Afonso e Nuno Pires, o Auditório do Mercado acolherá, às 18h30, o lançamento do livro “Macedo de Cavaleiros – 50 séculos de história”, da autoria de A.M. Pires Cabral.

Já no domingo, o dia foi mais distendido. Um Almoço Literário, posterior ao passeio ao Azibo, e fecha os trabalhos com uma mesa-redonda, dedicada a encontrar respostas à pergunta “Ser escritor: porquê”, com Júlia Lello, António Carlos Santos, Alexandre Hoffmann Castela e José Pedro Leite.

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