No menu items!
15 C
Vila Nova de Gaia
Quarta-feira - 22 Abril 2026

O Ponteiro não pára – O Solitário Piano – A Misteriosa Biblioteca (3. Parte)

Destaques

Hora de Esperança – A Emigração do Espírito da Cultura

Existe um Relógio que iniciou o bater das Horas, quando o Universo começou. É o designado Relógio da Vida. Seus Ponteiros começaram a andar e até hoje jamais pararam. O Tempo passa e leva tudo. Tudo? Definição que precisa de um Pensar cauteloso. Outrora era mais difícil preservar o Passado para o Futuro. Hoje em dia com as Novas Tecnologias os Arquivos da História precisam de ser cada vez mais sofisticados para guardar a História da Humanidade. Quanto mais fácil é a Divulgação da Vida e do Mundo, mais Memórias existem para recordar, assim como Métodos para proteger o adquirido Saber, a fim de assegurar a Sobrevivência dos Conteúdos para futuras Gerações.

Bibliotecas, Museus e Grandes Palcos das Nações representam o Espelho da Emigração da Cultura. Existe uma Canção com o Título “Ein Lied geht um die Welt” – “Uma Canção dá a Volta ao Mundo”, que o Tenor Joseph Schmidt (1904 – 1942) cantou. Um pequeno Extrato da Letra é determinante:

„Fliegt auch die Zeit, (“Mesmo que o Tempo voa,)

Das Lied bleibt in Ewigkeit.“ (A Canção fica para a Eternidade.”)

Nem tudo se perde no Tempo ou desliza para o Esquecimento, mas sim subsiste para sempre na História das Recordações. Os citados Lugares representam a Grandeza do Mundo em Miniatura. Letras, Notas Musicais e Pinturas contam como começaram suas Viagens de Digressão, que se transformaram de Visitas para Residentes Permanentes. Sem a Divulgação a nível mundial toda a Cultura permanecia fechada nas Limitações Fronteiriças Nacionais. O Espírito Internacional não existia e a Evolução da Humanidade seria bem diferente. Multicultural – Cosmopolita, fascinantes Palavras que entrelaçam o Globo e criam Novos Mundos. Mundos que convidam construir uma Janela para além da própria Identidade Nacional. É o Partilhar do Saber entre Mentes e Memórias repletas de curiosa Ambição por mais Sabedoria e Novos Caminhos a nível global.

Novos Caminhos – Palavra-Chave no Conto da Misteriosa Biblioteca, que convida a Nossa Heroína desejar descobrir os Segredos da Literatura, Música e Pintura, que mesmo no Esquecimento deixaram na História a Pegada dos Mistérios da Vida.

Uma Serenata doce e elegante entoava.

Porém –

O seu Fado Chorava?

Charles Dickens –

Contemplando minha fiel Companhia,

com um Olhar repleto de Harmonia,

vivendo uma estranha Fantasia,

desejava conhecer Nova Magia.

Para diferente Dimensão entrei.

Os suaves Sons escutei.

Sem esperar –

Um Candelabro a iluminar:

Majestoso Piano de Cauda a brilhar.

O inesquecível Mozart a tocar:

Pequena Serenata Noturna.

Sua Aura –

Um Xaile de Guarda-Noturna.

À minha volta olhei.

O Mundo da Música encontrei.

As Grandes Celebridades da História,

que escreveram e tocaram com Glória.

De Clara Schumann, a Menina-Prodígio

Até Niccolò Paganini – do Mistério um Elígio.

De Albéniz a Zelter – o ABC completo.

Uma Noite que levantou o Véu do Secreto.

O Espaço parecia coberto de Notas Musicais.

Um metafórico Jardim de Obras como Roseirais.

Quando o excecional Mozart a última Nota tocou.

O Concerto não terminou.

Na Escuridão a Música Instrumentos desvendou:

Da Flauta Piccolo à Sonhadora Harpa encantou.

