Comemorou-se no dia 9 de abril de 2026, os 108 anos da Batalha de La Lyz, e o Jornal Comunidades Lusófonas entrevistou o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo a propósito desta efeméride no cemitério militar português de Richebourg, no Norte de França. Também esteve presente a Ministra Adjunta das Forças Armadas francesas e outras figuras de destaque de Portugal e França.
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Questionado sobre o que significa comemorar a presença dos militares portugueses há um século em França, Nuno Melo revelou que “significa comemorar a essência da pátria portuguesa.” Milhares de jovens na Primeira Guerra Mundial morreram em França, saíram das suas terras, de Portugal inteiro e morreram pela liberdade e pela paz por Portugal.

“Não podemos deixar que sejam esquecidos duas vezes, esquecidos porque morreram e esquecidos porque não comemoramos o seu sacrifício e é nessa condição que Portugal se faz representar. Fazemos honrando estes militares e neles honrando a pátria portuguesa”, enfatiza o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

Como ex-Eurodeputado, estava à espera desta ligação tão forte entre a comunidade portuguesa e francesa, nomeadamente ao nível das entidades oficiais. Foi Eurodeputado durante 14 anos, em Bruxelas, mas percorreu a Europa e a comunidade portuguesa em França, que é das mais significativas, expressivas, com uma forte ligação a Portugal e profundamente integrada também na sociedade francesa.

“É uma maravilha quando testemunhamos a forma sentida com que comparecem nestas e noutras iniciativas, porque nesta em concreto, estão as suas referências, o seu país, em certa medida uma saudade, mas também permite que através deles os que cá estão sejam acarinhados e nos cemitérios que são preservados impecavelmente, nas cerimónias que vão ocorrendo. Este é um momento muito impressionante para mim pessoalmente enquanto Ministro e que guardarei seguramente para sempre.”

O nível de prontidão das Forças Armadas Portuguesas atualmente se calhar não permitia tão grande número de baixas numa intervenção no exterior como há um século.
Portugal está a fazer nas Forças Armadas um grande investimento, talvez o maior investimento conjugado em democracia, em todos os domínios, terra, mar, ar, espaço, ciberespaço, para que estejam preparadas no cumprimento de todas as missões em Portugal e fora, militares e de natureza civil, revela o Ministro da Defesa Nacional Nuno Melo.
Referindo também que “é isso que se espera dos militares, que nas recentes intempéries, ventos ciclónicos seguidos de cheias, estiveram no terreno, com militares numa razão de milhares”.
Estiveram todos os dias entre 1000 e 3000 homens com equipamentos a fazerem tudo o que lhes foi pedido, limpando caminhos, resgatando pessoas que estavam isoladas, reparando telhados, estabelecendo energia elétrica, comunicações. “Foram impressionantes e não é à toa que o último barómetro expressa que 78% dos portugueses consideram que os militares não só foram indispensáveis como foram notáveis neste esforço.
“E é por isso que estes investimentos têm que acontecer” adianta o Ministro. E as Forças Armadas estão preparadas para todos os cenários, “sendo que o cenário que desejam sempre é da paz”, conclui o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.




