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Segunda-feira - 24 Junho 2024

O centenário do IPO Lisboa, marca pontos na Europa no tratamento e estudo do cancro

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O Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, foi criado a 29 de dezembro de 1923, fazendo 100 anos de existência. É uma referência europeia na prestação de cuidados a doentes oncológicos e no estudo e tratamento do cancro. Foi fundado em 1923 pelo médico cirurgião que desde 1965 lhe dá nome.

Francisco Gentil percebeu muito cedo que o estudo do cancro e uma assistência cuidada, personalizada e de elevada qualidade aos doentes oncológicos implicavam uma organização independente, uma enfermagem eficiente e um exigente nível científico. Por isso, impulsionou a criação do à data designado Instituto Português para o Estudo do Cancro – nome que teve até 1930 -, com sede provisória no Hospital de Santa Marta, em Lisboa.

Por proposta do fundador, o IPO esteve desde a sua criação ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, tendo como objetivos a investigação, o ensino e a assistência a doentes com cancro, objetivos pioneiros que só 60 anos mais tarde seriam consagrados pela União Internacional Contra o Cancro e a Organização Mundial da Saúde.

“Esta data é um motivo de alegria, mas é também um motivo de muita responsabilidade”, afirma Eva Falcão, Presidente do Conselho de Administração do IPO Lisboa. “Continuar a manter o prestígio, a atuação pioneira do IPO e a vanguarda do melhor tratamento possível é, de facto, um desafio permanente”.

Nos últimos cem anos, mudaram (cresceram) “as instalações físicas, mudaram os medicamentos e as soluções terapêuticas – e hoje, felizmente, podemos apresentar a cura para alguns cancros. Mudou a sociedade e o país, mas não muda o papel de referência que o IPO tem, uma instituição nacional que todos acarinham, reconhecem e que tem muito prestígio nacional e internacionalmente”, acrescenta a presidente.

“A celebração não pode deixar de ter em conta os trabalhadores do IPO”, atestou Eva Falcão. Numa homenagem aos seus funcionários, o IPO inaugura um mural com as fotografias dos “mais de seis mil rostos que fizeram, fazem e continuam a fazer o IPO de Lisboa, esperemos que com alegria e um sentido de missão e de serviço público”.

O mural foi descerrado, num pequeno evento “mais intimista e voltado para dentro”, que contou com a presença do Ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

Mas as celebrações do centenário não se encerram aqui. O IPO vai promover, entre 5 a 7 de janeiro de 2024, uma mostra de cinema no Cinema São Jorge, “porque achamos que é uma linguagem que nos envolve a todos e uma boa maneira de comemorar a instituição”, explicou a Presidente do Conselho de Administração. Com organização conjunta do Instituto e do IndieLisboa, serão apresentados seis filmes, de várias épocas e géneros, que retratam perspetivas diferentes sobre como lidamos com o corpo e com o cancro.

Para o ano que agora começa, 2024 está também previsto o lançamento do livro “O Essencial sobre o IPO Lisboa”, que dará a conhecer mais sobre a história e o papel de referência da instituição. Também associada à celebração do centenário, aconteceu a 17 de novembro a Corrida São Silvestre El Corte Inglés, a favor do IPO Lisboa, com parte das receitas (no total, 8 mil euros) a reverter para o Instituto.

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