No menu items!
14 C
Vila Nova de Gaia
Terça-feira - 13 Janeiro 2026

Incêndio dita o fim do vinho Permitido Branco de Centenária de Márcio Lopes

Destaques

Uma das últimas colheitas já está a chegar ao mercado, em número limitado de garrafas; altas pontuações de críticos internacionais motivam o enólogo português.

O verão de 2025 trouxe uma notícia triste para o grupo Márcio Lopes Winemaker: o fim inesperado do Permitido Branco de Centenária, um vinho ímpar no portefólio do produtor.

Um dos anos mais devastadores em termos de incêndios florestais em Portugal ditou o adeus forçado à vinha centenária localizada em Mêda, no Douro Superior, que dava origem a este Branco de Altitude de identidade única. Apesar dos esforços imediatos, a perda é irreversível.

O trabalho de recuperação da vinha já está em curso, no rescaldo dos incêndios de agosto, mas fica para a história a singularidade do Permitido Branco de Centenária, criado a partir de 15 castas de vinhas plantadas a 800 metros de altitude, em solo puramente granítico, no final do século XIX.

Vinha queimada em Mêda

A colheita de 2022 já está a chegar ao mercado, antecedendo as derradeiras colheitas – de 2023 e 2024 -, todas em número muito limitado de garrafas, permitindo aos apreciadores guardar as últimas memórias deste vinho excecional.

“É uma notícia muito triste. O Permitido Branco de Centenária foi um vinho extraordinariamente bem recebido pela crítica. Apesar da perda, compensámos o viticultor face à longa ligação que mantém com o nosso projeto, respeitando o nosso compromisso de fairtrade. Já estamos a trabalhar na recuperação, permanecendo vivas as memórias deste vinho e, com elas, a certeza de que iremos escrever novas histórias”, salienta Márcio Lopes.

Apesar deste revés, o verão de 2025 trouxe resultados positivos e confirmações importantes, com altas pontuações de críticos nacionais e internacionais para várias referências do produtor experimentalista. O espírito inovador e a motivação de Márcio Lopes, um dos maiores especialistas portugueses em vinhas velhas, permanecem inalterados.

O reconhecimento mais recente chega pela equipa de James Suckling, com natural destaque para os 95 pontos atribuídos ao Pequenos Rebentos Vinhas Velhas 2023, o Loureiro mais bem pontuado de sempre no ranking do conceituado crítico de vinhos internacional, elaborado a partir de uma vinha plantada em 1989, na sub-região do Cávado.

Outra referência da marca Pequenos Rebentos, esta da sub-região de Monção e Melgaço, atingiu igualmente o patamar dos 95 pontos na escala de classificação de James Suckling: o Viagem ao Princípio do Mundo 2021, um 100% Alvarinho que teve produção limitada a 1000 garrafas.

“Recebemos com enorme satisfação e sentido de responsabilidade o reconhecimento de críticos nacionais e internacionais. Tivemos agora estas pontuações altas dos nossos Vinhos Verdes na escala do James Suckling e em julho, por exemplo, destacaram-se dois do Douro – o Proibido Vinha Velha do Pombal 2022 (96 pontos) e o Proibido Garrafeira 2017 (95 pontos) – nas pontuações da Wine Advocate, de Robert Parker. Temos de manter este nível de exigência e excelência”, conclui Márcio Lopes.

Jornal Comunidades Lusófonas
Ver Também

EXCLUSIVO: “Empreendedoras da Lei”, na senda diplomática da Europa

Empreendedoras da Lei no Harvard Club, Estados Unidos As “Empreendedoras da Lei”, no dia 6 de dezembro de 2025, encabeçada...