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Quarta-feira - 22 Maio 2024

ONU: Ataque em Rafah “pode causar massacre”, alerta agência humanitária

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© WHO – Crianças do lado de fora de seu abrigo temporário em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

Escritório de Assuntos Humanitários apontou para a possibilidade de alto número de mortes na cidade do sul da Faixa de Gaza se ocorrer uma operação militar israelita; planos de contingência foram feitos pela OMS, mas não seriam suficientes; situação humanitária já precária pode piorar ainda mais, afetando acesso a alimentos e saúde.

Uma operação militar israelita em Rafah, cidade do sul da Faixa de Gaza que abriga muitos refugiados, “poderia causar um massacre” e prejudicar o trabalho humanitário no enclave. O alerta foi feito pelo Escritório de Assuntos Humanitários da ONU, OCHA, na sexta-feira.

O porta-voz do Ocha, Jens Laerke, afirmou em conferência de imprensa na sede da ONU em Genebra que “qualquer operação terrestre significaria mais sofrimento e morte” para os 1,2 milhão de palestinianos deslocados que se encontram abrigados no local.

Planos de emergência

Preocupada com uma incursão militar em grande escala, a Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que foram feitos planos de contingência, mas eles não serão suficientes para evitar o agravamento da situação humanitária em Gaza.

O representante da OMS no Território Palestiniano Ocupado, Rik Peeperkorn, afirmou que o plano funciona como um “curativo” e não evitará a “mortalidade e a morbidade adicionais substanciais causados por uma operação militar”.

Falando de Jerusalém, o médico da OMS alertou que uma operação militar provocaria uma nova onda de deslocamento, mais sobrelotação, menos acesso a alimentos essenciais, água e saneamento e mais surtos de doenças.

Acesso humanitário

Observou que piora a situação de segurança também poderá impedir seriamente o movimento de alimentos, água e suprimentos médicos para Gaza através dos pontos de fronteira.

Apesar de “uma ligeira melhora” na disponibilidade e na diversidade de alimentos em Gaza nas últimas semanas, Peeperkorn negou qualquer sugestão de que a ameaça iminente de desnutrição aguda tenha diminuído para os mais vulneráveis do enclave.

Ele explicou que os efeitos serão vistos nos próximos anos, observando que 30 crianças já morreram devido a doenças ligadas à desnutrição.

Situação dos hospitais

Depois de quase sete meses de bombardeamentos israelitas, provocados pelos ataques terroristas liderados pelo Hamas no sul de Israel em 7 de outubro, apenas 12 dos 36 hospitais de Gaza e 22 das 88 instalações de saúde primária do enclave estão “parcialmente funcionais”.

A agência da ONU revelou que entre eles está o Hospital Najjar, em Rafah, que oferece tratamento de diálise a centenas de pessoas.

O líder da equipa da OMS em Gaza, Ahmed Dahir, afirmou que o sistema de saúde “mal está sobrevivendo”, assim, se houver alguma operação, a população e os enfermos não poderão ter acesso a esses hospitais, o que pode causar uma “catástrofe”.

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