21.9 C
Vila Nova de Gaia
Domingo - 12 Julho 2026
No menu items!

O Futuro da Retrospetiva – Revolucionário Cravinho de Natal

Destaques

Uma Hora de Esperança

Creio que o Título soa estranho entre o Mundo da Ciência e dos Contos de Infância. Porém, a Época de Advento aos Reis apresenta um verdadeiro Crossover de Cruzamentos de Temas, que de forma metafórica desenham a Mítica e Misteriosa Estrela de Belém. Ao longo das últimas Semanas contei e descrevi a Origem de Tradições, que resultaram do modesto e solene Acontecimento no Estábulo de Belém. Contemplar o Presépio é entrar no Mundo de Natal com todas as suas Facetas: do Milagre à Realidade, do Menino Jesus ao Pai Natal, dos Reis Magos ao Pequeno Tambor, da História aos Contos, da Mensagem Natalícia às Tradições etc. Facetas que também integram muitas vezes uma Nuance de Mistério e Segredo, que não se conseguem desvendar, somente interpretar. Uma Singularidade é a seguinte Expressão:

“Zwischen den Jahren” = “Entre os Anos” = „Between the Years“

Uma Expressão conhecida, mas seu Significado nem sempre presente. A Definição recua até ao Tempo Medieval e Romano, quando ainda não existia uma Data certa para o Princípio do Ano. Algo que hoje desconhecemos. Acontece, que a Data para o Princípio do Ano Novo não foi sempre unânime. No Império Romano somente 153 antes Cristo é que o Ano Novo começou a ser celebrado a 1 de Janeiro. Data, que apresenta sua Origem no Ato Solene, quando os Cônsules de Roma tomavam Posse. Porém, 45 antes Cristo Júlio César com a Introdução do Calendário Juliano consolidou o dia 1 de Janeiro como Data de Ano Novo. A Razão para a Escolha de Janeiro resulta da Homenagem ao Deus Janus. Uma Divindade com duas Faces, que simbolizam o Olhar para o Passado e Futuro. No entanto a “Discussão” não parou. A Igreja Cristã procurou consolidar o Dia de Natal ou o Dia de Epifania (Dia de Reis) como o Início do Ano. Somente em 1691 é que o Papa Inocêncio XII (1615 -1700) oficializou a Data no Calendário Gregoriano.

Acontece que o longo Tempo de Desalinho, assim como os diferentes Calendários deram Origem à acima citada Expressão, porque existia um Mítico Espaço entre o Fim do Ano e o Princípio do Novo, que influenciou a Visão da Existência das Misteriosas 12 Noites / do Mistério dos 12 Dias de Natal, que simbolizam os 12 Meses do Ano: Define o Tempo entre Natal e Dia de Reis. Hoje em Dia mais entre Natal e Ano Novo. Também conhecidas como as “Noites Místicas ou Sombrias”.

Porém – uma Época, que talvez até seja mais conhecida do que se pensa, dada a Natalícia Canção “Twelve Days of Christmas”. A Publicação do Texto aconteceu em 1780 na Inglaterra por intermédio de Rimas para um Livro Infantil. No entanto presume-se que é mais antigo e de Origem Francesa. Referente ao Conteúdo existe uma Interpretação, que conjuga as Prendas com uma Comparação de Filosofia de Catecismo – por Exemplo: 3 Virtudes, 4 Evangelhos, 10 Mandamentos etc.. Seria um Código Secreto para ensinar aos mais Jovens a Fé durante as Perseguições Religiosas dos Católicos Ingleses (Séculos XVI-XVII).

Cada Dia é especial e ao mesmo tempo misterioso, porque a Incerteza entre Passado e Futuro revela-se enigmática. É um Tempo de Contemplação e Meditação / Introspeção sobre o que se viveu e o que se espera do Amanhã. Por conseguinte é uma Viagem entre Magia e Realidade.

Momento para realçar a Razão do escolhido Poema. Soa como um Conto de Infância. Acontece, que descreve o Destino da História. Entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975 Portugal encontrava-se no contexto do PREC – Processo Revolucionário Em Curso. Tempo que começou com o Fim da Ditadura ao conquistar a Liberdade e culminou na Construção de um Novo Fado para Terras Lusitanas: da Revolução dos Cravos à Consolidação da Estabilidade Democrática Parlamentar, por intermédio de uma Intervenção Militar das Forças Moderadas, que terminaram com o PREC e construíram o Caminho para a Constituição de 1976. Natal de 1974 foi o Momento quando se colocou um Cravo de Natal na Árvore como Símbolo de uma Nova Era. O Contemplar da Situação na Expetativa, que o Cravo da Revolução não perca o Valor, mas sim conte a Sua História ao Mundo. Uma Narrativa digna de Recordação – para sempre. Escrever para Novas Gerações conseguirem ler sobre a Coragem dos Jovens Capitães. Por fim – colocar as escritas Folhas da Retrospetiva na Misteriosa Arca Musical.

Suaves 12 Dias de Natal

1974 – Natal em Portugal

Solene Natal é Poesia –

Oração com Melodia:

Peregrinei do Minho aos Açores.

Também fui à Ilha das Flores.

A Ditadura acabou.

A Liberdade se conquistou.

Um Ramo de Cravos floriu.

A luminosa Árvore luziu.

Noite de Natal bater de meu Coração:

Cumprir Promessa com Dedicação.

Cada Cravo com um Laço Encarnado enfeitei.

Em cada Árvore de Natal a Recordação deixei.

Deus Senhor ouve minha Prece.

Saudade de uma Nova Era oferece.

Ilumina o Natalício Caminho.

Um Cravo ofereço a Deus Menino.

No Presépio luminoso Berço.

Com Esperança rezo o Terço.

Aos Capitães de Abril agradecer.

Coragem –

Não deixou a Revolução se render.

Saudade escreveu seu Fado.

A Vida ofereceu Cravo Encarnado.

Na Árvore de Natal Flor da Revolução.

Liberdade –

Ouve o bater de meu Coração.

25 de Abril canta seu Fado:

História do Cravinho Encarnado.

Na escura Noite da Ditadura.

A Coragem começou uma Aventura.

Cavaleiros, Heróis e Guardiães –

Espingarda com Cravo –

para sempre Nossos Capitães.

FIM

Isalita Pereira

Historiadora

Secreta Poeta

Isalita Pereira
Ver Também

Mundial 2026: O fim está à espreita, Inglaterra já está nas meias-finais

Um jogo ao estilo de sua Majestade, Jude Bellingham marca a sentença com dois golos contra um, aos estreantes...