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Domingo - 8 Fevereiro 2026

DESTAQUE: Inventores chineses registam a maioria das patentes de IA generativa, diz OMPI

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Domínio Público – Visualização de Inteligência Artificial combinando um esquema do cérebro humano com uma placa de circuito

Das 54 mil invenções desenvolvidas numa década, 25% surgiram em 2023, indicando a rápida expansão da tecnologia; a China lidera o ranking com mais de 38 mil patentes, seis vezes mais do que os EUA, o segundo colocado; a IA generativa já está a espalhar-se por diversos setores, incluindo ciências da vida, manufatura, transporte, segurança e telecomunicações.

Os inventores baseados na China estão a registar o maior número de patentes de inteligência artificial generativa, superando em muito os inventores nos Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Índia, que compõem o resto dos cinco principais centros de desenvolvimento da tecnologia.

O Relatório “Panorama de Patentes de IA Gerativa”, lançado recentemente pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, documenta 54 mil invenções ao nível global no setor de 2003 a 2023, com mais de 25% delas surgindo apenas no ano passado.

Tecnologia que se espalha por diversos setores

Este tipo de tecnologia permite que os usuários criem conteúdo, incluindo texto, imagens, música e códigos de computador, alimentando uma variedade de produtos industriais e de consumo, incluindo chatbots como ChatGPT, Google Gemini ou o Ernie da Baidu.

Entre 2014 e 2023, mais de 38 mil invenções de IA generativa surgiram na China, seis vezes mais do que os EUA, o segundo colocado no ranking. A Índia, que é o quinto maior polo de desenvolvimento da tecnologia, registou a maior taxa média de crescimento anual entre os cinco principais líderes, com 56%.

O relatório revela que a IA generativa já a espalhar-se por diversos setores, incluindo ciências da vida, manufatura, transporte, segurança e telecomunicações.

O diretor-geral da Ompi, Daren Tang, disse que essa é uma “tecnologia revolucionária com o potencial de transformar a maneira como trabalhamos, vivemos e jogamos”.

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Colocar o ser humano no centro

Segundo ele, por meio da análise de tendências e dados de patenteamento, “a Ompi espera dar a todos uma melhor compreensão de onde essa tecnologia em rápida evolução está a ser desenvolvida e para onde está a ir”.

Para Tang, isso pode ajudar os “formuladores” de políticas a moldar o desenvolvimento da IA generativa para o benefício comum da humanidade e garantir que o ser humano esteja “no centro dos ecossistemas criativos e de inovação”.

O estudo aponta que o crescimento do número de patentes IA generativa aumentou oito vezes desde a introdução em 2017 da arquitetura de rede neural profunda por trás dos modelos amplos de linguagem, que se tornaram a base desta tecnologia.

Apesar do rápido crescimento, atualmente, as patentes de IA generativa representam apenas 6% de todas as patentes de inteligência artificial a nível global.

Principais empresas e áreas de inovação

Os 10 principais requerentes de patentes dessa tecnologia são: Tencent, com 2.074 invenções, Ping An Insurance, com 1.564, Baidu com 1.234, Academia Chinesa de Ciências, com 607, IBM, com 601, Alibaba Group, com 571, Samsung Electronics, com 468, Alphabet, com 443, ByteDance, com 418, e Microsoft, com 377.

Os cinco principais polos de inventores são a China, com 38.210 invenções, EUA com 6.276, Coreia do Sul, com 4.155, Japão, com 3.409 e Índia, com 1.350.

Os dados de imagem e vídeo dominam as patentes do IA generativa, com 17.996 invenções, seguidos pelo texto, com 13.494 invenções, e por fala/música, com 13.480 invenções.

Outro ponto revelado pelo relatório é que as patentes de IA generativa usando dados baseados em moléculas, genes e proteínas estão a crescer rapidamente, com 1.494 invenções desde 2014, o que representa um crescimento médio anual de 78% nos últimos cinco anos.

No futuro, esta tecnologia pode ajudar a projetar novas moléculas, acelerando o desenvolvimento de medicamentos.

Também pode automatizar tarefas na gestão e publicação de documentos, e ser cada vez mais usada em sistemas de assistência ao varejo e permitir o design e a otimização de novos produtos, inclusive em sistemas de transporte público e direção autónoma.

Jornal Comunidades Lusófonas
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