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Sexta-feira - 17 Abril 2026

Linha de 600 milhões de euros: Reforço e apoio às empresas com custos energéticos elevados

Destaques

O Governo vai lançar uma linha de apoio de 600 milhões de euros para empresas com forte exposição à evolução dos custos da energia, anunciou o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, na quinta-feira passada, durante a cerimónia que assinalou dois anos de governação.

Operacionalizada pelo Banco Português de Fomento, a linha “Portugal Resiliência Energética” destina-se a financiar empresas por via de crédito cujos custos com energia representem mais de 20% dos custos de produção, permitindo apoiar necessidades de tesouraria e fundo de maneio.

Apresentada pelo Primeiro-Ministro como “mais uma medida de resposta à situação atual”, esta linha foi desenhada para ir ao encontro das necessidades “das empresas significativamente afetadas pela subida dos custos energéticos”.

A nova linha junta-se ao conjunto de medidas adotadas pelo Governo para mitigar o impacto do aumento excecional do preço dos combustíveis provocado pela crise geopolítica no Médio Oriente. Tal como o Primeiro-Ministro afirmou no dia 27 de março, o objetivo do Governo é “intervir e ajustar eventuais medidas consoante a evolução da situação”.

Garantias públicas até 80%

O instrumento “Portugal Resiliência Energética” prevê garantias públicas até 80% para pequenas e médias empresas e 70% para grandes empresas, assegurando melhores condições de acesso ao financiamento.

A medida visa, como sublinhou o Primeiro-Ministro, “reforçar a capacidade das empresas para responder à instabilidade internacional” e proteger “a competitividade, o emprego e a resiliência do tecido produtivo nacional”.

Empresas no centro da estratégia económica

O Primeiro-Ministro enquadrou ainda esta medida numa estratégia mais ampla de valorização do tecido empresarial, defendendo que o crescimento económico assenta na capacidade de criação de riqueza e que o objetivo é “criando riqueza, combater a pobreza”.

Neste contexto, o apoio às empresas é apresentado como essencial para garantir investimento, inovação e emprego, sobretudo num cenário internacional marcado por incerteza e volatilidade.

Dois anos a trabalhar pelo futuro de Portugal – XXV Governo Constitucional. Apoios e medidas para mitigar o aumento dos custos da energia – XXV Governo Constitucional.

Jornal Comunidades Lusófonas
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