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Terça-feira - 13 Janeiro 2026

O Ponteiro não pára – O Solitário Piano – A Misteriosa Biblioteca (3. Parte)

Destaques

Hora de Esperança – A Emigração do Espírito da Cultura

Existe um Relógio que iniciou o bater das Horas, quando o Universo começou. É o designado Relógio da Vida. Seus Ponteiros começaram a andar e até hoje jamais pararam. O Tempo passa e leva tudo. Tudo? Definição que precisa de um Pensar cauteloso. Outrora era mais difícil preservar o Passado para o Futuro. Hoje em dia com as Novas Tecnologias os Arquivos da História precisam de ser cada vez mais sofisticados para guardar a História da Humanidade. Quanto mais fácil é a Divulgação da Vida e do Mundo, mais Memórias existem para recordar, assim como Métodos para proteger o adquirido Saber, a fim de assegurar a Sobrevivência dos Conteúdos para futuras Gerações.

Bibliotecas, Museus e Grandes Palcos das Nações representam o Espelho da Emigração da Cultura. Existe uma Canção com o Título “Ein Lied geht um die Welt” – “Uma Canção dá a Volta ao Mundo”, que o Tenor Joseph Schmidt (1904 – 1942) cantou. Um pequeno Extrato da Letra é determinante:

„Fliegt auch die Zeit, (“Mesmo que o Tempo voa,)

Das Lied bleibt in Ewigkeit.“ (A Canção fica para a Eternidade.”)

Nem tudo se perde no Tempo ou desliza para o Esquecimento, mas sim subsiste para sempre na História das Recordações. Os citados Lugares representam a Grandeza do Mundo em Miniatura. Letras, Notas Musicais e Pinturas contam como começaram suas Viagens de Digressão, que se transformaram de Visitas para Residentes Permanentes. Sem a Divulgação a nível mundial toda a Cultura permanecia fechada nas Limitações Fronteiriças Nacionais. O Espírito Internacional não existia e a Evolução da Humanidade seria bem diferente. Multicultural – Cosmopolita, fascinantes Palavras que entrelaçam o Globo e criam Novos Mundos. Mundos que convidam construir uma Janela para além da própria Identidade Nacional. É o Partilhar do Saber entre Mentes e Memórias repletas de curiosa Ambição por mais Sabedoria e Novos Caminhos a nível global.

Novos Caminhos – Palavra-Chave no Conto da Misteriosa Biblioteca, que convida a Nossa Heroína desejar descobrir os Segredos da Literatura, Música e Pintura, que mesmo no Esquecimento deixaram na História a Pegada dos Mistérios da Vida.

Uma Serenata doce e elegante entoava.

Porém –

O seu Fado Chorava?

Charles Dickens –

Contemplando minha fiel Companhia,

com um Olhar repleto de Harmonia,

vivendo uma estranha Fantasia,

desejava conhecer Nova Magia.

Para diferente Dimensão entrei.

Os suaves Sons escutei.

Sem esperar –

Um Candelabro a iluminar:

Majestoso Piano de Cauda a brilhar.

O inesquecível Mozart a tocar:

Pequena Serenata Noturna.

Sua Aura –

Um Xaile de Guarda-Noturna.

À minha volta olhei.

O Mundo da Música encontrei.

As Grandes Celebridades da História,

que escreveram e tocaram com Glória.

De Clara Schumann, a Menina-Prodígio

Até Niccolò Paganini – do Mistério um Elígio.

De Albéniz a Zelter – o ABC completo.

Uma Noite que levantou o Véu do Secreto.

O Espaço parecia coberto de Notas Musicais.

Um metafórico Jardim de Obras como Roseirais.

Quando o excecional Mozart a última Nota tocou.

O Concerto não terminou.

Na Escuridão a Música Instrumentos desvendou:

Da Flauta Piccolo à Sonhadora Harpa encantou.

O Piano no meio de uma Orquestra brilhou.

Das Grandes Obras da Música “contou”.

No fim um Concerto triunfante.

Ver o Rei dos Instrumentos era emocionante.

Um pequeno suspiro de Tristeza –

No meio de ilustre Beleza?

Dirigi a Palavra com Suavidade

e apresentei Votos de Felicidade.

Uma Nota como Lágrima ouvi.

Profunda Solidão vi.

“Os Grandes Palcos do Mundo conheci.

O Universo da Música percorri.

Era aplaudido –

e estimado.

Porém –

Uma desesperada Hora chegou.

Meu Triunfo acabou.

O Tempo minha “Juventude” levou.

Meu Saber? – No Silêncio ficou.

Um Dia na presente Biblioteca acordei.

Os meus Palcos – para sempre deixei.

De vez em quando um Concerto se realiza –

Oh, meu sofrimento eterniza.”

Palavra de Conforto procurei.

Porque seu triste Coração encontrei.

No entanto – algo importante recordei:

“Ofereceste inesquecíveis Momentos.

A Recordação fica para todos os Tempos.

Quem outrora no Palco te viu –

Jamais esquece a Beleza Musical que ouviu.

Tocaste nos Corações –

Para sempre – na Memória das Nações.”

Uma Nota mais alegre entoou –

No Tempo voou.

As Folhas guardadas deixei.

A Hora era do Piano. – Constatei.

Com Saudade me despedi –

Quando um quase conhecido Quadro vi.

Um Músico ao Piano sentado.

Às Pautas dedicado.

Caneta Pena sobre as Folhas a voar.

Sua Obra a tocar.

Pensativa fiquei.

Semelhantes Quadros recordei:

Na Esfera da Pintura –

Perante Tela sem Assinatura.

O Jovem Pintor concentrado

Com Ar triste e cansado.

Seu Talento apresentava.

Mas seu Nome –

A Fama não mencionava.

Meu Pensar saltou.

Regressou à Sala da Literatura.

À Luz da Vela uma pequena Figura.

A escrever com Dedicação.

O Tempo parecia seu Guardião.

Minha Mente compreendeu.

Meu Coração entristeceu.

Ouvi Charles Dickens a contar:

“No Tempo esquecidos –

Para sempre Perdidos.

Talentos que nasceram.

Mas na Vida perderam.

Suas Obras não triunfaram.

A Sorte não conheceram.

Minha Menina –

Esta Noite conheça Sua Sina.

Folhas escondidas.

Mas não para sempre esquecidas.

O Sonho não é viver.

Em Vida precisa de vencer.

Seu Talento não esconder.

Tenha Coragem! – Para crer.”

Seu Braço me ofereceu.

A Misteriosa Noite me convenceu.

O Segredo da Vida revelou.

Até ao Princípio da “Viagem” me acompanhou.

Estava a amanhecer.

A Magia a desaparecer.

As Personalidades acenaram.

Muita Sorte desejaram.

Um Quadro se pintou com Fantasia –

Histórico Sonho de uma Noite de Magia.

No Ar ouvi “Hino à Alegria”.

Beethoven e Schiller – Música e Poesia.

Com Melancolia me despedi.

Com Confiança prometi:

“A Recordação hei de escrever.

Para Misteriosa Biblioteca viver.”

Com um Som abafado acordei.

O Livro no Chão avistei.

Para a Janela olhei.

A Paisagem de Branco verifiquei.

Sem demora decidi.

O Conto da Misteriosa Biblioteca escrevi.

Quando a mais Solene Noite do Ano chegou.

Uma desconhecida Melodia entoou.

…….

Para continuar.

Isalita Pereira

Secreta Poeta

Autoria da Fotografia A. Carvalho

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