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Terça-feira - 13 Janeiro 2026

Nova variante da gripe está a disseminar-se rapidamente e já afeta 30 países

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Quarto num hospital na Europa

OMS afirma que subclado K, identificado em agosto, representa “evolução notável do vírus”; especialista da agência ressalta que vacinação continua a ser a defesa mais eficaz; festas de fim de ano podem trazer aumento ainda maior de doenças respiratórias.

A temporada de gripe no Hemisfério Norte começou mais cedo do que o esperado e está a ser marcada pela rápida disseminação de uma nova variante do vírus da influenza.

Em conversa com jornalistas em Genebra, a chefe da Unidade de Ameaças Respiratórias da Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que a agência acompanha com atenção “o surgimento e rápida expansão de um novo subclado do vírus AH3N2”.

“Evolução notável do vírus”

Wenqing Zhang explicou que a nova variante, denominada J.2.4.1 ou subclado K, foi observada pela primeira vez em agosto na Austrália e Nova Zelândia e, desde então, foi detetada em mais de 30 países.

Ela ressaltou que os dados epidemiológicos atuais não indicam um aumento na gravidade da doença, embora “essa mudança genética represente uma evolução notável do vírus”.

A especialista enfatizou que a vacinação continua a ser a “defesa mais eficaz”. Os vírus da gripe estão em constante evolução e é por isso que a composição da vacina é atualizada regularmente.

Zhang disse que a OMS monitoriza essas mudanças, avalia os riscos associados à saúde pública e faz recomendações sobre a composição da vacina duas vezes por ano. Tudo isso é feito por meio do Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza, Gisrs, em colaboração com especialistas globais.

Opas/OMS/Karina Zambrana – Uma mulher recebe uma vacina contra a gripe no norte do Brasil
Incerteza sobre participação dos EUA em esforços da vigilância

Quando questionada sobre a permanência dos Estados Unidos nessa rede, ela disse que é muito importante que todos os países participem da vigilância, preparação e resposta à gripe e outros vírus respiratórios, “porque não se sabe qual será a próxima cepa pandémica, nem quando ou onde surgirá”.

A especialista afirmou que o tempo entre o surgimento do vírus, a sua deteção, caracterização e o desenvolvimento de vacinas “faz muita diferença em relação ao número de vidas que podem ser salvas”.

Em janeiro de 2025, os Estados Unidos anunciaram que vão sair da OMS, uma decisão com efeito a partir de 22 de janeiro de 2026, que gera incertezas sobre a participação do país em diversas iniciativas.

A rede do Gisrs foi criada em 1952 e inclui centros de controlo da gripe em 130 países, além de uma dúzia de laboratórios de referência.

Riscos nas festas de fim de ano

A nova variante não faz parte da composição das vacinas mais recentes produzidas para a temporada de gripe no Hemisfério Norte.

Mas a especialista explicou que as primeiras evidências sugerem que os imunizados sazonais atuais “continuam a oferecer proteção contra doenças graves e a reduzir o risco de hospitalização”.

Zhang alertou que o período de festas de fim de ano pode trazer um aumento ainda maior de doenças respiratórias. Ela recomendou o planeamento antecipado e os esforços de preparação, incluindo o incentivo à vacinação e o fortalecimento da capacidade do sistema de saúde

A OMS estima que ocorram cerca de um bilhão de casos de gripe sazonal anualmente, incluindo até cinco milhões de casos de doenças respiratórias graves, que causam até 650 mil mortes por ano. 

Jornal Comunidades Lusófonas
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