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Sexta-feira - 1 Março 2024

PARSUK: “Não são bolsas milionárias, mas são bons apoios para quem quer vir para o Reino Unido fazer investigação e progredir estudos”

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A Associação Portuguesa de Graduados no Reino Unido (PARSUK) faz a diferença na hora de investigação e não só. Diogo Martins, é médico de Saúde Pública, é Presidente da PARSUK, mas, trabalha a tempo inteiro na Wellcome Trust, é a maior Fundação de investigação do Reino Unido, “combina a Gulbenkian, Champalimaud, e a FCT todas juntas”, salienta o Presidente. Só para se ter noção da grandiosidade deste organismo.

A PARSUK é a Associação dos Portugueses Graduados no Reino Unido, e já conta com 15 anos. Foi um organismo criado por um grupo de amigos, e de amigas, que na altura estavam a fazer investigação em Oxford, Cambridge, e surgiu à volta duma conferência LUSO, “que era o nosso encontro anual, na qual começou a PARSUK”.

São portugueses graduados que estão a fazer investigação, ou mestrados ou Doutoramentos no Reino Unido. Apesar de ser Portuguesa com registo em Portugal.

A sede é em Londres, Diogo Martins é o Presidente, “a nossa maior parte de atividade é feita em todo o território, nas quatro nações do país, e muito proximamente com a embaixada de Portugal.”

A missão é conectar os portugueses graduados do Reino Unido, e “fazemo-lo” de várias fórmulas. Por um lado, de uma forma mais direta. Perceber quando é que os interessados vão entrar no Reino Unido, “o que é que vêm fazer, o que os motiva, em que é que estão a trabalhar, quais são as áreas específicas, o que é que produzem em termos publicação, de ciência, mas também de que oportunidades é que procuram, em termos de bolsas. Tentar dar resposta a esse tipo de procura, isto por um lado.

Por outro lado temos o trabalho mais externo, de interligação destes membros e os diferentes órgãos da tutela britânica e portuguesa, no que respeita especificamente à representatividade dos seus interesses e preocupações.”

Falam do Brexit, de questões de financiamento no contexto pós-Brexit. Falam de vistos, e tentam de alguma forma ser um canal de comunicação e enquanto estrutura organizativa, está bem estruturada e têm uma boa relação com os órgãos de tutela, tanto em Portugal como no Reino Unido. “Conseguimos transmitir as preocupações de uma forma mais eficaz e eficiente, e tentamos fazer isso de uma forma muito objetiva também.” Refere o Presidente da PARSUK.

Quem são os membros da PARSUK?

“Somos uma Associação muito aberta e somos pouco rígidos (…), temos a preocupação de saber se o curso foi feito todo em Portugal, ou no Reino Unido.” Aquilo que “nos importa” é se estes membros fizeram algum tipo de contribuição no ensino superior, tanto em Portugal como no Reino Unido. (…) “Os nossos membros muitas vezes são estudantes do ensino superior em Portugal, o nosso “foco” é ter entrado numa licenciatura e ter alguma ligação com o Reino Unido. Ter vindo para cá ou que planeia vir fazer um estágio, ou já veio fazer investigação.”

É um membro bastante grande, fazem parte mais de 2500 a 3000 membros, está a crescer, a equipa em si são nove pessoas fixas, “temos também Embaixadores pelo país inteiro, País de Gales, Irlanda do Norte, Escócia e resto da Inglaterra, não são uma equipa fixa, mas são uma série de voluntários, e outras pessoas que nos vão ajudando.”

“Também há casos, como o meu. Faço investigação, mas o meu “background” é medicina, e o nosso tipo de investigação muitas vezes é clínica, ou seja, fazemos toda a formação que é académica, mas a determinada altura vem a prática, que é feita nos hospitais, centros de saúde, mas também nessas práticas fazemos investigação no dia a dia.” Não são investigadores tradicionais, e cada vez mais a PARSUK, ao longo destes 15 anos tem evoluído para contemplar colegas que têm âmbitos e situações de circunstâncias ligadas aos setores de conhecimento bastante variados, desde os setores públicos e privados em Portugal e no Reino Unido.

O que fazem com os apoios dos parceiros?

Trabalham com parceiros financeiros, como o Santander, o Millennium, a Caixa Geral de Depósitos, o AICEP, também dá apoio financeiro, têm uma série de programas de bolsas para portugueses que queiram vir para cá. “Não são bolsas milionárias, mas são bons apoios para quem queira vir para o Reino Unido. Estamos a uns dias de realizarmos o nosso encontro anual que é o Luso, aqui em Londres. E contamos com a presença da Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, no dia 28 de outubro.”

O que é a Wellcome Trust?

Diogo Martins, é médico em Saúde Pública, “não é uma área muito conhecida”, mas com o Covid já se fala mais. Está em Londres há sete anos. É médico de formação, licenciou-se em Portugal, foi fazer mestrado para o Reino Unido, mas também teve uma série de experiências fora, em Genebra, na OMS (Organização Mundial da Saúde). Regressou a Londres para fazer o Doutoramento. Neste momento o que faz no Reino Unido em parte é investigação, mas o seu trabalho de tempo inteiro é trabalhar numa Fundação Filantrópica que é uma fundação muito grande, a “Wellcome Trust”, é a maior fundação do Reino Unido que apoia a investigação, “investimos anualmente cerca de mil milhões de libras em investigação, e trabalho nesta organização há seis anos.”

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