O Piano no meio de uma Orquestra brilhou.

Das Grandes Obras da Música “contou”.

No fim um Concerto triunfante.

Ver o Rei dos Instrumentos era emocionante.

Um pequeno suspiro de Tristeza –

No meio de ilustre Beleza?

Dirigi a Palavra com Suavidade

e apresentei Votos de Felicidade.

Uma Nota como Lágrima ouvi.

Profunda Solidão vi.

“Os Grandes Palcos do Mundo conheci.

O Universo da Música percorri.

Era aplaudido –

e estimado.

Porém –

Uma desesperada Hora chegou.

Meu Triunfo acabou.

O Tempo minha “Juventude” levou.

Meu Saber? – No Silêncio ficou.

Um Dia na presente Biblioteca acordei.

Os meus Palcos – para sempre deixei.

De vez em quando um Concerto se realiza –

Oh, meu sofrimento eterniza.”

Palavra de Conforto procurei.

Porque seu triste Coração encontrei.

No entanto – algo importante recordei:

“Ofereceste inesquecíveis Momentos.

A Recordação fica para todos os Tempos.

Quem outrora no Palco te viu –

Jamais esquece a Beleza Musical que ouviu.

Tocaste nos Corações –

Para sempre – na Memória das Nações.”

Uma Nota mais alegre entoou –

No Tempo voou.

As Folhas guardadas deixei.

A Hora era do Piano. – Constatei.

Com Saudade me despedi –

Quando um quase conhecido Quadro vi.

Um Músico ao Piano sentado.

Às Pautas dedicado.

Caneta Pena sobre as Folhas a voar.

Sua Obra a tocar.

Pensativa fiquei.

Semelhantes Quadros recordei:

Na Esfera da Pintura –

Perante Tela sem Assinatura.

O Jovem Pintor concentrado

Com Ar triste e cansado.

Seu Talento apresentava.

Mas seu Nome –

A Fama não mencionava.

Meu Pensar saltou.

Regressou à Sala da Literatura.

À Luz da Vela uma pequena Figura.

A escrever com Dedicação.

O Tempo parecia seu Guardião.

Minha Mente compreendeu.

Meu Coração entristeceu.

Ouvi Charles Dickens a contar:

“No Tempo esquecidos –

Para sempre Perdidos.

Talentos que nasceram.

Mas na Vida perderam.

Suas Obras não triunfaram.

A Sorte não conheceram.

Minha Menina –

Esta Noite conheça Sua Sina.

Folhas escondidas.

Mas não para sempre esquecidas.

O Sonho não é viver.

Em Vida precisa de vencer.

Seu Talento não esconder.

Tenha Coragem! – Para crer.”

Seu Braço me ofereceu.

A Misteriosa Noite me convenceu.

O Segredo da Vida revelou.

Até ao Princípio da “Viagem” me acompanhou.

Estava a amanhecer.

A Magia a desaparecer.

As Personalidades acenaram.

Muita Sorte desejaram.

Um Quadro se pintou com Fantasia –

Histórico Sonho de uma Noite de Magia.

No Ar ouvi “Hino à Alegria”.

Beethoven e Schiller – Música e Poesia.

Com Melancolia me despedi.

Com Confiança prometi:

“A Recordação hei de escrever.

Para Misteriosa Biblioteca viver.”

Com um Som abafado acordei.

O Livro no Chão avistei.

Para a Janela olhei.

A Paisagem de Branco verifiquei.

Sem demora decidi.

O Conto da Misteriosa Biblioteca escrevi.

Quando a mais Solene Noite do Ano chegou.

Uma desconhecida Melodia entoou.

…….

Para continuar.

Isalita Pereira

Secreta Poeta

Autoria da Fotografia A. Carvalho

Isalita Pereira
Ver Também

Nuno Melo nas comemorações dos 108 anos da Batalha de La Lyz

Comemorou-se no dia 9 de abril de 2026, os 108 anos da Batalha de La Lyz, e o Jornal...