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Quarta-feira - 13 Maio 2026

ONU pede retomar das negociações para acabar com crise no Médio Oriente

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ONU – O secretário-geral António Guterres faz um pronunciamento a jornalistas sobre a situação no Médio Oriente.

Secretário-geral, António Guterres, disse aos jornalistas que é “altamente provável” que EUA e Irão reiniciem diálogo; pediu extensão do cessar-fogo e liberdade de navegação, inclusive no Estreito de Ormuz; segundo ele, encontro diplomático entre Israel e Líbano é oportunidade para mudança de postura.

O secretário-geral da ONU declarou, nesta terça-feira, que o respeito pelo direito internacional está sendo “pisoteado” ao redor do mundo, especialmente no Médio Oriente.

António Guterres falou aos jornalistas em Nova Iorque, e lamentou o ignorar de regras sobre o uso da força, com as obrigações humanitárias e com a proteção de civis.

Retomar do diálogo é “altamente provável”

Respondendo a uma pergunta, António Guterres disse que é “altamente provável” que o diálogo entre Estados Unidos e Irão seja reiniciado nos próximos dias. 

Pediu um compromisso renovado com as leis internacionais para evitar que “a instabilidade se alastre, a desconfiança se aprofunde e os conflitos saiam do controle”.

Imagem de satélite do Estreito de Ormuz.

Referindo-se à guerra no Oriente Médio, Guterres enfatizou que não existe solução militar para esta crise e pediu a retomada de negociações sérias.

Ele ressaltou que “acordos de paz exigem engajamento persistente e vontade política”. Guterres pediu ainda que o cessar-fogo seja preservado e estendido conforme necessário.

O chefe das Nações Unidas afirmou que os direitos e liberdades internacionais de navegação, inclusive no Estreito de Ormuz, devem ser respeitados por todas as partes.

Respeito ao direito internacional “não é opcional”

Esta semana, ele viajará aos Países Baixos, Holanda, para celebrar o octogésimo aniversário da Ribunal Internacional de Justiça, TIJ, o principal órgão judicial das Nações Unidas.

Segundo Guterres, participar da celebração significa “enviar a mensagem inequívoca” de que o direito internacional se aplica a todos os Estados, sem exceção, e de que o respeito às suas normas “não é opcional”.

O secretário-geral enfatizou que as Nações Unidas apoiam firmemente as instituições e os princípios concebidos para proteger a paz, a justiça, a soberania e a dignidade humana.

Desestabilização no Líbano

Ainda nesta terça-feira, Israel e Líbano realizam um encontro diplomático em Washington, capital americana, na tentativa de encontrar uma solução para o conflito iniciado em março entre o grupo libanês Hezbollah e o Exército israelita.

Guterres disse que o encontro pode ser uma oportunidade para criar uma mudança de postura em ambos os lados. 

Segundo ele, “o Hezbollah e Israel tem contribuído mutuamente para desestabilizar o governo libanês”, pois as ocupações israelita servem de pretexto para o armamento do Hezbollah e os ataques do grupo libanês servem de pretexto para operações massivas de Israel. 

O líder da ONU lembrou que o governo libanês está comprometido com a integridade territorial do país e com o monopólio do uso da força, o que implica o desarmamento do Hezbollah. 

Para ele, é hora de Israel e Líbano trabalharem juntos para que o país árabe deixe de ser vítima de uma “conjugação negativa” de ações militares. 

Visita na Arábia Saudita

Também nesta terça-feira, o enviado pessoal do secretário-geral para o Conflito no Médio Oriente, Jean Arnault, chegou na Arábia Saudita, como parte dos esforços diplomáticos para abordar a instabilidade regional.

Unicef/Fouad Choufany – Cenas do bairro de Basta, em Beirute, mostram destruição generalizada após uma das maiores ondas de ataques aéreos israelitas em todo o Líbano.

Durante a visita, Arnault pretende interagir com altos funcionários sauditas para entender como o conflito está a impactar o país e como a ONU pode apoiar os esforços regionais pela paz.

*Felipe de Carvalho é redator da ONU News.

Jornal Comunidades Lusófonas
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